segunda-feira, março 24, 2014

Nova revolução no varejo

Desde o começo da minha carreira trabalho e estudo como as pessoas se conectam com as marcas. Como responsável pelo Planejamento e Criação na Future Group este acompanhamento se tornou fundamental para o desenvolvimento de novas ideias com pontos de vistas únicos.
A tecnologia aplicada ao nosso dia a dia e como ela está impactando a relação das marcas com os consumidores é um tema recorrente em meu dia a dia. Acompanha-las e analisa-las é uma motivação para desenvolver propostas onde aplico as diversas tendências em casos práticos e que gerem resultados.

Nova revolução no varejo
Artigo publicado no Mundo do Marketing (19/03/2004)

O mercado de consumo está encarando diferentes quebras de formatos e processos que foram estabelecidos nas últimas décadas. O principal personagem está nas mãos dos consumidores e tem o poder de alterar o status quo do varejo.
Com os smartphones, os consumidores estão antecipando suas decisões de compras, estão mais informados (algumas vezes mais do que o próprio vendedor das lojas) e forçando os donos de negócios de consumo a questionar suas regras de ouro.
Sejam grandes redes varejistas, com força de investimento para desenvolvimento de pesquisas e relatórios de perfil de consumo, testando diferentes formatos de vendas e revitalizando seus negócios, sejam novos modelos que surgem no ambiente digital e migram para o mundo real, o momento está exigindo o desenvolvimento de novos planos e iniciativas utilizando o atual poder do consumidor.
Com seus smartphones os consumidores desafiam a loja o tempo todo. Para desenvolver iniciativas eficazes, o executivo do setor varejista deve mergulhar no entendimento de como seu negócio pode ser influenciado pelo mundo mobile. A tecnologia pode capacitar melhor seus vendedores, alinhar a comunicação com franqueados, antecipar suas as vendas e influenciar de maneira decisiva seus consumidores.
Separei alguns cases que servem de inspiração para desenvolver um novo planejamento para marcas e empresas do setor varejista:

Lâmpadas Inteligentes:
Quando você poderia imaginar que as lâmpadas do supermercado poderiam ajudar a fazer suas compras?
A Phillips está testando um aplicativo que, combinado com as suas lâmpadas LED instaladas nas lojas, ajudará os consumidores a andar e a comprar mais no supermercado.
Ao entrar na loja, as lâmpadas conectam com o aplicativo localizando o consumidor. A partir desta interação, é criado um roteiro inteligente (GPS) para as compras, estimulando não só a compra dos itens da lista do cliente como novas sugestões de sobremesas, receitas ou descontos de produtos.


Compra on line, retira na loja
Uma das vantagens de se comprar em lojas físicas é a “gratificação instantânea”.
Isto é, comprou-levou na hora.
Não tem que esperar a data da entrega e pagar pelo frete – características do mundo digital.
O Pão de Açucar está testando um formato de compra semelhante ao que já em operação com sucesso no mercado americano.
O consumidor realiza a compra on line e escolhe onde vai retirar suas compras em uma das lojas da rede.


Aplicativo Netshoes
Aplicativo da Netshoes que reconhece a marca e o modelo de um tenis que o consumidor experimenta em uma loja física concorrente.
Gostou do tenis?
É só fotografa-lo para a oferta Netshoes aparecer na tela do smartphone e já pode fechar a compra.
Com esse recurso, no mínimo o consumidor terá mais um argumento de negociação com a loja física. 



Vitrines Digitais:
São vários exemplos onde um painel digital instalado em locais de alto fluxo como uma estação de metrô, reproduzido uma gôndola interativa de supermercado.
No painel são apresentados produtos onde o consumidor reconhece cada oferta através de fotos ou scan, em seguida compra o que deseja e o mesmo será entregue em sua casa.
Não havendo a necessidade da loja física estar aberta ou estar na frente de um computador para fechar a compra. Um case que se tornou referência foi a ação realizada pela Kate Spade e o Ebay durante um mês em Nova York, onde as consumidoras poderiam comprar diretamente da vitrine as peças que desejarem, 24 horas por dia e ter suas compras entregues em até 1 hora (limitado ao perímetro da ilha de Manhattan).

