quinta-feira, fevereiro 04, 2016

NRF 2016 - Hershey's e a Estratégia da Indústria indo ao varejo

A organização do NRF Big Show está ampliando cada vez mais a oportunidade da indústria, que está indo para o varejo, dividir suas experiências e estratégias.
Michele Buck, presidente da Hershey Company dos EUA, uma indústria que responde por 80 marcas e fatura anualmente mais de U$7 bilhões, apresentou a estratégia da empresa para atuar no varejo.
Começaram o planejamento a partir de insights e conhecimento de todo mercado de “snacking”, apesar de suas principais marcas concentrarem-se em confeitos e chocolates. Analisaram todos os grupos de lojas, hábitos de compras até o nível do CEP dos shoppers. Inevitavelmente os Millennials exercem grande poder neste mercado. Uma característica muito particular dos Millennials, mas que se aplica a todos nós que vivemos no mundo moderno de hoje, é a ”Atenção Fragmentada“. Nós dividimos a nossa atenção com nossos celulares, pouco prestamos atenção às mensagens publicitárias ou estímulos dentro das lojas. Temos inclusive a dificuldade de estar junto e prestar atenção no outro.
A partir desse entendimento construiu sua estratégia baseada em readequação do portfólio e sortimento de suas lojas, marketing e relacionamento com o varejo.

 

As pesquisas identificaram que os shoppers procuram opções mais saudáveis para saciar uma vontade de comer algo enquanto não almoça ou antes do jantar (termo em inglês: snacking). Buscam ainda facilidade e simplicidade para se informarem sobre o que estão comendo. Com esse insight, a Hershey desenvolveu novos produtos ricos em proteína e comunicaram de maneira diferenciada nas embalagens.

Outro dado levantado foi que ano após ano, o volume de pessoas passando pelas lojas americanas vem caindo nos feriados de final de ano. A justificativa, até então, era que um ano fez muito frio, outro ano fez muito calor, mas nunca era a mudança de hábito do consumidor. A estratégia de PDV desenvolvida pela Hershey se baseou em implementar uma execução no PDV que criasse novas e envolventes experiências e que seduzisse o consumidor que entra em suas lojas. Incluindo uma estratégia de produtos de impulso, com design e posicionamento dentro das lojas.

terça-feira, janeiro 26, 2016

NRF2016 - Conheça a Lowe's Home Improvement

Lowe's é uma daquelas lojas que vendem de tudo para a sua casa (de cortador de grama à geladeiras, passando por iluminação à decoração), e que em função da característica do negócio, tem grandes lojas e um enorme sortimento de produtos em exposição.
A empresa se tornou referência de inovação no varejo com uma contínua estratégia de soluções nas suas lojas para seus consumidores.
Nesta última NRF Big Show, em uma palestra conduzida pelo Retail Design Institute, foi feito um tour pela nova loja da Lowe's em Nova York - a Lowe's Home Improvement. O projeto foi reconhecido como um dos mais inovadores na abordagem em todos os aspectos do varejo: branding, visual merchandising, usando a tecnologia como solução, incluindo o projeto elétrico e utilizando materiais visando a sustentabilidade.
A Lowe's Home Improvement fez parte do roteiro de visitas no grupo conduzido pela GSMD ao evento do NRF Big Show deste ano.

Veja mais sobre a Lowe's aqui.



segunda-feira, janeiro 25, 2016

Entenda o conceito de "Varejo Ágil" - NRF 2016

Uma das palestras mais inspiradoras que acompanhei no NRF Big Show 2016 foi a realizada pela FITCH com o tema Agile Retail.
O varejo tem que ser ágil o suficiente para acompanhar a velocidade de interações que o consumidor moderno já aplica no seu dia a dia.

domingo, janeiro 24, 2016

A seguir, o próximo capítulo do NRF Big Show

(escrevi este artigo para a Mercado e Consumo antes de participar do NRF2016, estou preparando um novo material com os principais pontos deste ano)
Nos últimos anos de NRF Big Show ouvimos muito sobre crescimento e amadurecimento do varejo digital, o receio do fim das lojas físicas do varejo e mais recentemente, discutimos sobre a estratégia Omnichannel e a reação do varejo físico criando novos serviços e soluções com a ajuda do conhecimento gerado justamente pelo digital. As lojas físicas morreram e, como uma fênix, renasceram e hoje estão mais forte do que nunca integrando o digital como fortaleza integrada nas suas iniciativas.

