sexta-feira, novembro 14, 2014

Reiventando o varejo - Future of Retail 2015

Mesmo sendo somente um preview, este material da PSFK nos dá uma boa dose de inspiração no que está por vir no mundo moderno do Varejo.
Saber para onde o vento está soprando é tão importante quanto conseguir executar estratégias inovadoras.
Porém de nada adianta uma bela estratégia se ela não sai do papel.
Inspirem-se com este material e pensem como colocar uma dose de inovação na sua relação com seus consumidores.
Dúvidas em como tornar realidade? Pergunte-me como : )

quinta-feira, novembro 13, 2014

Que tal passar a noite em uma IKEA?

A Ikea Austrália extrapolou a ideia de criar uma experiência dos consumidores em sua loja.
A empresa selecionou 3 famílias para passarem a noite em uma de suas lojas. Uma experiência perfeita, com direito a jantar e café da manhã na cama.

Para quem não conhece a Ikea, ela tem o mesmo perfil da Tok Stok e a Etna, vendendo tudo para sua casa em um formato de exposicão com ambientes decorados. Utlizando essa estrutura criou ambientes onde as famílias puderam ser recebidas e acomodadas como se estivessem um uma casa real.



Apesar de parecer estranho (na verdade é muito estranho), a ideia de dormir em uma loja transmite uma série de valores que ajudam a reforçar o posicionamento da empresa ("Create a better everyday life for the many people).

terça-feira, outubro 28, 2014

O novo poder do vendedor na Era Omnichannel

Publicado no Portal Mercado e Consumo em 14 de outubro 2014.

A estratégia Omnichannel pressupõe uma integração virtuosa de canais de vendas e relacionamento utilizando a tecnologia para melhorar a experiência de compra do consumidor. Seu desenvolvimento e implementação é realizada a partir de ondas de integração e operações. Ao aproximar o mundo digital do mundo físico, um personagem de carne e osso se torna fundamental para o sucesso desta estratégia: o vendedor.
Em nossos projetos de consultoria um questionamento vem se tornando recorrente: Qual o papel do vendedor nesta nova dinâmica de compras? Com tanto acesso à informação que os consumidores têm à disposição, o papel dos vendedores é desafiado a evoluir. A realidade nos mostra que em sua maioria eles não passam de um mero tomador de pedidos e seu poder de influência no moderno caminho da compra é questionado.

O consumidor espera que, quem os atenda seja um expert no assunto, que atuem como consultores ou curadores para melhorar sua experiência de compra. A expectativa gerada é que seu papel ultrapasse o de vendedor e se torne um provedor de soluções.
Vendedores que tem à sua disposição dispositivos móveis com acesso à informação de estoque na loja, detalhamento de produtos, formas de pagamento e entrega, tem um poder tão grande quanto aquele que o neoconsumidor conquistou com o avanço da tecnologia.
Salvar a venda
O poder de “salvar a venda” que o vendedor passa a ter, torna real a oportunidade de quebrar um padrão de compra. Seja surpreendendo o cliente com uma oferta de um produto sem estoque na loja ou através da recomendação de um produto similar, a solução e prestação de serviço através da tecnologia permite ao vendedor aumentar o índice de conversão de sua venda.
Mesmo que seja crescente o hábito de compra com auxílio digital, os consumidores ainda valorizam o relacionamento com os vendedores e sua experiência na loja. Segundo a pesquisa conduzida pela GS&MD no início deste ano, que apresenta o perfil de comportamento do neoconsumidor brasileiro, 72% dos consumidores pesquisados compram tanto pela internet e como nas lojas físicas.
A capacitação e um novo modelo de treinamento da força de vendas é, hoje, essencial no desenvolvimento e implementação da estratégia Omnichannel. Porém, as lojas de varejo tem equações complexas a serem administradas, como o custo de mão de obra, a alta rotatividade de funcionários e o formato de remuneração (muitas das vezes baseada em percentual sobre vendas) e a exigência de melhoria de sua produtividade por metro quadrado.
Omnichannel é uma estratégia fluida, sem barreiras ou interceções que, para se tornar realidade, deve ser realizada uma profunda análise de todas as áreas-chave da empresa em busca do melhor plano de ação. A perfeita integração virtuosa tecnologia-sistema-planejamento-gente é a base da inovação estratégica no varejo.

sexta-feira, agosto 08, 2014

O homem moderno, as marcas e a “Verdade Nua e Crua”


No último domingo zappeando pelo Netflix, assisti um daqueles despretenciosos filmes “Sessão da Tarde”. “A Verdade Nua e Crua” apresenta o embate entre a mocinha solteira interpretada pela bela Katherine Heigl e o personagem de Gerard Butler um machão, durão e também solteiro. Logo no começo do filme Heigl faz a descrição do seu homem perfeito: “Ele é bonito, bem sucedido, adora música clássica...”, logo rebatido por Butler como sendo um homem inexistente.


