quinta-feira, maio 15, 2014

10 Tendências Mobile para 2014 - Relatório JWT

Neste novo relatório da JWT Intelligence mostra como a tendência mobile está excedendo a influência somente do smartphone e entra também na internet das coisas.
O relatório apresenta diversos exemplos onde esta mistura de aparelhos conectados tanto ao corpo como em casa, altera não só a rotina das pessoas, mas também a forma que os executivos de marketing devem pensar suas novas estratégias.



Apesar da realidade brasileira ainda ser bem diferente, estamos crescendo rapidamente tanto em cobertura como em tempo de uso de nossos gadgets. Segundo a Emarketer, até o final deste ano, seremos mais de 41 milhões de brasileiros utilizando smartphones, representando um crescimento de 36% neste último período. O material da JWT ainda menciona os dados apresentados pela Millward Brown que coloquei no post anterior (aqui).
Este é um material de inspiração e direcionamento do que está por vir.


O relatório completo está disponível para download aqui.


sexta-feira, maio 09, 2014

Ad Reaction: Estudo sobre hábitos dos brasileiros multitelas

Se alguém ainda tinha alguma dúvida de como são os hábitos dos brasileiros com seus smartphones e tablets, o estudo da Millward Brown acaba divulgar sua pesquisa “ AdReaction” detalhando esse nova rotina. São dados importantes para todas as marcas e empresas que querem desenvolver novas ações e inovar na forma de se relacionar com o consumidor moderno.

Os brasileiros nunca tiveram tantas telas para se entreter (e fragmentar a atenção) como hoje. Até o final deste ano seremos mais de 41 milhões de brasileiros utilizando smartphones, representando um crescimento de 36% neste último ano. (segundo a emarketer).
Da mesma forma que cresce a penetração, cresce também o tempo de passamos com nossos aparelhos. Segundo a Millward Brown, diariamente passamos mais tempo em frente ao nosso celular (149 min) do que na frente da TV (113 min). O que é natural, visto que carregamos o aparelho colado no corpo praticamente 24 horas por dia.



Quando estamos na frente da TV, a principal segunda tela que utilizamos continua sendo o smartphone (52 min), enquanto o computador vem em seguida com 35 minutos e os tablets bem próximo, com 33 minutos por dia. Enquanto a Tv tem um horário nobre bem definido, as demais telas tem uma frequência de uso mais linear. E apesar de terem várias telas simultaneamente a atenção está dirigida a um aparelho por vez (66%).




Para definição de estratégia de atuação nas telas é importante notar que quem usa o smartphone está mais próximo de finalizar uma compra, seja on line ou em uma compra física. Segundo a emarketer, a busca realizada no smartphone é rápida, de “último minuto”. Já o tablet é utilizado no sofá, em casa, à noite. Isso impacta na diferença do design da interface no smartphone (mais simples e direto) para o tablet, que pode funcionar até como um catálogo.


Veja o relatório completo do AdReaction aqui.

quarta-feira, maio 07, 2014

Valour - a bike mais inteligente que já inventaram

Ideias que estimulam o uso de alternativas ao transporte púbico são sempre bem recebidas em cidades com o trânsito caótico como vivemos em São Paulo.
Usar recursos de tecnologia para melhorar a experiência de andar de bicicleta nas cidades estão aparecendo em diversas iniciativas. Desde o uso do aplicativo como o Bike Sampa para alugar bicicletas até o desenvolvimento de uma bicicleta inteligente.


A empresa canadense Vanhawks desenvolveu a Valour, a bike mais inteligente já criada. A bicicleta foi projetada pensando na “comunidade urbana” que anda nas ruas e precisa de auxílio para encontrar os melhores caminhos e novos recursos de segurança no trânsito.




Integrado a um aplicativo da bike, o ciclista tem indicação do melhor caminho até seu destino (no melhor estilo Waze) e sensores na bike avisam se tem algum automóvel no seu ponto cego. Como um bom exemplo da tendência da "internet das coisas", ao final do seu percurso o ciclista pode acessar todos as informações como tempo percorrido, calorias gastas ou velocidade.
A campanha no Kickstarter já arrecadou mais do que o dobro solicitado e além disso, só o design da bike, feito em fibra de carbono, já seria um bom motivo para compra-la.



segunda-feira, maio 05, 2014

Integrando informações e facilitando a vida dos consumidores

A corrida para criar uma boa experiência de compra no varejo não para de ganhar velocidade. No mercado americano, onde a cobertura de smartphones e a velocidade da internet móvel não são um problema, surgem bons exemplos de aplicações práticas para facilitar a vida do cliente.


Lowe’s, é uma daquelas empresas que vendem tudo para casa (de cortador de grama à geladeiras, passando por iluminação à decoração), que atua no mesmo segmento da brasileira C&C (Casa e Construção) tem, em função da característica do negócio, grandes lojas e um enorme sortimento de produtos em exposição.

