A audiência do evento era formada basicamente por empresas do segmento e poucos clientes, ouvindo apresentações de empresas do segmento vendendo mobile marketing.
Não acrescentou muito.
A conclusão é que Mobile Marketing ainda é uma oportunidade para o futuro. O mercado mobile está confuso, sem regras bem definidas (sem polices contra spam, por exemplo), tem um "ecossistema" bem complicado com operadoras, integradores, geradores de conteúdo e tecnologia, produtores de aparelhos celulares, agências mobile e agências de comunicação ainda confundindo seus papéis.
Para complicar, e ratificar, os clientes ainda conhecem pouco sobre o mobile.
Por outro lado, querem estar presentes de alguma forma, associando sua marca à inovação e tecnologia. Mas de que forma?
Mobile Marketing não está sendo planejado da forma como deveria. Nem pelos clientes, nem pelas agências de comunicação. Salvo excessões, a estratégia mobile não é definida no início do planejamento, de forma integrada com outras mídias e sim no final:
"Pessoal, e mobile, hein? Precisamos fazer alguma coisa..."
Talvez a internet tenha passado pelo mesmo processo - não acompanhei tão de perto.
No entanto, mobile não é um copy-paste de internet. O mercado deve se organizar para mostrar aos clientes e interessados essas diferenças. Mostrar toda sua eficiência na mensuração de resultados, seu poder de costumização, de poder falar one-to-one, de cobertura (são 140 milhões de celulares no Brasil) e dos diversos formatos e tecnologias possíveis.
O mercado deve poder vender mobile de forma planejada e consistente.
O evento me ajudou nesta reflexão.
Ou começamos a mudar este cenário, ou tudo não passará de belas apresentações em Power Point, mostrando tendências e carregaremos sempre a certeza que todo ano "será o ano de mobile".
Para não perder a viagem segue mais uma apresentação sobre tendências em mobile. Esta focada em Mobile Advertising.
Chuck Levine's Mobile Presentation
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