quarta-feira, março 31, 2010

Catálogo Interativo Diesel

Quando a TV Digital estiver funcionando de forma plena, você poderá interagir com o que você estiver assistindo. Durante uma novela, você poderá parar o programa, clicar na roupa da artista que você adora e ter mais informações sobre aquela peça e até compra-la diretamente pela TV.
Enquanto isso não vira realidade, você pode fazer através do Catálogo Primavera-Verão Interativo que a Diesel desenvolveu em seu site.
Em um vídeo bem produzido, você pode interagir com praticamente todas as peças de roupas e acessórios que os personagens usam. O design é moderno (como não poderia deixar de ser) e se você quiser ter mais informação é só passar o mouse sobre o vídeo e clicar na peça desejada.
Aliás, até a trilha sonora do vídeo está a venda.
Esta é uma forma moderna de apresentar um nova coleção que já desenvolve uma experiência bacana com os consumidores.



Outras da Diesel aqui.

Dica do meu amigo @vitorgomes

terça-feira, março 30, 2010

Aplicativos Móveis I Artigo


Estamos presenciando em um curto espaço de tempo a inclusão do mundo digital, antes restrito aos computadores, para dentro dos celulares. Nos mantemos informados, pesquisamos sobre um novo restaurante, ouvimos música e trocamos mensagens e e-mails.

Os smartphones estão crescendo, saindo do meio empresarial e atingindo a grande massa de consumidores. Um dos grandes responsáveis por esta mudança é a evolução dos aplicativos para celular, que estão mudando a forma como as pessoas estão utilizando seus aparelhos.
Há dois anos, o mercado de aplicativos era inexistente. Hoje, no Brasil, o envolvimento direto com o público por meio da tecnologia móvel e de conteúdos adequados a cada perfil torna-se cada vez mais forte.
Esta é uma grande oportunidade para as marcas criarem algo realmente novo. Muitas delas já descobriram como transformar seu produto em serviço, através de seus aplicativos.
Como o celular é o equipamento mais pessoal e próximo do consumidor, este dispositivo tem grande força nas campanhas de ativação de marca. Os aplicativos vão além de entretenimento, sendo uma nova forma de relacionamento com os públicos alvo.



O número de pessoas que possuem celulares compatíveis com esse tipo de software está cresce em ritmo acelerado. Só na Apple Store já estão disponíveis mais de 100 mil aplicativos diferentes.
Esta rápida mudança fez com que marcas e agências de Mobile Marketing se deparassem com um grande desafio de estabelecer um relacionamento duradouro, direto e pessoal com os consumidores.
Para uma aproximação efetiva, as empresas devem oferecer conteúdo interessante para o consumidor, proporcionando serviço ou entretenimento direto no celular, incluindo a marca de maneira natural neste ambiente.
O aplicativo "Nestlé Receitas" desenvolvido para iPhone, por exemplo, trabalha com informações de grande utilidade para o usuário, ao passo que a ferramenta dá acesso de forma dinâmica a um extenso número de receitas.
As pessoas começam a criar novos hábitos a partir da utilização de aplicativos. Certos softwares já conseguem identificar onde você está e fornecem informações sobre os arredores, como localizações. São pequenos serviços úteis que facilitam a rotina ou criam um entretenimento para seus usuários.
Além de interativos, tais aplicativos possibilitam respostas imediatas, auxiliando as empresas a entenderem melhor seus consumidores. O uso desses programas traz diversas informações sobre o comportamento do usuário e o perfil de interação com os aplicativos.
A utilização dessa ferramenta cresce e se fortalece rapidamente. O desafio das marcas e das agências agora é desenvolver estratégias de ativação, integrando as fortalezas do Mobile Marketing com este novo cenário de relacionamento com os consumidores.
Tudo isso, sem abrir mão de uma forte ideia criativa, um bom conceito de campanha e de uma execução impecável.




Artigo publicado no Jornal Brasil Ecônomico, 29 de março. (aqui)

quinta-feira, março 25, 2010

4square, 4 what?

Como já postei aqui no blog, a geolocalização é a mais nova febre nas redes sociais. Existem vários serviços de localização como o Gowalla, Loopt e o Foursquare lançado há um ano e que hoje tem a maior cobertura e está sendo considerado o novo Twitter – ninguém entendia como funcionava e se tornou uma revolução na forma de nos relacionarmos.

