O fato da Track & Field ter virado um case para o varejo americano estudar não só durante o evento mas incluí-los na sua visita técnica, mostra a importância e o interesse que o Brasil desperta no exterior.
Por que seria interessante visitar em Nova York uma loja que cruzamos todos os dias na hora do nosso almoço nos shoppings brasileiros? Justamente para entender o ponto de vista dos americanos no que foi desenvolvido por Frederico Wagner, co-fundador da Track & Field.
Um ano atrás quando a loja abriu, a empresa havia desenhado duas famílias de linhas específicas para o mercado americano, mas que se mostraram ineficientes. Frederico entendeu que para se estabalecer no mercado americano o foco deveria ser na arquitetura e no design da loja, com as peças e coleções brasileiras de qualidade.
Em uma loja de apenas 150m2, foi desenvolvido cápsulas que armazenam as peças de roupa e levam o estoque do fundo para frente da loja. Visualmente é impactante e com uma função prática. A decoração da loja é composta por essa parede repletas de cápsulas que ajudam os vendedores a acessarem rapidamente todas as variedades de peças disponíveis. A empresa está estudando como viabilizar essa idéia no Brasil, porém pela grande quantidade de lojas, o principal desafio é tornar o custo de implementação/manipulação de cada cápsula rentável.
O teto espelhado também ajudou a aumentar o espaço da loja e o video wall é outra atração da loja. O telão passa em looping um vídeo de 25 minutos de imagens captadas no Central Park e no River Side Park para fazer com quem entrasse na loja se sentisse no ambiente ideal para praticar sua corrida.
A loja foi montada com a participação de fornecedores da China, da Alemanha e claro, do Brasil. Sempre com o cuidado com o meio ambiente utilizando materiais biodegradáveis e não agressivo ao meio ambiente.
Frederico ainda defende o ponto de que o produto vendido tem que ter qualidade e tem que entregar o que é prometido no ambiente da loja. Fato inquestionável por todos que visitam a loja.
De fato este é um case para acompanharmos de perto, para entender como nos posicionamos no exterior e como o americano avalia nossa atuação. Pelo desempenho nos últimos 12 meses, a Track & Field está tendo sucesso neste desafio.
Veja o set com fotos da loja:
quinta-feira, janeiro 13, 2011
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Breve análise do varejo americano em 2010
O ano de 2010 foi um ano de cauteloso otimismo para o varejo americano. O corte de custos foi obrigatório para todos os tamanhos de negócio, assim como o estímulo a demanda no chão de loja, para que, com essa equação, a casa fosse reorganizada. Com as estruturas de custos e inventários alinhados, a produtividade aumentou. Isso ajudou ao varejistas a compensar a baixa nas vendas.
Este último ano foi também um período em que o modelo de negócio focado no consumidor ganhasse força, até mesmo porque com poucos consumidores dentro das lojas, a disputa pelo “share of wallet” se intensificou. Para ganhar os corações e mentes dos consumidores, a indústria se focou em intensificar as interações com seus clientes. Com as compras mais fragmentadas a qualidade da experiência que o consumidor vive na loja se torna um ponto principal de diferenciação.
Pensando nisso, as empresas refinaram a coleta de informações de seus consumidores e investiram mais tempo no monitoramento da satisfação do cliente. A partir da crescente influência da internet na decisão de compra dos consumidores, os varejistas ampliaram o uso de estratégias em mídias sociais para aumentar sua presença e relevância.
Para 2011 a confiança está resurgindo e, depois de alguns anos, os planos de expansão estão de volta. Tudo parece que neste novo ano os varejistas voltarão a investir novamente em novas lojas e paticularmente em áreas de tecnologia da informação, consumer insight, coleta de informação, assim como ações de relacionamento e programas de lealdade, já que vem sendo cada vez mais difícil reter o consumidor fiel à sua loja.
Estes dados compõe um cenário bastante real do mercado Americano, baseado em um estudo apresentado pela KPMG na NRF2011. Devemos analisar com algumas ressalvas quando comparamos com a realidade brasileira. Porém as tendências macro são as mesmas.
Este último ano foi também um período em que o modelo de negócio focado no consumidor ganhasse força, até mesmo porque com poucos consumidores dentro das lojas, a disputa pelo “share of wallet” se intensificou. Para ganhar os corações e mentes dos consumidores, a indústria se focou em intensificar as interações com seus clientes. Com as compras mais fragmentadas a qualidade da experiência que o consumidor vive na loja se torna um ponto principal de diferenciação.