Para facilitar a vida dos seus clientes, a empresa desenvolveu um aplicativo que identifica onde está localizado na loja cada produto que o consumidor tem interesse em comprar. O aplicativo tem o mapa de cada loja da Lowe’s, integra a disponibilidade de estoque on line e checa se a loja tem o produto em estoque, indicando em qual corredor e prateleira ele está.


Além disso, o aplicativo usa um recurso muito característico no mundo digital que é a possibilidade do consumidor ler as avaliações e reviews dadas por outros compradores sobre o produto.
Como eles dizem no vídeo, “com o aplicativo você tem todas as informações necessárias para fazer a sua compra”.

Tudo dentro da loja e na mão do consumidor. Um belo exemplo de integração de canais, dentro de uma estratégia de atuação omnichannel.

segunda-feira, março 24, 2014

Nova revolução no varejo

Desde o começo da minha carreira trabalho e estudo como as pessoas se conectam com as marcas. Como responsável pelo Planejamento e Criação na Future Group este acompanhamento se tornou fundamental para o desenvolvimento de novas ideias com pontos de vistas únicos.
A tecnologia aplicada ao nosso dia a dia e como ela está impactando a relação das marcas com os consumidores é um tema recorrente em meu dia a dia. Acompanha-las e analisa-las é uma motivação para desenvolver propostas onde aplico as diversas tendências em casos práticos e que gerem resultados.

Nova revolução no varejo
Artigo publicado no Mundo do Marketing (19/03/2004)

O mercado de consumo está encarando diferentes quebras de formatos e processos que foram estabelecidos nas últimas décadas. O principal personagem está nas mãos dos consumidores e tem o poder de alterar o status quo do varejo.
Com os smartphones, os consumidores estão antecipando suas decisões de compras, estão mais informados (algumas vezes mais do que o próprio vendedor das lojas) e forçando os donos de negócios de consumo a questionar suas regras de ouro.
Sejam grandes redes varejistas, com força de investimento para desenvolvimento de pesquisas e relatórios de perfil de consumo, testando diferentes formatos de vendas e revitalizando seus negócios, sejam novos modelos que surgem no ambiente digital e migram para o mundo real, o momento está exigindo o desenvolvimento de novos planos e iniciativas utilizando o atual poder do consumidor.
Com seus smartphones os consumidores desafiam a loja o tempo todo. Para desenvolver iniciativas eficazes, o executivo do setor varejista deve mergulhar no entendimento de como seu negócio pode ser influenciado pelo mundo mobile. A tecnologia pode capacitar melhor seus vendedores, alinhar a comunicação com franqueados, antecipar suas as vendas e influenciar de maneira decisiva seus consumidores.
Separei alguns cases que servem de inspiração para desenvolver um novo planejamento para marcas e empresas do setor varejista:

Lâmpadas Inteligentes:
Quando você poderia imaginar que as lâmpadas do supermercado poderiam ajudar a fazer suas compras?
A Phillips está testando um aplicativo que, combinado com as suas lâmpadas LED instaladas nas lojas, ajudará os consumidores a andar e a comprar mais no supermercado.
Ao entrar na loja, as lâmpadas conectam com o aplicativo localizando o consumidor. A partir desta interação, é criado um roteiro inteligente (GPS) para as compras, estimulando não só a compra dos itens da lista do cliente como novas sugestões de sobremesas, receitas ou descontos de produtos.


Compra on line, retira na loja
Uma das vantagens de se comprar em lojas físicas é a “gratificação instantânea”.
Isto é, comprou-levou na hora.
Não tem que esperar a data da entrega e pagar pelo frete – características do mundo digital.
O Pão de Açucar está testando um formato de compra semelhante ao que já em operação com sucesso no mercado americano.
O consumidor realiza a compra on line e escolhe onde vai retirar suas compras em uma das lojas da rede.


Aplicativo Netshoes
Aplicativo da Netshoes que reconhece a marca e o modelo de um tenis que o consumidor experimenta em uma loja física concorrente.
Gostou do tenis?
É só fotografa-lo para a oferta Netshoes aparecer na tela do smartphone e já pode fechar a compra.
Com esse recurso, no mínimo o consumidor terá mais um argumento de negociação com a loja física. 



Vitrines Digitais:
São vários exemplos onde um painel digital instalado em locais de alto fluxo como uma estação de metrô, reproduzido uma gôndola interativa de supermercado.
No painel são apresentados produtos onde o consumidor reconhece cada oferta através de fotos ou scan, em seguida compra o que deseja e o mesmo será entregue em sua casa.
Não havendo a necessidade da loja física estar aberta ou estar na frente de um computador para fechar a compra. Um case que se tornou referência foi a ação realizada pela Kate Spade e o Ebay durante um mês em Nova York, onde as consumidoras poderiam comprar diretamente da vitrine as peças que desejarem, 24 horas por dia e ter suas compras entregues em até 1 hora (limitado ao perímetro da ilha de Manhattan).

