terça-feira, julho 21, 2015

Empreendedorismo: Não fomos educados para isso.

Durante períodos de turbulência econômica, há o aumento da insegurança de perder o emprego e como consequência, amplia-se o desejo de trabalhar por conta própria e criar o seu emprego dos sonhos. Em 2009, durante a crise americana, o estímulo ao empreendedorismo aos cidadãos americanos ajudou a recuperação econômica. Por aqui no Brasil, este estímulo também acontece, porém com uma diferença: não fomos educados para isso.
Recentemente o governo brasileiro divulgou o expressivo número de 5 milhões de microempreededores individuais (MEI), um “programa de formalização e inclusão produtiva e previdenciária que atende a pequenos empreendedores de forma simplificada”, um ótimo estímulo à formalização. Hoje o Sebrae e o Instituto Endeavor se destacam como grandes estimuladores ao desenvolvimento e capacitação de empreendedores brasileiros. Mas ainda temos muito a caminhar.
Momentos de dificuldade criam novas oportunidades, mas só consegue enxerga-las e desenvolve-las aqueles com um olhar treinado e capacitado. A minha geração não cresceu com essa visão empreendedora. Nossa educação nos conduziu a procurarmos por lugares seguros.
A geração responsável pela nossa educação acreditava claramente em conseguir "um emprego para toda vida". Com essa verdade na cabeça, para que empreender?
Empreender exige um exercício metal e de auto controle para não deixar que o medo de arriscar paralize nossas iniciativas. Temos que acreditar em nossas ideias e desenvolver a habilidade de convencer várias pessoas que a nossa proposta vale apena. A visão empreendedora pode iniciar a partir de uma necessidade pessoal de resolver um problema individual. A solução é criada a partir da experiência e das capacidades de cada um. Não existe uma só resposta para o mesmo problema e a partir de um ponto de vista único é que surge a inovação. “Como posso tirar fotos das minhas manobras de surf?” Nascia a Go Pro. “Como posso praticar futebol americano sem ficar com o uniforme ensopado de suor?” Nascia a Under Armour. Porém, empreendorismo não faz parte do currículo escolar brasileiro. Grande parte de nossos professores não estão preparados, treinados, nem tampouco tem uma metodologia de estímulo ao empreendedorismo. Crescemos desta forma e entramos no mercado de trabalho sem esta capacitação desenvolvida. A consequência: A falta de empreendorismo nas organizações.
Ser empreendedor não siginifica apenas ter um próprio negócio. Um funcionário com uma visão empreendedora é capaz de solucionar grandes dilemas operacionais, desenvolver novos processos e estimular um pensamento inovador entre os colaboradores na busca de soluções de superação de um momento de dificuldade da empresa. Para isso acontecer tem que haver estímulo e método.
O medo de errar e a armadilha das metas de desempenho obtusas, empurram o funcionário para "não errar por não arriscar" ao invés de abrir espaço para "errar por ter tentado". A nova geração dos millenials que hoje começa a ocupar posições de maior responsabilidade nas empresas, tem um viés mais contestador e naturalmente empreendedor. Mas seus chefes não acompanham esse perfil. As estruturas se movimentam lentamente e sem um processo para desenvolver iniciativas realmente inovadoras, a responsabilidade sobre a tomada de decisão é democraticamente "dividida com a equipe", onde as ideias mornas são aprovadas pela maioria. Detalhe: O que faz a diferença são ideias quentes.
O segundo semestre de um ano difícil está iniciando e este é um bom motivo para olhar ao seu redor e desenvolver seu lado empreendedor. Chegou a hora de buscar por metodologias e suporte que estimulem a identificação das oportunidades de melhoria da nossa rotina de trabalho, de soluções para processos ineficientes, de novas oportunidades de negócios e de desenvolvimento de ideias quentes. Mexa-se!

segunda-feira, julho 13, 2015

Mesão comunitário – Ame-o ou fique em pé

Não é de hoje que restaurantes e lanchonetes buscam por novos formatos para atrair e manter seus clientes consumindo dentro de suas lojas.
Redes como Starbucks, por exemplo, reinventaram o ambiente onde consumimos café, para um local onde nos encontramos com amigos, trabalhamos ou apenas nos entretemos com o wi-fi liberado.
Em visita recente em lojas de Nova Iorque, um “detalhe” me chamou atenção – e “detalhe” está entre aspas, pois nada dentro da loja está lá à toa. A unipresença das mesas comunitárias nas lanchonetes, cafés ou restaurantes. Seja por um melhor aproveitamento do pouco espaço que as lojas tem, seja por um novo hábito de consumo, os mesões estão presentes no Starbucks, McDonalds, no badalado novo fast food Shake Shack e até em restaurantes self service como o Tree Hauss.