Pensando nisso, as empresas refinaram a coleta de informações de seus consumidores e investiram mais tempo no monitoramento da satisfação do cliente. A partir da crescente influência da internet na decisão de compra dos consumidores, os varejistas ampliaram o uso de estratégias em mídias sociais para aumentar sua presença e relevância.
Para 2011 a confiança está resurgindo e, depois de alguns anos, os planos de expansão estão de volta. Tudo parece que neste novo ano os varejistas voltarão a investir novamente em novas lojas e paticularmente em áreas de tecnologia da informação, consumer insight, coleta de informação, assim como ações de relacionamento e programas de lealdade, já que vem sendo cada vez mais difícil reter o consumidor fiel à sua loja.
Estes dados compõe um cenário bastante real do mercado Americano, baseado em um estudo apresentado pela KPMG na NRF2011. Devemos analisar com algumas ressalvas quando comparamos com a realidade brasileira. Porém as tendências macro são as mesmas.
Breve análise do varejo americano em 2010
O ano de 2010 foi um ano de cauteloso otimismo para o varejo americano. O corte de custos foi obrigatório para todos os tamanhos de negócio, assim como o estímulo a demanda no chão de loja, para que, com essa equação, a casa fosse reorganizada. Com as estruturas de custos e inventários alinhados, a produtividade aumentou. Isso ajudou os varejistas a compensar a baixa nas vendas.
Este último ano foi também um período em que o modelo de negócio focado no consumidor ganhasse força, até mesmo porque com poucos consumidores dentro das lojas, a disputa pelo “share of wallet” se intensificou. Para ganhar os corações e mentes dos consumidores, a indústria se focou em intensificar as interações com seus clientes. Com as compras mais fragmentadas, a qualidade da experiência que o consumidor vive na loja se torna um ponto principal de diferenciação.
Pensando nisso, as empresas refinaram a coleta de informações de seus consumidores e investiram mais tempo no monitoramento da satisfação do cliente. A partir da crescente influência da internet na decisão de compra dos consumidores, os varejistas ampliaram o uso de estratégias em mídias sociais para aumentar sua presença e relevância.
Para 2011 a confiança está de volta e, depois de alguns anos, os planos de expansão estão saindo do papel. Tudo parece que neste novo ano os varejistas voltarão a investir novamente não só em abertura de novas lojas, mas paticularmente em áreas de tecnologia da informação, consumer insight, coleta de informação, assim como ações de relacionamento e programas de lealdade, já que vem sendo cada vez mais difícil reter o consumidor fiel à sua loja.
Estes dados compõe um cenário bastante real do mercado americano, baseado em um estudo apresentado pela KPMG na NRF2011. Devemos analisar com algumas ressalvas quando comparamos com a realidade brasileira. Porém as tendências macro são as mesmas.
Este último ano foi também um período em que o modelo de negócio focado no consumidor ganhasse força, até mesmo porque com poucos consumidores dentro das lojas, a disputa pelo “share of wallet” se intensificou. Para ganhar os corações e mentes dos consumidores, a indústria se focou em intensificar as interações com seus clientes. Com as compras mais fragmentadas, a qualidade da experiência que o consumidor vive na loja se torna um ponto principal de diferenciação.
Pensando nisso, as empresas refinaram a coleta de informações de seus consumidores e investiram mais tempo no monitoramento da satisfação do cliente. A partir da crescente influência da internet na decisão de compra dos consumidores, os varejistas ampliaram o uso de estratégias em mídias sociais para aumentar sua presença e relevância.
Para 2011 a confiança está de volta e, depois de alguns anos, os planos de expansão estão saindo do papel. Tudo parece que neste novo ano os varejistas voltarão a investir novamente não só em abertura de novas lojas, mas paticularmente em áreas de tecnologia da informação, consumer insight, coleta de informação, assim como ações de relacionamento e programas de lealdade, já que vem sendo cada vez mais difícil reter o consumidor fiel à sua loja.
Estes dados compõe um cenário bastante real do mercado americano, baseado em um estudo apresentado pela KPMG na NRF2011. Devemos analisar com algumas ressalvas quando comparamos com a realidade brasileira. Porém as tendências macro são as mesmas.
Li-Ning I Os jovens chineses transformando o mundo NRF2011
Os jovens chineses estão mudando a cara do varejo de seu país e influenciando o restante do mundo. São 340 milhões de jovens que muito tem em comum com a Geração Y do ocidente. Porém eles tem sua personalidade própria e querem fazer valer isso.
Os chineses não querem ser (re)conhecidos como a “cultura da cópia”. Eles se autodenominam Geração Sunshine e não querem só “copy and paste”, querem criar, serem originais e inovadores. Os jovens chineses querem promover sua própria cultura - “de dentro do país para fora” – sendo autênticos. A autenticidade vende.