Nos próximos dias embarco para mais um NRF Big Show e divido com vocês o que esperamos encontrar por lá. 
Consumidor
Os anos passam e nossos Millennials estão crescendo, entrando no mercado de trabalho e ganhando cada vez mais poder de compra. Isso tudo combinado com a sua característica mais proprietária: Os Millennials desenvolveram, a partir da tecnologia, um incrível PODER DE INFLUÊNCIA. A geração conectada por natureza, influencia desconhecidos, valoriza marcas que tenham mais do que um posicionamento, preferem aquelas que deixe claro seu propósito de maneira consistente em todos os pontos de contato com seus fãs. Digo, consumidores.
Entender o que essa garotada pensa, como ela espera que sua marca atue e implementar uma estratégia envolvente será um dos temas mais discutidos no evento. 
Acredite: Big Data é Real
Temos a expectativa de encontrar, tanto no evento como nas visitas técnicas nas lojas, exemplos de que o varejo está tendo cada vez mais, conhecimento sobre o consumidor, seus hábitos, suas preferências, suas rejeições e escolha usando fundamentalmente a inteligência do Big Data. Esse termo que foi contestado em alguns momentos como apenas mais uma palavra da moda, hoje mostra sua função e aplicação. A aplicação prática do conhecimento adquirido estarão evidentes em ferramentas de inteligência no frente de caixa, no POS, de sensores dentro de loja até com inteligência desenvolvida nas compras digitais, identificando as preferências e analisando o caminho da compra no mundo digital que impacta na loja física. A compra é contínua, não termina no digital e tão pouco fica restrita à loja física. As empresas que já estão conseguindo fazer essa integração de inteligência entre o físico e digital estão saindo na frente.
 O ceticismo brasileiro
Não tem como evitar o clima de ceticismo que estamos passando na nossa economia. Isso impacta diretamente nos empresários e executivos brasileiros. Estamos todos em busca de como podemos melhorar o negócio que gerimos. Como melhorar a produtividade, como tornar os vendedores mais eficientes, como a marca mais resiliente diante de tantas tormentas.
Dentro do espírito de busca por soluções e provocar um olhar estratégico-mão-na-massa irei conduzir uma mesa de discussões dentro da programação da delegação da Gouvêa de Souza com o tema: “Consumidor conectado com a loja (vice-versa), estratégias de relacionamento e conhecimento nesta nova relação de consumo.” A ideia desta mesa é discutir o que vimos na NRF, se os cases são aplicáveis à realidade brasileira, o que precisa ser feito para que isso se torne realidade no Brasil, quais as ferramentas, os métodos e iniciativas que já estão sendo realizadas no Brasil que possam servir de benchmarking.
Se você não conseguiu ir até Nova Iorque, acompanhe nossos posts diários e prepare-se para os eventos PÓS NRF que iremos realizar em diversas cidades brasileiras. Se for de seu interesse uma palestra específica para seu negócio, entre em contato comigo.

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Retail Executive Summit - NRF2106

Durante a NRF2016 em Nova York participarei do Retail Executive Summit no The Plaza Hotel onde, junto com grandes especialistas do mercado, debateremos sobre o futuro do varejo. Será no próximo dia 20 e você ainda pode participar.
Após o evento você pode acompanhe aqui no blog os principais pontos discutidos.


terça-feira, dezembro 29, 2015

The Future of Retail 2016

Como todo ano acontece, o PSFK solta seu relatório de tendências do varejo.
Recomendo a leitura para todos que, como eu, querem estar atentos aos novos formatos de negócio, como a tecnologia está à serviço do varejo e como o conhecimento dos hábitos de consumo são transformados em soluções de negócio.

Esta apresentação é uma síntese do relatório e serve como ponto de partida. Veja aqui os demais relatórios dos anos anteriores.