Há aqueles que gostam de estar juntos com os amigos em uma acomodação mais próxima como essa turma de adolescentes na loja do Mc Donalds em Wall Street. Detalhe para a loja que tem um DJ residente fazendo a identidade musical da loja.



Um dos principais novos concorrentes do Mc Donald's é o Shake Shack. Este fast food começou como um carrinho de cachorro quente na Madison Square Park e abriu sua primeira loja em 2004. Fora os sanduíches e shakes realmente deliciosos, suas lojas tem um design moderno e as embalagens e cardápios seguindo a mesma linha. Os mesões, claro, estão lá!




Já o Starbucks com um perfil mais executivo, a presença de pessoas sozinhas com seus headphones, garante a “privacidade” em uma mesa onde o contato forçado pode ser algo desagradável.




No TreeHauss, um aconchegante restaurante à quilo, o balcão é a principal alternativa encontrada pela loja para ocupar um espaço concorrido para os apressados clientes que tomam café ou fazem suas refeições.



A presença dos mesões provoca reações diversas. Há aqueles que não curtem a proximidade de pessoas estranhas, forçando uma intimidade que pode tirar a privacidade de uma conversa. Já aqueles mais descolados utilizam sem parcimonia com seus amigos. Seja como for, elas estão marcando sua presença nas lojas e quem não curte, pode ficar em pé com o sanduíche na mão.





quinta-feira, junho 18, 2015

Vamos até o consumidor

Estamos vivendo um momento de consumo onde as atitudes, os hábitos e as necessidades dos consumidores estão em um acelerado ritmo de mudança. O varejo por sua vez, tem o desafio constante de se adaptar a essas novos comportamentos e na outra ponta, a indústria vive sob a pressão para conseguir atender as necessidades dos consumidores e ainda as expectativas do varejo. Nas próximas linhas você entederá por que a maioria das indústrias querem estar mais próximo do consumidor neste novo processo de vendas.
O consumidor está no poder
Eles decidem quando, o local e como eles querem realizar a compra ou receber seu produto. Qualquer um hoje em dia tem acesso a todo tipo de informação, em qualquer momento e qualquer lugar. Em cada relação de consumo cresce a expectativa sobre a experiência de compra. Por fim, os consumidores modernos buscam pela conveniência em todos os canais, tornando-os menos fiel às suas marcas.
Com esse cenário, o consumidor não quer simplesmente comprar. Ele quer ter uma experiência de compra simples, onde seja fácil de encontrar o que quer, sem barreiras ou dificuldades, que se estabeleça uma relação de confiança e transparência nos contatos diretos com o varejo.
As oportunidades de ir até o Varejo 
A oportunidade de ir direto até o consumidor é latente. Seja através de uma loja física ou pelo mundo digital ou na eficiente combinação dos dois mundos desenvolvendo uma estratégia Ominichannel. 
Tendo o contato direto com seu consumidor final, a indústria passa a conhecê-lo melhor, analisando de perto seus novos hábitos e se ajustando à essa nova realidade – informação que hoje fica na mão do varejo ou dos institutos de pesquisa. Ao colocar seus produtos diretamente nas suas prateleiras, a indústria testa inovações, expõe sua linha completa, tem um maior controle sobre o preços e margens dos produtos no mercado. Ao estabelecer este novo canal de distribuição, torna-se mais independente do varejo e ao mesmo tempo que deve desenvolver a habilidade em gerenciar esses novos conflitos.
Empresas como a Apple e Nespresso criaram e fortaleceram suas marcas através de lojas que reforçam o posicionamento de suas histórias. A primeira é o benchmarking de dez entre dez empresas que querem desenvolver um novo formato de loja. Já o design moderno e cada detalhe de exposição de suas cápsulas, torna a visita à loja da Nespresso uma experiência sensorial completa.