Assim como qualquer jovem ocidental, eles recebem uma enxurrada de opções de marcas e como consequência, tem que realizar suas escolhas. Isto é uma oportunidade, já que o conceito de lealdade de marca vem do ocidente e o que os chineses querem é se divertir e experimentar.
Essa oportunidade foi chamada de “mash up culture”, onde não existe o certo ou errado, não precisa ser lançado um projeto perfeito. “Coloque na rua, nós experimentamos e o projeto evolui com a nossa participação, nossa ajuda”, apresentou Jeremy Kaye da Ziba Design responsável pelo estudo.
A rede Li-Ning aplicou o estudo desenvolvido por Ziba dentro de suas lojas, na organização, nas cores, no merchandising, na exposição e abusando da tecnologia e design. Em sua estratégia de expansão fora da China está, claro, os EUA onde foi inaugurada sua primeira loja em Portland no ano passado e como objetivo maior transformar Li-Ning na primeira marca Chinesa de alcance global.
Veja o filme de lançamento da marca nos EUA.
Os chineses não querem ser (re)conhecidos como a “cultura da cópia”. Eles se autodenominam Geração Sunshine e não querem só “copy and paste”, querem criar, serem originais e inovadores. Os jovens chineses querem promover sua própria cultura - “de dentro do país para fora” – sendo autênticos. A autenticidade vende.
Assim como qualquer jovem ocidental, eles recebem uma enxurrada de opções de marcas e como consequência, tem que realizar suas escolhas. Isto é uma oportunidade, já que o conceito de lealdade de marca vem do ocidente e o que os chineses querem é se divertir e experimentar.
Essa oportunidade foi chamada de “mash up culture”, onde não existe o certo ou errado, não precisa ser lançado um projeto perfeito. “Coloque na rua, nós experimentamos e o projeto evolui com a nossa participação, nossa ajuda”, apresentou Jeremy Kaye da Ziba Design responsável pelo estudo.
A rede Li-Ning aplicou o estudo desenvolvido por Ziba dentro de suas lojas, na organização, nas cores, no merchandising, na exposição e abusando da tecnologia e design. Em sua estratégia de expansão fora da China está, claro, os EUA onde foi inaugurada sua primeira loja em Portland no ano passado e como objetivo maior transformar Li-Ning na primeira marca Chinesa de alcance global.
Veja o filme de lançamento da marca nos EUA.
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Target I Estratégia Mobile NRF2011
Grandes redes como a Target e a Walgreens já estão adiantadas no desenvolvimento da ferramenta mobile em suas lojas. Ambas contam com uma estratégia multi canal e aplicativos desenvolvidos para facilitar, simplificar e tornar mais eficiente e divertido a experiência dentro das suas lojas.
A Target começou o desenvolvimento da “coisa mobile” há aproximadamente 3 anos e hoje, ao monitorar o tráfego de suas lojas, a empresa consegue perceber claramente que vários consumidores realizam compras segurando seus celulares, acessando informações dentro de suas lojas. Ao utilizar ferramentas mobile adequadas, segundo Phil Mckoy daTarget, os consumidores passaram a gastar mais e aumentou o tráfego nas suas lojas.
O relacionamento mobile avança no sentido de criar uma relação mais próxima com os consumidores, oferecendo benefícios para serem utilizados no momento da compra. Como parte da estratégia, são enviados diversos gift cards e cupons de desconto para o celular, seja através do aplicativo ou por sms.
Aliás, cupons de desconto fazem parte da cultura americana varejista e hoje, um dos assuntos recorrentes na NRF2011 foi a facilidade em distribuir e redimir os descontos via mobile. O uso de cupons de desconto é um hábito que o brasileiro não tem, porém a facilidade que a interação via celular proporciona, isto pode ser tornar uma oportunidade para o varejo nacional.
Mesmo com todo o envolvimento na estratégia mobile, Phil Mckoy soltou uma frase que nos faz entender a razão pela qual a Target já está avançada no uso da tecnologia. “O consumidor não quer saber de tecnologia. Ele quer algo que facilite a sua vida dentro da loja, seja via mobile ou não. Desde que seja conveniente e fácil”, disse Mckoy ao citar um exemplo de uma mãe com duas crianças pequenas fazendo compras “Ela quer encontrar o que procura e sair rápido da loja. Vamos ajuda-la”.
A Target começou o desenvolvimento da “coisa mobile” há aproximadamente 3 anos e hoje, ao monitorar o tráfego de suas lojas, a empresa consegue perceber claramente que vários consumidores realizam compras segurando seus celulares, acessando informações dentro de suas lojas. Ao utilizar ferramentas mobile adequadas, segundo Phil Mckoy daTarget, os consumidores passaram a gastar mais e aumentou o tráfego nas suas lojas.