Lembrando que agora em janeiro farei parte, mais uma vez da delegação da GSMD na NRF2016 - o maior evento de varejo do mundo que acontece em Nova York. Voltarei de lá com muitas novidades em relação ao futuro do varejo e como aplicar essas novidades agora no seu negócio.

Manterei o blog atualizado com as novidades que encontrarei por lá.

segunda-feira, dezembro 28, 2015

O Marketing na Crise e a Crise no Marketing

Quando trabalhamos em consultoria estratégica, temos a oportunidade de vivenciar em nossos clientes, diferentes formas de encarar a situação que o mercado está passando. Uma coisa é certa: este é o momento de arrumar a casa através de revisões estratégicas, questionamento de investimentos, planejamento orçamentário e readequação de estrutura de pessoal. Nesse cenário de contestação do status quo das empresas, percebemos uma pergunta recorrente em nossos clientes: e no marketing, o que devo fazer?

A economia brasileira nos últimos dez anos promoveu o acesso ao consumo, desenvolveu novos hábitos do consumidor e fortaleceu o varejo, tornando-se o maior empregador privado e o maior setor anunciante. O varejo brasileiro amadureceu neste período, criando novos serviços, novos canais e formatos. Porém, principalmente nos últimos 12 meses, o Brasil vem sofrendo com o aumento do desemprego, que chegou a 8,3% no segundo trimestre deste ano, queda na renda real dos brasileiros, o crédito se tornou mais caro e escasso e principalmente, o consumidor brasileiro está com a confiança lá embaixo. Em momentos como este, as empresas questionam e avaliam seus retornos sobre investimentos de marketing. Algo que verdadeiramente deveria ser feito sempre, não somente em época de crise. As estruturas das empresas tendem a reduzir de tamanho e de senioridade. Para encarar as adversidades, as empresas buscam por parceiros experientes, que entendam do seu negócio e que tragam uma visão mais ampla que não somente a publicitária. Esta é a oportunidade para o desenvolvimento de um novo perfil de profissionais e novos modelos de estruturas de marketing.

A busca por eficiência e produtividade, a necessidade de entender a estratégia, de avaliar como cada investimento impacta no resultado, faz com que o novo profissional seja mais preparado e atuante. O mesmo caminho serve para consultorias e agências que, mais do que nunca, podem ajudar na melhoria do resultado de seus clientes, mudando sua postura nessa relação e desenvolvendo novas oportunidades de negócios. Com a crescente pressão por resultado, cada despesa deve ser justificada e na área de marketing como o teor subjetivo é mais forte, é imprescindível ser estabelecido indicadores de performance (KPI’s) dos investimentos. Seja com pesquisas de intenção de compra, consideração ou lembrança de marca, seja com métricas digitais de engajamento do consumidor ou por retorno de vendas nas lojas, as iniciativas de marketing devem passar por um constante acompanhamento de sua eficiência. Uma regra básica do marketing moderno é conhecer seu consumidor e construir uma relação de longo prazo com ele. As marcas precisam de consistência nas suas ações, entendendo suas novas motivações, as novas forma de consumo e como se manter presente na vida de cada um deles. Isso não se constrói de uma hora para outra. Se sua marca não construiu ao longo dos anos essa relação, não será agora no curto prazo que isso será desenvolvido. O consumidor de hoje é o mais bem informado de todos os tempos.


A reputação de uma marca pode ir por água abaixo em um clique. Para a marca manter a relevância, deve ter bem claro seu propósito e traduzir de maneira transparente seus valores. E, mais uma vez: isso não se faz baixando o preço do produto (citando uma estratégia de curto prazo muito utilizada em tempos de crise). Otimismo e boas intenções não bastam para uma estratégia de negócio eficaz em tempos de crise. Ter a equipe alinhada com seus parceiros de negócio na busca por eficiência e produtividade conjugando com inovação e consistência formam os pilares das novas estratégias de marketing.

quarta-feira, novembro 25, 2015

Aberta a temporada de Campanhas de Natal - [Filmes]

Está oficialmente aberta a temporada de filmes de Natal. As diferentes empresas que lidam com os consumidores sabem da importância da data seja para varejistas, marcas ou até loterias.
Nos EUA, a Macy's estreou seu filme de Natal convidando a todos a escrever sua carta de Natal para ser doado pela Make-a-Wish, na Espanha o tradicional filme da loteria espanhola conta a história de Justino e a Coca-Cola Brasil produziu sua tradicional (e linda) campanha da carreata de Natal com um conto "Uma ponte para Noel". Talvez o primeiro varejista a lançar sua campanha de Natal foi o inglês John Lewis, lançado no início de novembro seu filme "Man on the Moon".