Veja mais sobre este case aqui: Kate Spade’s Window Shopping


Dados Mobile no Varejo

sexta-feira, março 07, 2014

35 e solteira

O New York Times publicou no final do ano passado este vídeo com a rotina de uma argentina de 35 anos e ainda solteira.
O vídeo mostra o dia a dia de Paula, seus namorados, família e suas considerações sobre ser solteira numa idade em que todas as amigas já casaram.
Apesar de ter um leve tom melancólico, este material nos trás uma boa reflexão sobre o que a sociedade e nossa cultura nos impõe como o caminho correto que todos devem seguir (essa realidade também serve para nós homens).



As pessoas julgam e rotulam aqueles que não seguem o padrão, mas esquecem de considerar que todos nós vivemos de nossas escolhas e buscamos nossa felicidade assim.
O mais interessante é que estas características apresentadas pela argentina são de uma mulher que, segundo pesquisa da Curve, se tornou a maior e mais influente perfil de consumidor: A mulher independente. (tenho um outro post sobre este assunto. aqui)

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Vendedores com algo a mais que o “Posso ajudar?”

Artigo publicado no Mundo do Marketing. (20 de fevereiro)

Nesta última NRF assistimos a consolidação de várias tendências apresentadas nos últimos anos. Foram apresentados diversos casos práticos de tecnologias desenvolvidas ao longo do tempo. Um dos pontos de maior atenção foi a importância de criar uma PERFEITA EXPERIÊNCIA DENTRO DA LOJA e seguir a mesma excelência nos demais canais de atuação, web e mobile.

A experiência dentro das lojas passa necessariamente por seus vendedores e funcionários.  As lojas de varejo continuam com a exigência de melhorar sua produtividade por metro quadrado e para isso precisam gerenciar suas filas de forma mais eficiente, alocar de forma mais inteligente seu quadro de funcionários e melhorar a comunicação e gestão de sua força de trabalho.



Com tanta informação que os consumidores tem à disposicão, o papel dos vendedores é questionado. Hoje, em sua maioria, não passam disso: vendedores, um personagem com uma influência cada vez menor no momento de decisão de compra. O consumidor espera algo a mais do que o “Posso ajudar?”. Espera que o vendedor atue como um consultor, auxilie com recomendações ou curadoria, para melhorar a experiência de compra.

Neste momento entra os exemplos práticos das novas soluções em tecnologia. Com ela podemos treinar e estimular uma força de vendas, utilizando o badalado “BIG DATA” com informações mais apuradas sobre o consumidor. O custo de ter uma ampla cobertura para disseminação informações de maneira homogênia para todos os seus vendedores é reduzida através de aplicativos ou dispositivos móveis.

A tecnologia móvel ainda permite atuar como um facilitador no atendimento ao cliente. Seja na consulta imediata ao estoque em uma loja de sapatos ou uma informação adicional sobre um produto específico, o vendedor deve ter acesso à informação para que não deixe que o consumidor saia da sua frente sem encontrar o caminho para realizar sua compra.

Logicamente que quando falamos da realidade brasileira, o custo de mão de obra, a alta rotatividade de funcionários e o formato de remuneração (muitas das vezes baseada em percentual sobre vendas) tornam-se um entrave para um mundo ideal.

Todos adoramos fazer compra em loja. A recompensa imediata é um grande diferencial versus mobile ou web. Porém, uma má experiência na loja pode contaminar os demais canais. Para uma perfeita experiência de compra se tornar realidade e rotina em uma estrutura varejista, toda empresa tem que se envolver. Esta deve ser a missão da empresa e não um simples projeto de uma área específica.

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Hospitalidade é o negócio dos Shopping Centers

Acompanho há anos a NRF - Big Show, o maior evento mundial do setor varejista. Seja visitando o evento pessoalmente em Nova York ou remotamente pela internet. O evento reúne as maiores redes varejistas e fornecedores para apresentar o que há de novo em comportamento de consumidores, novas tecnologias e o caminho que o varejo está seguindo.
Neste ano, uma das apresentações mais comentadas foi a de Rick Caruso, da Caruso Affiliated defendendo o varejo físico e apresentando o futuro dos shopping centers.



Algumas palavras se tornaram um mantra para Caruso: “comunidade”, “conexões reais”, “atmosfera” e “experiência”. Palavras que traduziram um conceito mais amplo de “hospitalidade”. O negócio de shopping centers é um commodity. Milhares de outros estabelecimentos vendem a mesma coisa que o seu negócio. O que torna um empreendimento ter maior sucesso que seu concorrente é a “hospitalidade” com que trata seu cliente. A venda será uma consequência da experiência baseada em conexões reais criadas em seu ambiente. Esse é o segredo e a força que o varejo fisíco tem quando comparado ao comércio eletrônico.