O mercado brasileiro continua forte o suficiente para acomodar diversos formatos. Cerca de dois anos atrás a Tramontina inaugurou sua loja conceito dentro do Casashopping no Rio de Janeiro. Já a Swift, marca da JBS, aposta na cobertura de lojas e tem, só na cidade de São Paulo, mais de 25 estabelecimentos. Recentemente a Nutella, depois de abrir dois quiosques na Avenida Paulista, inaugurou sua área dentro do já badalado, Eataly.

O ambiente digital também é uma forma rápida e eficiente de chegar até o consumidor final. No mercado internacional, gigantes como a Procter&Gamble e Sunglass Hut estão sendo desafiadas por novas marcas que nascem digitais. Empresas como Dollar Shave Club, empresa que vende assinaturas de lâminas de barbear pela internet, e Warby Parker eleita a empresa mais inovadora do mundo em 2015 pela revista americana Fast Company, trocaram as grandes lojas de varejo, por distribuição direta ao consumidor. As novas empresas tem um profundo conhecimento sobre o consumidor, gerado pela íntima relação desenvolvida no ambiente digital.
Antes de chegar até o varejo porém, a indústria deve responder por questões estratégicas. Novos processos são desenvolvidos em todas as áreas, deve-se adquirir experiência em gestão de operações varejistas e se planejar financeiramente à longo prazo. Exemplos de sucesso não faltam, assim como aqueles que não respeitaram os desafios que o varejo carrega em sua essência.

quinta-feira, maio 21, 2015

Atenda seu WhatsApp: É o novo varejo de Telecom chamando

Nas últimas semanas, o WhatsApp anunciou a possibilidade de fazermos ligações de voz por meio do seu aplicativo. Qual o impacto deste anúncio nas lojas de telecom?
Mudamos nossos hábitos e na forma como nos comunicamos. O mercado de telecom está vivendo uma revolução. Com o crescimento de recursos e aplicativos como WhatsApp, Viber, Skype, Messenger, novos modelos de negócios estão surgindo, forçando modelos tradicionais a se ajustar. O mercado deixa de ter competidores apenas entre as operadoras e passa ter uma concorrência global.
Este movimento está transformando um modelo centrado em voz para um mercado de dados. Explicando em números: hoje, consumimos 51 vezes mais dados e numa velocidade 140 vezes mais rápida que há 10 anos atrás e o preço de megabyte trafegado caiu 98,4% de 2003 a 2013. De acordo com a Pyramid Research, em 2013 os serviços de dados no mundo movimentou 480 bilhões de dólares, cerca de 40% em valor do mercado global mobile.
O SMS, que trafega por voz, era a forma mais rápida, fácil, privada e barata de se comunicar está sendo cada vez menos utilizado. Esse declínio fica mais evidente em mercados onde a penetração de smartphones é mais alta assim como, o uso de banda larga. Nos EUA, a participação do volume de SMS no mercado passou de 30% em 2010 para 9% em 2011 segundo estudo da Strategy Analytics. Porém, o mercado de mensagens não está em declínio. O modelo de negócio é que está mudando em detrimento aos aplicativos de troca de mensagens instantâneas.
O varejo de telecom está vivendo uma contradição. Enquanto o consumidor entra na loja em busca de seus sonhos de consumo da modernidade – smartphones e plano de dados para conecta-los ao mundo – o que eles encontram como atendimento, formato de loja, sortimento de produtos e oferta de serviços, está ainda na era analógica. As lojas e as ofertas ainda estão centradas em produto, afinal os smartphones ainda são o grande desejo de consumo do brasileiro. Somos hoje aproximadamente 41 milhões de brasileiros com esses aparelhos nas mãos. E o que queremos com eles? Mais dados e mais velocidade.
O que os consumidores estão buscando nas lojas? Soluções para suas necessidades.
Soluções que podem vir através de serviços agregados aos planos, um serviço de atendimento mais descomplicado e transparente nas lojas e em todos os demais pontos de contato, uma apresentação de portfolio mais adequado ao seu perfil de consumo.
Em mercados mais maduros esse movimento já está mais consolidado.
Em 2012, a americana Best Buy encerrou a operação de 50 “Big Box” (grandes lojas) para desenvolver pequenas lojas focadas em mobile. Este movimento foi feito não só para ganhar um novo fôlego para a empresa, mas também para focar sua atuação em prestação de serviços especializados de telefonia, vídeo e serviços de banda larga. Mudou não só o formato de loja, mas também o perfil de seus vendedores, através de treinamento e abordagem de vendas.
A Vodafone buscou diferenciar seus serviços de dados através de constantes investimentos em tecnologia, distribuição e serviços aos consumidores. Estimulando experiência ao consumidores e desenvolvendo um valor competitivo intangível. A reforma de suas lojas 150 lojas no Reino Unido, dão a cobertura de serviços necessária para atender a este novo consumidor. Seja com uma área para crianças ou pela experiência de compra que é valorizada através da estratégia Omnichannel, onde o consumidor inicia a compra pelo computador e finaliza na loja. Todo o processo é suportado por uma consolidada estrutura de backoffice e informação sobre o cliente.
AT&T, T-Mobile, Verizon e outros grandes players mundiais já estão desenvolvendo novos posicionamentos de suas lojas, produtos e serviços para estimular o uso de dados e não ficar dependente da receita de voz. No Brasil ainda estamos na primeira etapa deste movimento, com a comunicação das empresas se tornando mais emocional, focando em conexão entre as pessoas e lançamento de planos onde o cliente usa o WhatsApp sem descontar da franquia da internet. A próxima etapa deste movimento é rever o ponto de venda.
Essa mudança dos hábitos, movidos pelo avanço da tecnologia, deve ser traduzido dentro das lojas. As empresas estão deixando de ser operadoras de telefonia para se tornarem provedoras de conexão ao mundo digital. Novos players, novos modelos e formatos estão sendo solicitados por esta nova demanda de consumo e suas lojas devem acompanhar este movimento. Serviços, experiências, atendimento, produtos e soluções são os pilares da nova loja de telecom.