Conveniência Ampliada - Dê a eles o que eles querem

Uma das oportunidades geradas por momentos como estamos vivendo na economia brasileira, é estimular o pensamento de como criar novas formas do seu negócio chegar até o consumidor. Se está difícil dele entrar na sua loja, porque não sua loja ir até ele?
Os novos consumidores de hoje em dia querem tudo do seu jeito, na hora, no momento e da forma que desejam. Os millennials, essa geração mimada pela tecnologia, quer que suas marcas preferidas atuem “on demand” ou sob demanda. São mimados e poderosos. Hoje os millennials são mais de 80 milhões de jovens com um poder de compra anual que chega aos 200 bilhões de dolares, segundo o jornal americano Washington Post.
A variedade de novos serviços que estão sendo criados para atender esse novo hábito, está transformando o que até então entendemos por conveniência. O conceito de conveniência que iniciou décadas atrás com novos formatos de loja (menores, com sortimento adequado à região e com serviço diferenciado), evoluiu quando se tornou mais fácil comprar tudo sem sair de casa pelo e-commerce e o se amplificou quando a forma de comprar e receber o produto se tornou quase que instantâneo. A conveniência ampliada se materializa em uma compra sob demanda, como querem nossos millennials.
A ideia básica é tornar fácil e imeditada qualquer um obter produtos e, por que não, serviços complementares ao seu produto. A tecnologia, cumpre um papel facilitador, mas só funciona quando está atrelada à um bom controle de distribuição e gerenciamento de estoques, sendo capaz de solucionar problemas e desejos que os consumidores tem e ainda não sabe como resolve-los. A pergunta que os gestores de negócio devem ser fazer é a seguinte: “O que meus consumidores desejam demais e que nós ainda não estamos prontos para resolver?”
 No mercado americano, onde ninguém tem tempo para mais nada, serviços sob demanda tem ganhado cada vez mais adeptos. Todos os grandes players digitais, como a Amazon Prime, o Google Express, que “entrega mais tempo livre”, e mais recentemente o UBER Eats que usa seus motoristas para fazer entrega de comida,  apostam na força da conveniência ampliada apoiada em uma grande estratégia de distribuição. Faz tempo que essa estratégia de entrega instantânea se tornou o investimento de marketing dessas empresas. A novidade é que marcas de produtos de consumo estão adotando essa estratégia. A Budweiser lançou o BudLight Button, um aplicativo que com um só toque providencia a entrega da quantidade de cerveja que o consumidor quer, quase que instantaneamente. Para o lançamento, a empresa ainda surpreendeu seus clientes com alguns brindes da marca e prometeu que poderia até “entregar “ um DJ com equipamento completo para animar a festa. Com o serviço ainda restrito à Washington D.C., o projeto foi desenvolvido em parceria com a Klink, empresa especializada em entregas rápidas, garantindo que a cerveja seja entregue em até uma hora após o pedido.
Já a Fetch Coffee promete entregar seu café preferido do Starbucks na porta da sua casa no horário que você agendar. O serviço funciona a partir de uma assinatura mensal de U$45 e da programação de entrega feita pelo cliente no site. O entregador deixa na porta de sua casa uma garrafa térmica com o café solicitado e manda uma mensagem de texto avisando que chegou.  Não precisa nem tirar as pantufas dos pés para ter seu Starbucks. Fácil não é?
Equalizar com excelência a instantaneidade é que torna este negócio diferenciado. Neste processo, talvez a parte mais fácil seja o desenvolvimento da ferramenta de tecnologia. O equilíbrio perfeito entre o controle de estoques com a capacidade de distribuição é que faz a diferença. A expectativa criada no consumidor é tão alta que, qualquer atraso ou falta de estoque depois do pedido feito, gera uma grande frustração.
Um ponto importante deve ser ressaltado: O fato da conveniência ampliada estar se tornando cada vez mais forte, não substitui ou invalida os demais esforços de tornar a vida do consumidor mais fácil. Exemplo claro é o fortalecimento das lojas (físicas) de proximidade.