O que é o Foursquare:

Uma rede social que permite amigos dividirem com outros o local onde cada um está naquele momento ou onde ele vai frequentemente.
Como toda rede social, o mais importante é compartilhar informações pessoais. Neste caso o principal assunto é sua localização. Mas não é só isso, a partir de “check ins” feitos nos lugares (venues), uma série dicas e recomendações sobre serviços ou locais são registradas. Você pode saber a opinião de quem foi em determinado restaurante, como é o serviço ou qual prato é mais recomendado por exemplo.

Exposição X Segurança

Muitos questionam que divulgando sua localização, as pessoas se expõem diminuindo sua segurança. A relação exposição X segurança quem gerencia é o próprio usuário. Ninguém é obrigado a divulgar cada passo dado. Cada um escolhe onde quer fazer o check in e para quem vai divulga-lo – para o Twitter, Facebook ou só seus contatos do Foursquare.

Badges – Recompensas virtuais

Para tornar a brincadeira mais viciante, o Foursquare desenvolveu badges que você recebe de acordo com a frequência que você realiza o check in em determindado lugar ou de acordo com o perfil de lugares. Como STATUS é que move as redes sociais, quem tem mais badges, se destaca. De olho nisso, algumas empresas já começaram a desenvolver badges especiais para ações promocionais.

Ações Promocionais

Starbucks e Marc Jacobs são dois exemplos bem recentes de que forma a associação com o Foursquare pode gerar tráfego para suas lojas e criar novos formatos promocionais.
Nos dois casos foram desenvolvidos badges especiais e quanto mais as pessoas frequentavam suas lojas, os badges eram liberados. A recompensa virtual é um caminho para a premiação real, a exemplo da ação da empresa de moda.
Ações como essas podem ser desenvolvidas para gerar tráfego nas lojas, promover a venda de um produto específico, estimular o check in em determinados momentos do dia, captar novos clientes ou aumentar as visitas dos mesmos.

Tamanho do Mercado e Cobertura

Seja pelo conhecimento do aplicativo ou pela cobertura de smartphones, a penetração ainda é baixa. De qualquer forma a tendência é que a participação aumente em ritmo acelerado.
O Foursquare divulgou na semana passada que em 10 dias adicionou quase 100 mil novos participantes, totalizando mais que 500 mil no total.
No Brasil ainda temos poucos dados. A análise feita pelo Buzz Volume "com base em 641 checkins do Foursquare feitos no Brasil em duas semanas revela que 55% deles ocorreram em São Paulo.
Os 45% restantes provêm de cidades como Rio de Janeiro (2.ª maior participação), Porto Alegre, Belo Horizonte, Campo Grande, Brasília, Curitiba, Fortaleza e Niterói."

Nos EUA, Nova Iorque é a principal cidade, conforme a tabela abaixo.



Mobile

Como seu uso é feito prioritariamente via celular, esta ferramenta pode alcançar o consumidor onde ele está e no momento mais próximo da compra. Aliás, aplicativos com mapas estão se tornando cada vez mais importantes no segmento mobile. O problema é cada consulta nos mapas consome muita bateria e quem tem iPhone sabe o problema que isso representa.


O título deste post foi dado apartir de um tweet do @letsvamos. Espero ter respondido essa pergunta e criado a curiosidade em conhecer mais!

terça-feira, março 23, 2010

Videocase da pegadinha da Heineken

A Heineken (via JWT Milão) finalizou o videocase de uma grande ação realizada durante um dos principais clássicos da UEFA Champions League, Milan vs Real Madrid. A ação não é recente, aconteceu em outubro do ano passado. Para quem conhece e para quem nunca viu a ação, este vídeocase é uma excelente aula de como fazer uma ação genial.

Atualizando: Esta campanha ganhou Leão de Ouro em Promo/Activation em Cannes 2010

Marc Jacobs utilizando geolocalização

Recursos de geolocalização estão se tornando cada vez mais comum nos Estados Unidos e mostra uma clara tendência de como transferir um recurso mobile para o varejo.
Depois de fazer streaming ao vivo de seus desfiles, o gigante da moda Marc Jacobs realizou mais uma iniciativa digital, agora envolvendo o Foursquare.

Fashion Week 2010 - Assim como os eventos daqui do Brasil, convites para o Fashion Week são disputados à tapa. Pensando nisso, Marc Jacobs e Foursquare desenvolveram um "badge" (recompensa virtual) especial, o "Fashion Victim", para todos aqueles que realizassem o check in em qualquer loja da Marc Jacobs. A promoção era simples: De forma aleatória, foram escolhidos quatro pessoas que tivessem liberado o badge "Fashion Victim" para ganhar os convites.
Uma das ganhadoras declarou que "Marc Jacobs fez meus sonhos se tornaram realidade, nunca vai existir um dia melhor em minha vida!". Pelo visto, o "Fashion Victim" badge será usado como outros recursos para recompensar seus clientes mais fiéis, com descontos e outros mimos.

