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segunda-feira, outubro 17, 2016

Atlantic Station - um shopping ou uma experiência de varejo 5.0?

Atlanta, 2016*

Quando cheguei ao Atlantic Station em busca de uma loja em especial, fui surpreendido pelo o que é realmente esse empreendimento. A primeira impressão é de um modelo de shopping center/centro comercial nos moldes do Downtown - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Uma área de comércio ao ar livre, com ruas, mais de 50 lojas de varejo, um enorme cinema e nas sobrelojas, escritórios das mais diversas empresas. Pronto, a semelhança com o Downtown acabou aqui.

O Atlantic Station é praticamente um bairro, com 1.400.000m2, que comporta não só a estrutura de lojas de varejo como Target, H&M, GAP, Dillards, West Elm, IKEA, Victoria’s Secret, Banana Republic, com uma ampla opção de alimentação, mas também é uma área residencial com parques, enormes prédios comerciais e hotel, garantindo o alto fluxo do local.



O que chama atenção quando percorria as ruas é o ambiente totalmente diferente da cidade de Atlanta.  A infra estrutura do local, suas sinalizações, o design das lojas, o entretenimento (além do cinema, o Atlantic Station ainda comporta uma exposição permanente do BODIES The Exhibition) eram combinadas com uma forte identidade musical - em todo o complexo tem música saindo de árvores, postes e bancas. Sensacional. Me fez lembrar da Disney (eu falei que a semelhança com o Downtown tinha acabado no primeiro parágrafo).
O local promove uma série de eventos para a comunidade, estimula o “fazer o Bem”, o envolvimento com animais de estimação e o estilo de vida outdoor saudável.



O dia ajudou. Estava com céu claro e uma temperatura boa. Mas caso chovesse era só passar no Concierge Service para retirar uma capa de chuva ou um guarda chuva.
  
Mesmo aberto, o ambiente todo está controlado e em sincronia e apesar de ter sido lançado em 2005, este empreendimento está extremamente atual, mostrando como o varejo moderno pode, e deve, se integrar com a vida das pessoas de maneira muito próxima.
De maneira pensada, evitei usar a palavra Experiência durante o texto. Justamente porque esse é o insight principal desta visita.






*À convite da Ipiranga, estou em Atlanta para acompanhar a NAC’s Show (maior congresso de lojas de conveniência e postos de combustíveis do mundo), que começa amanhã. 

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Hospitalidade é o negócio dos Shopping Centers

Acompanho há anos a NRF - Big Show, o maior evento mundial do setor varejista. Seja visitando o evento pessoalmente em Nova York ou remotamente pela internet. O evento reúne as maiores redes varejistas e fornecedores para apresentar o que há de novo em comportamento de consumidores, novas tecnologias e o caminho que o varejo está seguindo.
Neste ano, uma das apresentações mais comentadas foi a de Rick Caruso, da Caruso Affiliated defendendo o varejo físico e apresentando o futuro dos shopping centers.



Algumas palavras se tornaram um mantra para Caruso: “comunidade”, “conexões reais”, “atmosfera” e “experiência”. Palavras que traduziram um conceito mais amplo de “hospitalidade”. O negócio de shopping centers é um commodity. Milhares de outros estabelecimentos vendem a mesma coisa que o seu negócio. O que torna um empreendimento ter maior sucesso que seu concorrente é a “hospitalidade” com que trata seu cliente. A venda será uma consequência da experiência baseada em conexões reais criadas em seu ambiente. Esse é o segredo e a força que o varejo fisíco tem quando comparado ao comércio eletrônico.

Por mais que a tecnologia poderia aproximar as pessoas, todos nós temos a necessidade de contato e experiências reais. Nessa linha de raciocínio que Caruso constrói sua apresentação se tornando, de fato, uma das melhores da NRF 2014.

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