terça-feira, abril 26, 2016

Todos nós envolvidos com marcas e relações de consumo vibramos quando vivenciamos
momentos de transição que impactam o status quo. Analiso duas fotografias de movimentos distintos e simultâneos responsáveis por influenciar o pensamento estratégico daqueles que se envolvem na construção, na reputação e nos valores das marcas para um novo produto ou serviço.

Fotografia 1:

Estamos passando por um dos momentos mais tensos e complicados da economia e na política brasileria dos últimos anos. Um país marcado por escândalos de corrupção, queda do poder de consumo, aumento de desemprego e perda de confiança dos consumidores.
Neste contexto, o eterno desafio das marcas pela busca de novas formas de convencer seus consumidores a comprarem seus produtos e de encantá-los com suas propostas, passa a ser fundamental para a sobrevivência no mercado. Não existem dúvidas que é necessário desenvolver ações de curto prazo. No entanto, algumas empresas se mostram mais poderosas frente às diversidades: Aquelas que, consistentemente, edificaram suas reputações ao longo dos anos.
Disney, IBM, Harley Davidson, Coca-Cola, Nestlé são exemplos de poderosas marcas que conseguiram passar por guerras e diversas crises internacionais sem abalarem sua fortaleza. Estas marcas participaram, ao longo dos anos, da vida de seus consumidores e souberam adaptar-se às mudanças mantendo, entretanto, a sua essência. Consistência foi a palavra chave.

Fotografia 2:

Os gestores de marcas estão enfrentando um nova dinâmica nas relações de consumo com seus consumidores, independente do momento pontual da situação brasileira. Há vinte anos, não existam marcas como Google ou Facebook e não vivíamos grudados em nossos smartphones. O mundo digital tornou o mundo real mais próximo, mais acessível, mais instantâneo. As reputações de marcas duradouras enfrentam o risco de serem abaladas por um clique, uma postagem ou um vídeo descuidado – passível de ocorrer inclusive com as marcas citadas na fotografia anterior. Seja na Rússia, na Síria, em Washington ou em Jacarepaguá, com a facilidade de acesso à informação, o consumidor pode formar e mudar sua opinião instantaneamente. O que durante anos era restrito à uma logomarca bem elaborada ou à uma campanha publicitária construída com profundo entendimento do seu posicionamento, o papel das marcas na vida das pessoas passa a mudar de significado. As pessoas estão mais conectadas, mais inteligentes, mais educadas e conscientes. O propósito de cada marca e a clareza de suas propostas são fundamentais para a proteção e fortalecimento de sua integridade e para a relação de fidelidade com seus consumidores.


Afinal, o que essas duas fotografias significam para as marcas?
Neste cenário de transição, as regras de ouro do marketing estão sendo postas em cheque ao mesmo tempo que são reconstruídas. A escolha de uma marca para um novo produto ou serviço, deve levar em conta os novos pilares: Propósito, Autenticidade, Transparência e Integridade. Estes são valores mais complexos de serem copiados pela concorrência, que fortalecem sua diferenciação e unicidade e, ao mesmo tempo, exigem de seus executivos uma visão mais ampla da sua atuação, indo além das gôndolas e lojas de varejo. Isso vale tanto para marcas globais como para uma nova marca com atuação mais restrita.
O sucesso das marcas no mundo moderno será medido pela forma com que elas tocam a vida das pessoas. As que alcançarem esse patarmar, se tornarão marcas mais resilientes.

Escrevi este artigo originalmente como prefácio do Livro “O uso da marca e sua integridade”, do advogado Alexandre Fragoso Machado.


domingo, março 27, 2016

Planejamento Loja 1 (resumo)

Neste mês realizei uma série de apresentações e workshops com o tema Planejamento Loja 1.

Tendências de um consumidor digital e o novo varejo conecetado.
Temas como Millennials, Inovação, Big Data e Joint Business Plan (JBP) são fundamentais para se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo e exigente.
Se você fosse reinventar seu negócio como seria sua Loja 1?


quarta-feira, março 16, 2016

Relatório de Tendências no Varejo 2016 - Retail Design Institute

Quem esteve este ano na NRF (maior evento de varejo do mundo, realizado em Nova York), se deliciou com a apresentação sobre tendências do varejo feito pelo Retail Design Institute.
Nele o Instituto separou os cases em 5 idéias fundamentais que o varejo deve seguir.
As relações de consumo devem ser mais:

1- Enriquecedoras
2- Pessoais
3- Socias
4- Sensoriais
5- Desruptivas

www.retaildesigninstitute.org 49Trendcast 2016 © Retail Design Institute 2016
Temp And Common Area Retail | First Place | ...

Hoje o Instituto divulgou a apresentação completa, cheio de boas referências de lojas (muitas delas visitei durante o período da NRF). Façam bom proveito e se precisar de alguma informação adicional, me procurem!


sexta-feira, março 11, 2016

Especial Estratégia de Canais - Farmácias

Este é o último post sobre estratégia de canais. Veja todos aqui.