O relacionamento mobile avança no sentido de criar uma relação mais próxima com os consumidores, oferecendo benefícios para serem utilizados no momento da compra. Como parte da estratégia, são enviados diversos gift cards e cupons de desconto para o celular, seja através do aplicativo ou por sms.
Aliás, cupons de desconto fazem parte da cultura americana varejista e hoje, um dos assuntos recorrentes na NRF2011 foi a facilidade em distribuir e redimir os descontos via mobile. O uso de cupons de desconto é um hábito que o brasileiro não tem, porém a facilidade que a interação via celular proporciona, isto pode ser tornar uma oportunidade para o varejo nacional.
Mesmo com todo o envolvimento na estratégia mobile, Phil Mckoy soltou uma frase que nos faz entender a razão pela qual a Target já está avançada no uso da tecnologia. “O consumidor não quer saber de tecnologia. Ele quer algo que facilite a sua vida dentro da loja, seja via mobile ou não. Desde que seja conveniente e fácil”, disse Mckoy ao citar um exemplo de uma mãe com duas crianças pequenas fazendo compras “Ela quer encontrar o que procura e sair rápido da loja. Vamos ajuda-la”.
Começa a NRF2011
Começou ontem a NRF2011, maior e mais importante evento varejista do mundo. Nas palestras, seminários e exposição estão sendo apresentado, descutido e questionado questões de como o varejo deve se moldar para encarar um novo consumidor e uma nova realidade nesta relação.
O mercado varejista mundial ainda sente os efeitos da crise dos últimos anos. Os 250 maiores varejistas do mundo perderam vendas neste período. Esta realidade afeta diretamente o conteúdo, os temas das palestras e o que é exposto no evento.
Merchandising, novas formas de expor os produtos e design fazem parte do evento, porém o que promete ser o centro das discussões é como o uso de ferramentas mobile se tornarão o principal parceiro do mercado varejista.
Sem dúvida que o mercado mobile americano é bem mais desenvolvido que o brasileiro. Até o final do ano estima-se que 50% dos americanos tenham em suas mãos um smartphone. As oportunidades que aparecem a partir dessa cobertura de aparelhos nas mãos dos consumidores é tentadora. Apesar desta realidade ser bem distante da brasileira, os dados e a movimentação do mercado, mostram um caminho sem volta na relação que o varejo deve ter com o consumidor.
Um ponto fica muito claro: O consumidor quer ter uma relação mais emocional e menos de venda, pura e simples. O consumidor quer um serviço que facilite sua vida e suas escolhas.
Dados apresentados mostram que os consumidores preferem uma experiência de compra que envolva uma interação mobile, porém o mercado varejista ainda está longe deste desejo. Por estar 24 horas na mão do consumidor, as ferramentas mobile são o caminho mais curto para realizar esses desejos, estreitar a relação e gerar vendas.
Todos os dias irei fazer um resumo do que foi apresentado na NRF, com fotos, dados e o meu ponto de vista no que está sendo descutido por aqui.
O mercado varejista mundial ainda sente os efeitos da crise dos últimos anos. Os 250 maiores varejistas do mundo perderam vendas neste período. Esta realidade afeta diretamente o conteúdo, os temas das palestras e o que é exposto no evento.
Merchandising, novas formas de expor os produtos e design fazem parte do evento, porém o que promete ser o centro das discussões é como o uso de ferramentas mobile se tornarão o principal parceiro do mercado varejista.
Sem dúvida que o mercado mobile americano é bem mais desenvolvido que o brasileiro. Até o final do ano estima-se que 50% dos americanos tenham em suas mãos um smartphone. As oportunidades que aparecem a partir dessa cobertura de aparelhos nas mãos dos consumidores é tentadora. Apesar desta realidade ser bem distante da brasileira, os dados e a movimentação do mercado, mostram um caminho sem volta na relação que o varejo deve ter com o consumidor.
Um ponto fica muito claro: O consumidor quer ter uma relação mais emocional e menos de venda, pura e simples. O consumidor quer um serviço que facilite sua vida e suas escolhas.
Dados apresentados mostram que os consumidores preferem uma experiência de compra que envolva uma interação mobile, porém o mercado varejista ainda está longe deste desejo. Por estar 24 horas na mão do consumidor, as ferramentas mobile são o caminho mais curto para realizar esses desejos, estreitar a relação e gerar vendas.
Todos os dias irei fazer um resumo do que foi apresentado na NRF, com fotos, dados e o meu ponto de vista no que está sendo descutido por aqui.
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