Este case mostra duas tendências na relação das marcas com seus consumidores: através da geolocalização, a utilização de redes sociais de forma efetiva no mundo real, gerando negócios e tráfego para suas lojas e em termos promocionais, a utilização de prêmios aspiracionais que, mais do que alto valor em prêmios, dá ao consumidor um experiência.

via Mashable

quinta-feira, março 18, 2010

Pai, me empresta o iPhone?

Todos os dias eu ouço esta frase. O motivo é sempre o mesmo: "quero bincar com ele".
Cada vez mais, o aparelho desperta o desejo das crianças, muito em função da facilidade de interação e do design. Por coincidência os mesmos motivos que nos atrai. Afinal, para alguns assuntos, só crescemos no tamanho :0
Atenta a este movimento a Fischer Price lançou não só um, mas 3 aplicativos para iPhone focado em crianças por volta de 2 anos de idade. É o See'n Say, Little People Farm e o Chatter Telephone (clique para link no iTunes).

A empresa ainda tem um aplicativo no Facebook que permite criar uma linha do tempo com a evolução de seus filhos com fotos, vídeos, informações e curiosidades dos pequenos e claro, poder dividir isso com toooooodos seus amigos e família.

via Mashable

terça-feira, março 16, 2010

Nike Cup e o sonho da garotada

Qual menino nunca sonhou em ser um jogador de futebol?
Que marca poderia criar uma "iniciativa para inspirar e dar ferramentas a jovens atletas que querem escrever o futuro jogando futebol de campo, aproximando-os de seus ídolos."
A partir destes dois pontos foi criado a Nike Cup.
Um torneio de futebol criado pela Nike, envolvendo 128 escolas de futebol, clubes, faculdades, ONGs, entre outras instituições de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Para participar devem participar das seleções nas instituições e depois disso treinar de acordo com Nike Futebol+.


O formato não é novo. Porém, reúne alguns pontos que o torna perfeito: Sonho, acesso, marca aspiracional, junto com os amigos e, "por acaso", em um ano de Copa do Mundo.

Mais infos aqui.

Improviso no ChatRoulette

ChatRoulette é um site criado para conversas aleatórias com pessoas desconhecidas (o que?).
Ao clicar em um botão e acionar sua webcam você pode conversar com qualquer outra pessoa no planeta. Sem conhece-la e sem saber o que ela pode fazer.
Uma verdadeira roleta da sorte. Mas o azar prevalece e o que mais aparece é gente pelada fazendo mil barbaridades.
Nossa sorte está nas pessoas criativas e talentosas como o pianista Merton. Para cada pessoa diferente que aparece na sua tela ele improvisa uma música.
Bastou isso para o seu vídeo se tornar um dos mais vistos nos últimos dias e tem todos os ingredientes de torna-lo uma nova celebridade da internet.

sexta-feira, março 12, 2010

Onde você está agora?

Estão crescendo as possibilidades de desenvolvimento de ações promocionais ou de marca a partir do reconhecimento do local onde a pessoa está.
O Starbucks está inciando uma ação com o Foursquare que recompensa o consumidor que realiza check ins com a plataforma. Apesar dos "prêmios" serem ainda bagdes do Foursquare, a proposta é ampliar a forma de premiação para itens reais. Este é um bom exemplo de como o varejo pode utilizar redes sociais para criar um relacionamento+premiação com seus consumidores.


Uma outra forma interessante de utilizar a localização geográfica é o exemplo do projeto "Where is my milk from". Muitas pessoas são curiosas para saber de onde vem o leite que elas consomem. A partir do envio do código único da embalagem no site da ação, você visualiza de qual região o produto foi produzido.







Estes ainda são pequenos exemplos, porém com grande potencial de se tornarem mainstream em pouco tempo. O importante é acompanhar estes exemplos e entender como aplica-los em seus negócios.

quinta-feira, março 11, 2010

Aplicativo de iPhone da Gol

Tudo que parece facilitar a minha vida eu testo para avaliar. Foi com essa intenção que baixei o aplicativo que a Gol lançou recentemente.
Com ele podemos fazer o check in, escolher o acento, pontuar nossas milhas no Smiles. Toda interface mobile é fácil e simples.
Porém a facilidade termina na interface mobile. Para você entrar na sala de embarque tem que "posicionar seu iPhone em frente ao leitor para embarcar". O leitor é um funcionário da Gol que fica... fica... onde está o funcionário da Gol com o leitor para embarcar?
Ele não estava na porta de entrada, mas longe dela, ao lado das maquininhas de check in! Fui lá e ele fez o que a máquina faz. Leu meu iPhone e imprimiu um bilhete. Com o bilhete em mãos fiz meu embarque.