Resumindo o Conceito de Conveniência Ampliada:
-       - Os consumidores mudaram seus hábitos e querem uma gratificação instantânea.
-       - Faça a pergunta: “O que meus consumidores desejam demais e que nós ainda não estamos prontos para resolver?”
-       - A tecnologia facilita o processo de realizar os pedidos de compra, mas não é só isso.
-       - Controlar de estoques com a distribuição é crítico para o sucesso da operação

-       - Se prometer, cumpra. Se puder, surpreenda.

sexta-feira, novembro 13, 2015

Os novos caminhos das lojas de conveniência – NACs 2015

Na semana passada aconteceu em Las Vegas a NACs Show, maior evento de postos de combustíveis e lojas de conveniência no mundo. Através de diversas palestras e uma gigantesca feira de exposições, foram apresentados cases e tendências do mercado de lojas de conveniência que, assim como todo o varejo, está passando por uma grande transformação. O NACs Show mostrou que o portfólio de produtos e serviços das lojas de conveniência estão ampliando e suas estratégias cada vez mais focadas em atender um perfil de consumidor mais diversificado, não só focado no motorista que vai abastecer, mas também em diferentes ocasiões de consumo.
Ao invés de buscar por produtos, o novo “consumidor de conveniência” está à procura de um local onde encontrará soluções. Algumas necessidades básicas, como abastecer e comprar alguma coisa para beliscar, continuam a existir. Porém aumentaram as expectativas de como a loja deve oferecer e encantar o consumidor. Essas mudanças de expectativas estão estimulando o crescimento da categoria. O foodservice cresceu 4,4% no mercado americano e a abordagem junto aos Millennials tornou-se importantísssimo. Por serem jovens e com alto poder de compra, todo o varejo quer chegar até os Millennials, que ainda são exigentes na entrega das soluções e apresentam baixa fidelidade aos serviços que utilizam.
Ser uma loja limpa, segura e rápida já é o esperado por seus frequentadores e hoje, devem provocar algo além disso. A partir deste cenário, ampliou-se a definição do que é uma loja de conveniência. Afinal, onde você poderia encontrar loja com um auto-serviço rápido, ao mesmo tempo com um serviço assistido com produtos frescos, combinando com uma forma personalizada e customizada para levar produtos para serem consumido em casa?
As lojas de conveniência estão se tornando um formato único no varejo e a oportunidade de captar esse momento é investindo pessoas, produtos e produtividade. Aliás, uma das palestras mais concorridas foi a de revisão de processos para tornar a operação da loja mais leve e eficiente. Extremamente relevante para a realidade brasileira.


Mix Renovado com Produtos Frescos

As lojas de conveniência continuam sendo um ponto central para quem quer ganhar tempo e comer algo rápido. No entanto , a preocupação com a saudabilidade e a busca por produtos saudáveis cresce a cada dia. Esta foi definitivamente a pauta principal da NACs. Na Grande Palestra de abertura oficial do evento, foram apresentados as iniciativas que promovem uma melhor alimentação dos americanos. Esse caminho não é uma tendência, mas uma estratégia de longo prazo. A conveniência cumpre este papel fundamental para estimular e facilitar o consumo de comidas saudáveis. O slogan “Escolha Saudável. Escolha fácil” é totalmente pertinente ao negócio da conveniência.
Dentro da estratégia de facilitar e estimular o consumo de produtos saudáveis, foram apresentados e discutidos a importância de se desenvolver toda a cadeia com o mesmo foco. Transformar as lojas de conveniência em um destino para aqueles que procuram por produtos frescos inicia no produtor, passando pela distribuição, chegando até a exposição na gôndola. Os consumidores continuam desejando alguma coisa para beliscar e eles irão consumir o que estiver com acesso mais fácil. Que seja opção mais saudável!
Como o conceito de lojas de conveniência é muito maior que somente atrelada aos postos de combustíveis, novas oportunidades de conveniência saudável surgem dentro de lojas de proximidades, farmácias, escolas, hospitais, hotéis, aeroportos e até em food trucks.