quarta-feira, abril 22, 2015

A conveniência como estratégia - Apresentação

O ambiente varejista está mudando rapidamente. Novos modelos de negócio de lojas estão surgindo e, outros nem tão novos assim, estão revendo seus formatos e agregando serviços que transformam seus negócios, tendo a conveniência como estratégia.

segunda-feira, abril 13, 2015

Estratégias para um novo varejo

Com o avanço da tecnologia, os consumidores mudaram seus hábitos e adquiriram o incrível poder de determinar quando, onde e de que forma querem realizar sua compra. Nos últimos anos, essa mudança deixou o varejo de cabelo em pé. Hoje a situação é diferente. Os consumidores nunca desejaram tanto serem surpreendidos no processo de compra e os varejistas nunca tiveram tantos recursos para atingi-los desta forma.

Os varejistas têm hoje a oportunidade de controlar o poder das novas tecnologias para se tornar mais relevantes aos seus consumidores e gerar mais lucro para seus negócios. As informações sobre hábitos e preferências do consumidor estão mais apuradas e acessíveis, para serem consolidadas por meio de Big Data, ao mesmo tempo em que a oferta diferenciada pode atingir seu público em qualquer momento e em qualquer lugar, a partir da estratégia Omnichannel.

As lojas físicas têm a oportunidade de oferecer a experiência completa. Segundo dados divulgados na última NRF, em janeiro, o consumidor que utiliza meios digitais enquanto está na loja, aumenta em 40% a taxa de conversão. Este dado derruba o grande receio de que o varejo carregava nos últimos anos – o de suas lojas se tornarem apenas um showroom – isto é, o consumidor entra na loja, conhece o produto, porém compara o preço e finaliza a compra por meio digital. Por outro lado, não é somente utilizando a tecnologia no contato direto com o consumidor que as lojas físicas podem tornar-se mais poderosas. Aplicando o conhecimento adquirido nas relações digitais, as lojas físicas estão desenvolvendo novos serviços e oportunidades que dêem significado e relevância às suas iniciativas e com mais intimidade ao consumidor. Não faltam exemplos destes dois pontos de interação com o consumidor.