Por mais que a tecnologia poderia aproximar as pessoas, todos nós temos a necessidade de contato e experiências reais. Nessa linha de raciocínio que Caruso constrói sua apresentação se tornando, de fato, uma das melhores da NRF 2014.

quarta-feira, janeiro 22, 2014

A internet das coisas e a vida chata

Uma das matérias de destaque da Revista Veja desta semana é sobre a “internet das coisas” – um conceito mais que difundido entre aqueles que acompanham de perto a evolução da tecnologia. De forma resumida, o conceito exemplifica que, a partir de um futuro (muito próximo), as coisas conectadas à internet “trabalharão silenciosamente por nós”. A partir da análise dos dados colhidos em todos os lugares e em tudo que está conectado, nossa vida se tornará mais pratica e produtiva.
Você poderá saber se sua esposa está por perto, se ainda tem manteiga na geladeira, até o trânsito da sua cidade poderá ser melhor gerenciado com as informações geradas pela seu carro conectado à internet. Segundo a revista, com a internet das coisas teremos mais tempo para “criar, inovar e curtir a vida”.
Neste ponto que entra uma consideração fundamental sobre a internet das coisas. Será que queremos ou precisamos ter tantas informações?
Se você não sabe o que falta na sua geladeira ou se você precisa que a geladeira te avise que a geléia acabou, alguma coisa está errada. A utilização da internet das coisas para melhorar a vida do cidadão, como a otimização do trânsito, é um benefício real e amplo. Agora, ter uma internet para te mimar e que vai contar TUDO que você NÃO deveria saber, é outra. Não acredito nesse futuro cor-de-rosa-conectado pintado pela matéria. Nem quero um futuro desses para mim.


Tenho convicção que em algum dia, a internet será como a eletricidade: você esquece que ela existe por que ela simplesmente funciona.

Enfim, a internet das coisas como a revista Veja descreveu tornaria nossa vida CHATA. A vida passaria a não ter muitas novidades, teríamos poucas surpresas e nada inesperado aconteceria.
Afinal, seu banheiro já terá te avisado que o papel higiênico acabou!

domingo, dezembro 22, 2013

Somos todos idiotas?

Somos.

Não tenho dúvidas.

“A tecnologia está se tornando cada vez melhor mais rapidamente e isso não vai parar. E isso nos traz problemas” afirmou David Baker, ex-editor chefe da Wired em entrevista ao blog Don’t Touch My Moleskine.



Em um primeiro momento nos facilita a vida, nos aproxima de pessoas, nos possibilita ter acesso à informações de forma irrestrita e nos diverte. Porém, o que era novidade está se tornando fixação e começa a ser contestada e este vídeo (iDiots) exemplifica mais uma vez, a forma como nos envolvemos com a tecnologia.

IDIOTS from BLR_VFX on Vimeo.

Bandas de música que pediram aos seus fãs para colocar seus celulares nos bolsos e “aproveitarem o show em 3D” ao vivo, ou uma imagem que ficou bastante conhecida de um restaurante que sinalizou em seu salão que “não temos WI FI, conversem entre vocês”, são exemplos de uma das tendências apontadas em diversos relatórios de comportamento (como o JWTIntelligence) mostram que existe um crescente movimento estimulando o “DESCONECTAR-SE”.


São poucas pessoas que ainda não se incomodaram em uma mesa de jantar com várias usuários com seus smartphones nas mãos e seus sorrisinhos no canto de boca, sem trocar uma palavra pessoalmente. A grande necessidade que criamos  em trocar mensagens, ganhar likes, de mostrar nossas initimidades, divulgar o que estamos comendo ou quão lindo são nossos gatos, está transformando nossas relações, nossa forma de lidar com o outro e o que acontece ao nosso redor.


A contestação destes novos hábitos é natural. A TV já foi e ainda é criticada. Tem aqueles que, por ideologia,  não assistem mais TV. Mas não vivem sem internet. A tecnologia não é uma vilã, longe disso. Porém, é muito difícil imaginar um retrocesso nesses novos hábitos. A tendência é piorar. Devemos aprender a lidar com ela e não esquecer que nada substitui o contato pessoal, o olho no olho, até mesmo o silêncio entre duas pessoas.
Vale a reflexão para iniciarmos 2014.


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