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quarta-feira, janeiro 22, 2014

A internet das coisas e a vida chata

Uma das matérias de destaque da Revista Veja desta semana é sobre a “internet das coisas” – um conceito mais que difundido entre aqueles que acompanham de perto a evolução da tecnologia. De forma resumida, o conceito exemplifica que, a partir de um futuro (muito próximo), as coisas conectadas à internet “trabalharão silenciosamente por nós”. A partir da análise dos dados colhidos em todos os lugares e em tudo que está conectado, nossa vida se tornará mais pratica e produtiva.
Você poderá saber se sua esposa está por perto, se ainda tem manteiga na geladeira, até o trânsito da sua cidade poderá ser melhor gerenciado com as informações geradas pela seu carro conectado à internet. Segundo a revista, com a internet das coisas teremos mais tempo para “criar, inovar e curtir a vida”.
Neste ponto que entra uma consideração fundamental sobre a internet das coisas. Será que queremos ou precisamos ter tantas informações?
Se você não sabe o que falta na sua geladeira ou se você precisa que a geladeira te avise que a geléia acabou, alguma coisa está errada. A utilização da internet das coisas para melhorar a vida do cidadão, como a otimização do trânsito, é um benefício real e amplo. Agora, ter uma internet para te mimar e que vai contar TUDO que você NÃO deveria saber, é outra. Não acredito nesse futuro cor-de-rosa-conectado pintado pela matéria. Nem quero um futuro desses para mim.


Tenho convicção que em algum dia, a internet será como a eletricidade: você esquece que ela existe por que ela simplesmente funciona.

Enfim, a internet das coisas como a revista Veja descreveu tornaria nossa vida CHATA. A vida passaria a não ter muitas novidades, teríamos poucas surpresas e nada inesperado aconteceria.
Afinal, seu banheiro já terá te avisado que o papel higiênico acabou!

segunda-feira, agosto 16, 2010

Ceticismo na publicidade, na Revista Veja e aqui

Na matéria “Educação para o Consumo”, da Veja desta semana, é abordado um tema bastante atual sobre a publicidade hoje em dia. O ceticismo dos consumidores.
A matéria é focada no mundo infanto juvenil, que apresenta o resultado de uma pesquisa conduzida pelo Cartoon Network com 600 crianças de São Paulo (classe A/B, que assistem TV à cabo).

Alguns dados interessantes foram destacados:

-a meninada desconfia, e muito, das qualidades atribuídas aos brinquedos pela propaganda;
-59% dos participantes lembraram qual marca estava sendo anunciada (embora sabemos que lembrança de marca não corresponde à credibilidade);
-este número cresce quando tem uma celebridade ou personagem que fale a mesma linguagem deles. Na mesma pesquisa foi identificado que, muitos duvidam que as celebridades de fato usem os produtos que anunciam.

Apesar da pesquisa estar centrada em um público específico, o ceticismo dos consumidores não se restringe apenas ao mundo jovem. Esta nova postura se deve principalmente ao fácil acesso à informação que todos nós temos. Comparamos preços, pesquisamos o que é comentado sobre o produto que temos interesse. Cada twitt, cada post em blogs nos ajuda a questionar o que é apresentado na TV.

O resultado deste ceticismo é a crescente infidelidade ou o que chamamos de “falsa lealdade”. O consumidor se relaciona com a marca até encontrar algo novo ou que atenda à suas expectativas. Basta existir uma opção para trocar de marca.

Neste cenário as marcas devem, cada vez mais, pensar em novas formas de comunicar seu produto e ir além do comercial de 30", atingindo o consumidor de forma atraente, quebrando suas resistências. Ações de ativação, ferramentas mobile e internet são, hoje em dia, extremamente eficientes para quebrar este ceticismo.

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