O conhecimento por trás da estratégia

A Bilder & De Clercq, loja holandesa que, se atuasse no Brasil seria um concorrente do Empório Santa Maria em São Paulo, utilizou o conhecimento sobre os hábitos de seus consumidores para desenvolver sua proposta de loja. A partir de uma pergunta que todos nós já nos fizemos – “O que vai ter para o jantar?”, dois holandeses desenvolveram um conceito de loja que facilita a vida dos clientes. Como todos nós estamos sem tempo para decidir ou escolher que iremos jantar, dois chefs contratados pela Bilder & De Clercq, desenvolveram 14 receitas de pratos ao mesmo tempo de apresentação sofisticada, porém simples de serem feitos. E qual a novidade? A forma de exposição. Muito bem decorada e com um ambiente extremamente acolhedor, as receitas são expostas em lindas gôndolas com os ingredientes na quantidade correta de cada receita, os temperos, o melhor vinho para acompanhar e ainda orientações sobre o modo de preparo. Simples e fácil, a partir do entendimento perfeito da necessidade do seu consumidor, a exposição dos produtos facilita a vida de quem está sem tempo para pensar no que fazer para o jantar.


A tecnologia na frente do cliente

Abusando da tecnologia na interação com seus consumidores, está a loja da Rebecca Minkoff, localizada no Soho em Nova Iorque. A partir da forte atuação da sua criadora nas redes sociais e entre as blogueiras de moda, a estratégia foi traduzir para o mundo das lojas físicas, a interação digital.

A grande inovação na loja são seus espelhos inteligentes que auxiliam o cliente na hora da compra e facilitam o suporte de vendas de seus vendedores. Em uma pequena loja, são expostas suas peças e em um grande espelho logo na entrada. Os clientes fazem um login (que automaticamente o reconhece), escolhem as peças e em qual cabine irão estar para receber as mesmas e fazer a prova – tudo com muita interatividade e facilidade.

Quando o cliente recebe as peças de roupa no provador, cada uma delas contém uma etiqueta com RFID, que automaticamente aciona o espelho inteligente da cabine. Sem sair do provador, o cliente pode solicitar pelo espelho, outro modelo ou tamanho da peça, ver outras sugestões para compor o look, mudar a cor da luz da cabine para simular outros ambientes, fotografar e compartilhar pelo próprio espelho as opções de roupas com as amigas via redes sociais, entre outras interatividades.

A experiência termina com o pagamento sendo feito com dinheiro, cartão ou via Paypal, utilizando a facilidade do meio de pagamento digital. Este é mais um exemplo de como o mundo digital está entrando no físico.



Transforme produtos e serviços em solução para seu cliente

Estes são dois modelos distintos de como o varejo físico está se transformando. Os hábitos dos consumidores estão em constante evolução, porém, mais rápido do que o varejo pode acompanhar. O segredo é antecipar o que está por vir, conhecer o seu negócio e fazer bem feito aquilo que se propõe. Para isso, o primeiro passo é olhar para dentro do sua operação, identificar os gaps e rever seus processos para desenvolver o básico bem feito. A partir do total controle do seu negócio, do conhecimento de suas virtudes e dos limites da sua operação, o uso da tecnologia será sempre ao seu favor. Seja de forma explícita como a Rebecca Minkoff ou a partir do conhecimento aplicado no modelo de negócio como a Bilder & De Clercq, a combinação de produtos e serviços é traduzido em soluções que atendem de maneira eficiente e lucrativa este consumidor globalizado.

quinta-feira, abril 09, 2015

A conveniência como estratégia

O ambiente varejista está mudando rapidamente. Novos modelos de negócio de lojas estão surgindo e, outros nem tão novos assim, estão revendo seus formatos e agregando serviços que transformam seus negócios, tendo a conveniência como estratégia.

A tecnologia que a cada dia nos facilita a vida, encurtou a distância, o tempo e o acesso ao conhecimento. Já nos tornamos seres com hábitos onde procuramos a facilidade do mundo digital em todos os lugares. As pessoas já não têm mais tempo nem paciência para serviços pessoais lentos e ineficientes. O resultado deste novo hábito tem uma resposta: conveniência. A tecnologia nos trouxe conveniência e os clientes passaram a exigir rapidez e agilidade em serviços que utilizam em qualquer relação de consumo, seja online ou em uma experiência em loja física. Com a conveniência ao seu alcance, os consumidores economizam dinheiro, ganham tempo e facilita a sua rotina.