Integração Pista – Loja de Conveniência

Um dos maiores desejos dos operadores de postos de combustíveis é converter o maior número possível do fluxo de consumidores que abastecem os carros e em compra dentro das lojas de conveniência.
Este caminho está sendo encurtado através da tecnologia. Nos últimos anos as bombas de combustíveis ganharam inteligência e integração com as lojas e hoje, através de aplicativos móveis, essa ligação incluiu o consumidor no processo.
Foram diversos exemplos que encontramos na feira. Hoje o consumidor pode utilizar aplicativos de comparação de preços on line e em tempo real dos postos que estão próximos e ainda receber a orientação de como chegar em menos tempo até o posto com o menor preço.
Nos EUA, a maioria dos postos não contam com o frentista para auxiliar no abastecimento, abrindo a oportunidade para os aplicativos desenvolver o papel de conexão e de realizar esse serviço. Através do celular, o cliente se conecta à bomba, escolhe a quantidade de combustível e libera o abastecimento. Enquanto isso ocorre, surgem na palma da mão, sugestões de consumo de produtos que estão dentro da loja. O cliente escolhe e paga via celular, o sistema é integrado com o caixa da loja e ele retira o produto escolhido mostrando o comprovante de pagamento no interior da loja.


quarta-feira, outubro 28, 2015

Negócios Saudáveis - A conveniência da SweetGreen

Durante a NAC's (maior feira de postos de gasolina e lojas de convêniencia do mundo) que aconteceu neste mês em Las Vegas, um dos mantras mais repetidos foi "fresh food" e "healthy business".
Apesar do assunto ser recorrente, discutiu-se bastante como as lojas de conveniência podem incorporar em seu negócio a alimentação saudável com um formato atraente para seu público e lucrativo para o empreendedor.
Diferente de anos atrás, o conceito de loja de conveniência está muito mais amplo do que somente restrito aos postos de combustíveis. Lojas de proximidade, restaurantes e lanchonetes estão traduzindo a conveniência saudável em estratégia. Em uma das sessões de "cases inspiradores" foi apresentado a loja de foodservice SweetGreen.



A SweetGreen seria apenas mais uma lanchonte de produtos saudáveis se não fosse o propósito do seu negócio. Comida saudável, produtores locais, envolvimento com a comunidade, educação saudável para crianças, "conectando as pessoas através da comida".
Combinação perfeita para um case de sucesso.

quarta-feira, outubro 07, 2015

"A Generation in Movement" - Dançando nos trens de Nova York [Comportamento]

Nova York me fascina por diversos aspectos. Um deles é a diversidade. Como uma cidade consegue absorver e estimular o convívio, muitas vezes de maneira forçada, de pessoas de diferentes países, culturas e etnias e ainda ter a força de manter sua própria cultura e criar novos estilos.
Esse documentário, "A Generation in Movement",  que vi no Update or Die (veja o post original aqui), mostra os dançarinos do metrô de Nova York. Quem já andou pelos trens da iliha sabe o que isso quer dizer.


Depois do Break e de tantos outros estilos que não me atrevo a lista-los, surge o Lite Feet. Com coreografias suaves feitas no interior apertado dos vagões, "forçando" a convivência com os não-dançarinos, com os brancos, turistas e desenvolvendo novas formas de expressão e manifestação cultural.
Vejam esse rápido documentário para entender o que estou falando. Habilite as legendas em português para facilitar o entendimento.

Litefeet - A generation in Movement from Rafael Kent on Vimeo.