Veja mais sobre este case aqui: Kate Spade’s Window Shopping


Dados Mobile no Varejo

sexta-feira, março 07, 2014

35 e solteira

O New York Times publicou no final do ano passado este vídeo com a rotina de uma argentina de 35 anos e ainda solteira.
O vídeo mostra o dia a dia de Paula, seus namorados, família e suas considerações sobre ser solteira numa idade em que todas as amigas já casaram.
Apesar de ter um leve tom melancólico, este material nos trás uma boa reflexão sobre o que a sociedade e nossa cultura nos impõe como o caminho correto que todos devem seguir (essa realidade também serve para nós homens).



As pessoas julgam e rotulam aqueles que não seguem o padrão, mas esquecem de considerar que todos nós vivemos de nossas escolhas e buscamos nossa felicidade assim.
O mais interessante é que estas características apresentadas pela argentina são de uma mulher que, segundo pesquisa da Curve, se tornou a maior e mais influente perfil de consumidor: A mulher independente. (tenho um outro post sobre este assunto. aqui)

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Vendedores com algo a mais que o “Posso ajudar?”

Artigo publicado no Mundo do Marketing. (20 de fevereiro)

Nesta última NRF assistimos a consolidação de várias tendências apresentadas nos últimos anos. Foram apresentados diversos casos práticos de tecnologias desenvolvidas ao longo do tempo. Um dos pontos de maior atenção foi a importância de criar uma PERFEITA EXPERIÊNCIA DENTRO DA LOJA e seguir a mesma excelência nos demais canais de atuação, web e mobile.

A experiência dentro das lojas passa necessariamente por seus vendedores e funcionários.  As lojas de varejo continuam com a exigência de melhorar sua produtividade por metro quadrado e para isso precisam gerenciar suas filas de forma mais eficiente, alocar de forma mais inteligente seu quadro de funcionários e melhorar a comunicação e gestão de sua força de trabalho.



Com tanta informação que os consumidores tem à disposicão, o papel dos vendedores é questionado. Hoje, em sua maioria, não passam disso: vendedores, um personagem com uma influência cada vez menor no momento de decisão de compra. O consumidor espera algo a mais do que o “Posso ajudar?”. Espera que o vendedor atue como um consultor, auxilie com recomendações ou curadoria, para melhorar a experiência de compra.

Neste momento entra os exemplos práticos das novas soluções em tecnologia. Com ela podemos treinar e estimular uma força de vendas, utilizando o badalado “BIG DATA” com informações mais apuradas sobre o consumidor. O custo de ter uma ampla cobertura para disseminação informações de maneira homogênia para todos os seus vendedores é reduzida através de aplicativos ou dispositivos móveis.

A tecnologia móvel ainda permite atuar como um facilitador no atendimento ao cliente. Seja na consulta imediata ao estoque em uma loja de sapatos ou uma informação adicional sobre um produto específico, o vendedor deve ter acesso à informação para que não deixe que o consumidor saia da sua frente sem encontrar o caminho para realizar sua compra.

Logicamente que quando falamos da realidade brasileira, o custo de mão de obra, a alta rotatividade de funcionários e o formato de remuneração (muitas das vezes baseada em percentual sobre vendas) tornam-se um entrave para um mundo ideal.

Todos adoramos fazer compra em loja. A recompensa imediata é um grande diferencial versus mobile ou web. Porém, uma má experiência na loja pode contaminar os demais canais. Para uma perfeita experiência de compra se tornar realidade e rotina em uma estrutura varejista, toda empresa tem que se envolver. Esta deve ser a missão da empresa e não um simples projeto de uma área específica.

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Hospitalidade é o negócio dos Shopping Centers

Acompanho há anos a NRF - Big Show, o maior evento mundial do setor varejista. Seja visitando o evento pessoalmente em Nova York ou remotamente pela internet. O evento reúne as maiores redes varejistas e fornecedores para apresentar o que há de novo em comportamento de consumidores, novas tecnologias e o caminho que o varejo está seguindo.
Neste ano, uma das apresentações mais comentadas foi a de Rick Caruso, da Caruso Affiliated defendendo o varejo físico e apresentando o futuro dos shopping centers.



Algumas palavras se tornaram um mantra para Caruso: “comunidade”, “conexões reais”, “atmosfera” e “experiência”. Palavras que traduziram um conceito mais amplo de “hospitalidade”. O negócio de shopping centers é um commodity. Milhares de outros estabelecimentos vendem a mesma coisa que o seu negócio. O que torna um empreendimento ter maior sucesso que seu concorrente é a “hospitalidade” com que trata seu cliente. A venda será uma consequência da experiência baseada em conexões reais criadas em seu ambiente. Esse é o segredo e a força que o varejo fisíco tem quando comparado ao comércio eletrônico.

Por mais que a tecnologia poderia aproximar as pessoas, todos nós temos a necessidade de contato e experiências reais. Nessa linha de raciocínio que Caruso constrói sua apresentação se tornando, de fato, uma das melhores da NRF 2014.

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