A tecnologia não precisa estar necessariamente evidente no contato com o consumidor, porém, em muitos casos, a inteligência gerada pela relação digital é utilizada para melhorar a relação com seus consumidores no ponto de venda.

Repensar o modelo

A abertura de lojas físicas de empresas “pure players” – que atuam somente em um canal, no caso digital – é o exemplo mais evidente de como a conveniência digital pode ser aplicada no varejo físico. A abertura da loja da Google Shop em Londres, a expectativa de abertura de uma loja física da Amazon em Nova York e a inauguração Dafiti Live aqui no Brasil, são exemplos da transformação que os pontos de vendas estão passando. Na loja brasileira não existe caixa para pagar as compras. Das informações sobre o produto até a finalização da compra, tudo é feito a partir do aplicativo e a entrega feita na casa do cliente. A ampliação de contato e recursos de conveniência digital amplia os serviços das lojas físicas estimulando a experimentação, relacionamento, criando uma nova geração de lojas.



Repensar o formato

A modernização do varejo tradicional passa diretamente pela revisão de sua oferta, formatos e localização. Os hipermercados estão sendo cada vez mais rejeitados pelos consumidores, que não querem perder tempo percorrendo longos corredores ou se deslocando para as grandes lojas. Atento a este movimento, o Carrefour anunciou recentemente na França sua estratégia de avançar na abertura de lojas de proximidade, iniciada no Brasil em 2014. O grupo francês, que tem quatro lojas de até 200 metros quadrados em São Paulo, divulgou a ideia de inaugurar filiais ainda menores de 80 a 90 metros quadrados em estações de metrô no Rio de Janeiro. Segundo a análise feita pelo grupo, este formato já consolidado na França com mais de 3600 lojas, tem demanda para expandir no Brasil.

Importante destacar que não é somente uma diminuição do tamanho da loja, e sim repensar o sortimento, dar mais autonomia aos gestores das lojas, escolher produtos com melhores margens, priorizar sku’s de alto giro, além de analisar a possível canibalização de vendas dos hipermercados.


Repensar a oferta

Um mercado que movimenta cerca de R$ 5 bilhões com cerca de 6 mil lojas de conveniências está passando por uma profunda mudança no seu conceito de oferta de serviços. As novas demandas do consumidor moderno, a movimentação de grandes redes supermercadistas como descrita acima, e a estratégia de integração com os serviços de postos de gasolina – que pode até dobrar o faturamento do empreendimento - estão estimulando o repensar estratégico das lojas de conveniência. A alimentação fora de casa vem se consolidando e o foodservice hoje já representa 20% do faturamento das lojas de conveniência. O AM/PM da rede Ipiranga vem gradativamente incluindo novos serviços em suas lojas. Ao incluir uma padaria nos serviços oferecidos pela loja, a Ipiranga aposta em um dos segmentos que mais crescem no Brasil e um dos destinos mais procurados para alimentação. Ao agregar novos serviços, a empresa fortalece a marca, desenvolve o relacionamento com seus consumidores e transforma o negócio do posto de gasolina que tinha até então um commodity, o combustível, como principal destino de compra.



A tecnologia e dados a serviço da conveniência

Na última NRF Big Show, realizada em janeiro, em Nova York, o presidente do San Francisco 49ers, Paraag Marathe, apresentou o projeto do seu novo estádio, o Levi’s Stadium. O projeto de U$1.3 bilhão foi pensado em como engajar e melhorar a experiência do torcedor, desde o momento da compra à comodidade dentro do estádio. Por meio do aplicativo do estádio, os torcedores compram ingressos e tíquetes de estacionamento (sem necessidade de imprimi-los), assistem replays segundos após os lances acontecerem e o mais conveniente: compram bebidas, alimentos, camisetas ou bonés diretamente pelo aplicativo que são entregues no seu assento do estádio. Todos os dados captados pelo relacionamento com seus torcedores são utilizados para entender os hábitos e preferências e são a base para o desenvolvimento de ações de engajamento e relacionamento.