quinta-feira, outubro 01, 2015

Clube de Compras de Tudo

Até pouco tempo atrás, as grandes redes supermercadistas tinham em suas hiper lojas seu carro chefe, hoje estão enfrentando uma crescente resistência do consumidor. Para quem compra atualmente com um clique, para quem está cada vez mais acostumado a receber recomendações de compra a partir do seu perfil de consumo, parece ser ilógico percorrer longos e cansativos corredores, se confundir diante do excesso de ofertas de produtos irrelevantes e uma grande perda de tempo e paciência percorrer todas as gôndolas à procura do produto perfeito.
O consumidor mudou, o caminho de compra está sendo reescrito pela tecnologia e a partir desse cenário novos formatos e propostas de loja estão sendo desenvolvidos. A conveniência que antes era restrita à alguns modelos de negócio, passa a ser exigido e desejado pelo consumidor à qualquer momento e qualquer lugar, em todas as relações de consumo. Diante desse cenário, novos formatos de loja e novos modelos de negócio ganham espaço e consideração na decisão de compra do consumidor
Novos formatos
Quando buscamos por novos exemplos de formatos de lojas físicas, as “lojas de proximidade” ganham cada vez mais força. Exemplos como o Carrefour Express, Minuto Pão de Açucar e Dia% reforçam essa tendência que envolve desde o tamanho reduzido da loja, um sortimento mais adequado às necessidades da região de influência, passando pela precificação e treinamento da equipe para levar até o consumidor a conveniência que ele exige à todo momento.
Novos Modelos de Negócio
Um modelo de negócio que abusa da informação que a tecnologia permite ter dos consumidores é o chamado Clube de Compras. O modelo básico se baseia na assinatura mensal de um produto ou serviço e o consumidor recebe, na comodidade da sua casa, soluções adequadas aos seus desejos e perfil de consumo.
Dois exemplos americanos chamaram a atenção nos últimos meses.
O irreverente Dollar Shave Club, que há pouco mais de três anos atrás era uma startup, deve faturar até o final deste ano U$140 milhões com assinaturas entre U$1,00 e U$9,00 que entrega mensalmente lâminas de barbear na casa de 2 milhões de consumidores prometendo gastar menos com suas lâminas. Um Clube de Compras que já incomada a gigante Gillette no varejo tradicional, forçando a Procter&Gamble desenvolver sua versão do clube de Gillette.



Já a Birchbox, um clube de compras de amostras de produtos de beleza e cuidados pessoais, seleciona produtos para enviar para a casa de cerca de 1 milhão de consumidoras no mundo a partir do perfil de preferências e atitudes cadastradas do seu site. A consumidora não sabe que produtos irá receber mensalmente e a campanha de comunicação enfoca o prazer de se dar um presente todos os meses a partir da assinatura. Se a consumidora gosta da amostra que recebeu pode comprar o produto também no ecommerce da Birchbox. Criada em 2010, a loja cobra a mensalidade de U$10,00 e faturou cerca de U$125 milhões ano passado e inaugurou sua primeira loja física em Nova York em julho do ano passado.
No Brasil os clubes de compras estão se popularizando. Hoje existe uma variedade grande de Clubes de Compras com mensalidades de em torno de no máximo R$100,00. Os mais conhecidos são os Clubes de Compras de cervejas artesanais e os de vinhos, que mensalmente enviam os mais diversos rótulos para sua casa de acordo com suas preferências.
Como acontece no varejo tradicional, quando um modelo parece ser uma tendência forte, novos clubes surgem para todos os gostos.
Hoje no Brasil existem Clubes de Compra de:
  • Frutas e Verduras – recebe semanalmente frutas e verduras frescas em casa
  • Arranjo de Flores
  • Cosméticos, a exemplo da Birchbox americana
  • Café Gourmet com opções de grãos ou torrados e moídos
Outros mais específicos como:
  • Com seleção de produtos veganos e “cruelty free”
  • Produtos Gluten Free (por que não?!)
  • Produtos de sexshop com cartas do Kama Sutra
  • E ainda um Clube de Compras para refrigerantes regionais como Guaraná Jesus, Moranguitto, Abacatinho, Mate Couro, Gasosa Paranaense e Sete Voltas
Não enxergo este modelo ocupando os espaços dos supermercados, nem tampouco que esta é uma receita única para qualquer segmento varejista.
No entanto, não restam dúvidas que, seja com uma loja mais próxima e adequada às necessidades dos consumidores, seja com clubes que entendem o perfil e as preferências de consumo, o consumidor continuará a empurrar a evolução do varejo. Restam aos empreendedores e gestores de negócios tradicionais perceberem que o varejo está em constante transformação e a inovação deve fazer parte da sua estratégia de sobrevivência.

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