A iniciativa da Gol sensacional, mas não é completa. O processo passa (ainda) pela interface humana e com isso passível a erro, ao humor do funcionário e a todos os fatores que faz com que a aviação nacional tenha esta péssima imagem.
Tenho que acreditar que esta é uma fase inicial e que todo o processo será automatizado em breve.
Hoje esta iniciativa é um Boing 747 monomotor.

sexta-feira, março 05, 2010

Tenha um novo ponto de vista ou morra

Por décadas recebíamos as mensagens que poucos determinavam que seriam essenciais. Com limitadas formas de buscar um conteúdo diferenciado, a massa consumia o que era mais fácil, o que entrava nas suas casas e dividia a atenção na sala de estar. Tudo pausterizado. A ditadura do que assistir, do que vestir, do que ouvir, do que realmente aconteceu, influenciou diretamente no que era produzido culturalmente. Tanto que, quando algo realmente original surgia, era transformado em ícone e como consequência, massificado. A TV e as marcas de produto de consumo viveram esse período com posturas muito próximas.

A TV exerceu este poder de forma extraordinária e poderosa. Mas o acesso ao conteúdo mudou. Hoje a informação entra na vida das pessoas de diversas formas. Não só pela sala de estar, mas pelo quarto, pela escola, pelos amigos (próximos ou distantes, reias ou virtuais). A tecnologia permitiu que o mundo digital democratizasse verdadeiramente a informação.

A televisão não acompanhou este movimento. Se por um lado, a forma como assistimos a TV mudou, por outro, a forma como ela nos enxerga não. Sua programação ainda se mantém engessada em modelos antigos. O que era o veículo mais próximo das massas está, na verdade, se distanciando da verdadeira cultura de seu público e não mostra o que “o novo modelo” está produzindo.

Nesta apresentação do TEDxSP, Regina Casé apresenta um ponto de vista interessante, em se tratando de uma comunicadora que trabalha na maior emissora de TV brasileira. Um ponto de vista ideológico, é verdade, mas que traduz muito desta nova realidade que a TV não mostra. São 15 minutos, mas vale a pena assistir.



Da mesma forma que a TV, as marcas e seus gestores, devem criar uma nova rotina para entendimento deste movimento. Deixar de ler somente relatórios de pesquisa onde “estar historicamente na média” equivale a ser excelente. A média mudou e está em constante mudança. Estar na média é ser morno, ser equivalente ao que existe. Para ser realmente inovadora, a marca deve ter um novo olhar sobre o que existe e ver de perto este novo consumidor e seus novos segmentos. As marcas devem estar próximos aos exemplos que a Regina mostrou como a periferia, a classe C, mas sem o preconceito e o ar superior de quem já realizou muitas campanhas e já viu de tudo.

Esta nova postura inclui riscos. Os tradicionais não gostam de sair da sua zona de conforto e os riscos são proporcionais ao trabalho que dá para justificar um novo ponto de vista. É mais fácil arrumar alguma desculpa para a queda da audiência da novela das oito ou criar mais uma sacada publicitária.

Qual o seu ponto de vista?

Este texto foi inspirado a partir do post do Coxa Creme "A massificação acabou?"

O Sol de Tropicana

Campanhas emocionais trafegam sempre no limite entre o que toca realmente os consumidores e o que pode ser tornar um tiro no pé se o tom for errado.
Em um momento que o planeta (principalmente no hemisfério norte) vive um pós crise, onde a auto estima está mais baixa, campanhas com um enfoque em generosidade ganham espaço.
A Coca Cola vem construindo o conceito de ser a fábrica de Felicidade e demonstrou toda sua generosidade em uma Vending Machine surpreendente, simples e eficiente.

Em uma cidade no Ártico Canadense, em um dos períodos do ano mais frios em que a cidade passa 30 dias no escuro completo, a Tropicana, trouxe literalmente o SOL.
A campanha inicou neste último dia 1º de março com o tema "Brighter Mornings for Brighter Days".



Essas campanhas são ousadas por abordarem temas delicados e só marcas com uma história consolidada na mente do consumidor podem se aventurar por esses caminhos.

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