Farmácias
A legislação brasileira talvez seja o maior entrave para que este canal se torne uma solução completa para o varejo. Segundo uma pesquisa desenvolvida pelo mercado farmacêutico (IQTC), 31% dos consumidores pesquisados enxergam as farmácias como um minimercado, 25% como uma loja de conveniência e 28% como uma loja de cosméticos. 
Existe uma grande oportunidade de desenvolvimento deste canal,  hoje liderado pela busca natural por medicamentos e produtos de higiene e beleza. Algumas redes, de forma pontual, estão experimentando a inclusão de produtos alimentares que atendem a exigência da regulamentação vigente.
O benchmarking americano, onde não existe essa barreira, com lojas de um sortimento e nível de serviço muito próximos de uma loja de conveniência,  a capilaridade que já possuem e a força que esse canal já tem no digital são a fortaleza para seu crescimento.

Entender o perfil e os caminhos de transformação que cada canal está seguindo é fundamental para a estratégia de qualquer indústria que atua no varejo. Assim como ser ágil (entenda o Conceito de Varejo Ágil) em adequar o formato das lojas, melhorar seus processos, rever o sortimento e a estratégia de preço é fundamental para o varejo permanecer competitivo e atender melhor seu shopper.


quinta-feira, março 10, 2016

Especial Estratégia de Canais - Lojas de Conveniência

Esta é uma séria de artigos que desenvolvi envolvendo as mudanças de comportamento do consumidor que impactam na estratégia de canais. 
Separei cada post por canal. Este é sobre Lojas de Conveniência. 
Amanhã será sobre Farmácias.
Veja todos aqui.
A busca pela conveniência, aliada ao equilíbrio do preço cobrado, está impactando diretamente as características dos canais tradicionais do varejo. Você conhece o novo atacado? Como os hipermercados estão reagindo a esse movimento? O que são as lojas de proximidade? As lojas de conveniência não são mais as mesmas e você precisa entender no que elas se transformaram. Quais as oportunidades das farmácias no novo varejo?

Lojas de Conveniência
Ir ao posto para abastecer e aproveitar para comprar bebida e cigarro. Esse era o perfil das lojas de conveniência até pouco tempo atrás. Hoje talvez seja o período de maior transformação desse canal. Apesar dos preços mais altos, as lojas de conveniência estão se tornando a principal solução como um facilitador de compra, com um bom nível de serviço.
No final do ano passado, quando participei da última NAC’s Show (maior feira de lojas de conveniência e postos de combustíveis do mundo) essa tendência ficou clara. Não só no exterior, mas também no mercado brasileiro, as lojas mais modernas ampliaram os serviços oferecidos e contam com padarias, área de produtos frescos e saudáveis (FLV), refeições feitas na hora, farmácias e o shopper pode até abastecer o carro.
A ampla capilaridade e o hábito de ir até o posto de combustível complementam as fortalezas desse canal aqui no Brasil. Um posto de combustível que tem uma loja de conveniência junto do seu negócio, fatura em média de 20% a mais de combustível. Em países onde o varejo é mais desenvolvido, as lojas de conveniência conseguem atuar independente do posto de combustível, se aproximando das características de uma loja de proximidade.



quarta-feira, março 09, 2016

Especial Estratégia de Canais - Lojas de Proximidade

Esta é uma séria de artigos que desenvolvi envolvendo as mudanças de comportamento do consumidor que impactam na estratégia de canais. 
Separei cada post por canal. Este é sobre Lojas de Proximidade.
Amanhã será sobre Lojas de Conveniência.
 Veja todos aqui.
A busca pela conveniência, aliada ao equilíbrio do preço cobrado, está impactando diretamente as características dos canais tradicionais do varejo. Você conhece o novo atacado? Como os hipermercados estão reagindo a esse movimento? O que são as lojas de proximidade? As lojas de conveniência não são mais as mesmas e você precisa entender no que elas se transformaram. Quais as oportunidades das farmácias no novo varejo?
Lojas de Proximidade (ou de vizinhança)
As grandes empresas proprietárias de redes de hipermercado não estão paradas. Sabendo da dificuldade de mobilidade urbana, aliada à busca pela conveniência, redes como Carrefour e CBD estão investindo pesado no desenvolvimento das lojas de proximidade, ou as chamadas lojas de vizinhança. São lojas menores que um supermercado, que concorrem diretamente com a lojinha de bairro, com a vantagem de ter suas compras centralizadas e com todo o know how do grande varejo. 
Atenta a esse movimento, a rede Dia% anunciou a expansão de mais de 250 lojas e a inclusão de novos serviços como açougue, frios fatiados e pão fresco.
As lojas de proximidade têm um sortimento adequado à área de influência da loja e uma quantidade restrita de funcionários por loja, o que facilita o treinamento, melhorando o nível de serviço oferecido.
Como fica mais conveniente para o shopper encontrar o que procura, como o nível de atendimento, é melhor que um auto-serviço: o cliente se permite pagar mais por esse serviço.

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