Afinal, qual é a “verdade nua e crua” sobre o homem moderno? Aquela que é apresentada pelas pesquisas, a representada em campanhas publicitárias ou seria o perfil ideal desejado pelas mulheres?

O que as pesquisas apontam:

Tenho acompanhado de perto como marcas consolidadas do universo feminino estão desenvolvendo produtos para o público masculino. Dove, Nivea, Avon, Natura, P&G todas já enxergaram as diversas oportunidades para se relacionarem com este novo homem.
Ao analisar o homem moderno, está claro que seus rituais e cuidados estão bem diferente de seus pais. O homem moderno não está preso aos “padrões masculinos” de outras épocas onde o poder, a força e ser o provedor financeiro da família moldavam o esteriótipo masculino. Esta mudança vem ocorrendo principalmente em função do espaço que a mulher conquistou nas últimas décadas, forçando a alteração da relação entre os sexos.
Uma das principais mudanças é a crescente aceitação do homem em cuidar de sua aparência. Os rituais de beleza e cuidado com o corpo estão fazendo parte de sua rotina. Esses consumidores estão mais vaidosos e experimentando as novidades que as mulheres que estão à sua volta lhe apresentam. Em um estudo global desenvolvido pela Nivea mostra que 84% dos homens utilizam produtos femininos que “pegam emprestado” de suas esposas.
Porém, este é um mundo novo e visto com resistência e preconceito por alguns homens. Admitir a preocupação que tem com seu corpo e se expor ao revelar seus cuidados estéticos, ainda necessita de um ambiente confortável e seguro para ser explicitado. Esse cenário muda quando eles percebem que não estão sozinhos, que existe alguém que inicia a conversa e trata com personalidade o assunto.
Não é uma questão de ser sensível ou afeminado e sim, ser maduro e confiante o suficiente e ter personalidade para tratar o assunto. O homem moderno procura, acima de tudo, se sentir bem.

Cuidados com a aparência

A mesma pressão sobre estética e beleza colocada sobre as mulheres, recai hoje sobre os homens. Segundo uma pesquisa conduzida pela JWT de Londres (Masculinity & Modernity), apesar dessa exigência ainda acontecer de uma maneira mais sutil, hoje em dia a pressão por um corpo mais bem cuidado e em forma, assim como estar bem vestido, com a barba aparada, é maior do que antigamente. A pesquisa aponta que os homens representam 10% das cirurgias plásticas realizadas no Reino Unido – algo impensável na década passada.

Depilação Masculina

De acordo com a pesquisa, depilação do corpo é um assunto que ganha força entre os homens de 18-34 anos (principalmente entre os mais jovens), sendo que 49% do homens ingleses tem o hábito de raspar os pelos do corpo do pescoço pra baixo (procure pela expressão “manscaping”).
No Reino Unido a demanda por depilação masculina aumentou 56% no último ano. E ainda, 32% dos ingleses aplicam diferentes técnicas de retiras de pelos das “partes baixas”.

Como as marcas abordam o homem moderno:

Em 2009 a Gillette lançou uma série de filmetes com animações bem humoradas ensinando o homem a raspar as diversas partes corpo: pelos da cabeça, do peito, debaixo do braço, das costas e claro, das partes mais íntimas do homem para fazer, segundo o filme, com que a "árvore pareça mais alta", dando mais confiança ao novo homem.


Aliás, o humor, o tom leve e irreverente tem sido a forma como algumas marcas encontraram para iniciar a conversa com o mercado masculino. Dois exemplos de marcas mundiais atuando no mercado brasileiro se destacam.
Nivea é uma marca ícone do universo de cuidado feminino e para entrar de maneira mais direta no mundo masculino, Nivea Men renovou sua logomarca e campanha. Estimulando a auto confiança dos homens criou um manifesto onde explicita que “Não existe uma regra para ser homem. Mas todo homem sabe que existe um código universal que ele deve seguir.” Mostrando sobretudo os cuidados ao barbear e as atitudes masculinas.


Na contra mão da tendência do homem “mais sensível”, a Old Spice chega ao Brasil com a irreverente campanha “O desodorante do homem Homem” – como um sobrevivente de uma espécie em extinção, trazendo de volta “o orgulho de ser e cheirar como homem”. A campanha coloca o homem confiante como papel principal. O homem “que sabe o que quer, que se cuida, mas sem exageros.” O humor serve para transmitir a essência da marca, estabelecida no mercado americano, mas que ainda precisa ser construída no Brasil.


As mulheres querem o homem dos sonhos, as pesquisas mostram um homem mais aberto para novos hábitos de cuidado pessoal e as marcas usam o humor para tentar conquistar esse novo consumidor. Os próximos capítulos dessa história irão mostrar a “A verdade nua e crua”: se somos tão perfeitos quanto as mulheres gostariam ou tão vaidosos quanto as pesquisas mostram e qual o caminho mais eficiente para as marcas construírem um relacionamento contínuo e consistente para ganhar o espaço no banheiro masculino.  

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