Sem dúvida que o consumidor mudou, se tornou mais exigente e novos hábitos estão mudando as relações de consumo. Para tornar seu negócio mais conveniente e como consequência mais competitivo e moderno, deve-se olhar para dentro, analisar quais serviços são complementares à sua atual oferta, identificar quais soluções seus consumidores buscam e agir rápido com consistência.

sexta-feira, março 20, 2015

Tendências de consumo e o novo varejo (NRF 2015)

Nos anos anteriores, durante o NRF Big Show falava-se da morte da loja física.
Neste ano, houve uma mudança de conceito: A loja física não vai virar um showroom.
A tecnologia empoderou o consumidor, pois agora ele pode escolher, compartilhar, pesquisar e comprar em qualquer momento e lugar.

Já sabemos que o digital influencia tráfego, conversão, tamanho do pedido e lealdade. 

Agora chegou o momento das lojas físicas utilizarem a tecnologia seu favor, usando desses recursos digitais a criar NOVOS SERVIÇOS com: 

•  Significado nas suas ações; 
•  Intimidade com seus consumidores; 
•  Relevância nas suas iniciativas. 

Através de NOVOS SERVIÇOS as lojas se transformam em: 

•  Curadoria de Lifestyle 
•  Local de Reunião de Tribos 
•  Criatividade 
•  Espaços Multifuncionais 
•  Simples e Sofisticado 

•  Entende a rotina dos clientes 

Este material é um resumo da palestra que faço sobre o que de mais importante foi apresentado em Nova Iorque neste ano durante a NRF 2015.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

NRF 2015 "Brick is the Black" - A força do varejo físico

O tema "Brick is the new black" permeou as principais discussões entre os executivos presentes em Nova Iorque. Esta foi uma das primeiras apresentações da feira e foi fundamental para o direcionamento do pensamento de todos.

A apresentação ressaltou que mesmo com a força digital e o empoderamento do consumidor, as lojas físicas estão se reinventando e fortalecendo sua importância. A partir das mudanças de comportamento dos consumidores, os verejistas tem a oportunidade de reposicionar seus negócios transformando suas lojas em um ponto estratégico de contato, relacionamento e claro, de vendas lucrativas.



Na próxima semana estarei palestrando no evento da GS&MD, Pós Big Show 2015. Dia 03 no Rio de Janeiro e no dia 05 em São Paulo irei apresentar, junto com toda equipe de consultores, o que de mais importante eu vi, escutei e presenciei na NRF e nas visitas às lojas de Nova Iorque.  Sem dúvida que este Keynote "Brick is the New Black" influenciou a todos nós.


quinta-feira, janeiro 22, 2015

NRF 2105 Apresentação do Presidente Levi's - uma das melhores desta edição

Se você perguntar a qualquer um que esteve presente nesta última NRF 2015 Big Show, para listar quais 3 apresentações mais memoráveis desta última edição, sem dúvida que a do Presidente da Levi's James Curleigh estará entre elas.
Seja pelo estilo próprio, seja pelo formato da apresentação ou pelo conteúdo e energia da apresentação. Assista e me diga.



Uma excelente apresentação com bons conceitos que merecem reflexões importantes.

Nota: apesar da grande apresentação, apesar de citar e se posicionar de igual para igual com grandes marcas como Apple, Google, Starbucks, RayBan, entre outras, a marca Levi's envelheceu. Posso dizer que o que vi de mais moderno e atual de Levi's ultimamente foi esta apresentação. Se esse vigor for traduzido para marca, será um grande passo para ela se tornar relevante e revolucionária como foi um dia.

quarta-feira, janeiro 21, 2015

NRF 2015 A importância da loja física e o impacto do digital no varejo

Um dos destaques do NRF Retail´s Big Show 2015 foi a keynote “New Digital Divide”, que aconteceu na última terça-feira (13/01), reunindo executivos da Consultoria Deloitte, JC Penny e Game Stop Corporation.
A palestra apresentou dados de uma recente pesquisa, desenvolvida pela Deloitte, sobre como o varejo está sendo impactado pelo mundo digital. Apesar da tecnologia influenciar 36% das vendas dentro das lojas, ainda existe uma grande distância entre o que os consumidores esperam do mundo digital com o que os varejista estão oferecendo.
A tecnologia influencia o tráfego nas lojas, na conversão das vendas, no tamanho do pedido e estimula a lealdade dos consumidores. Desta forma, o varejo deve desenvolver uma estratégia única e consistente que surpreenda seus clientes com uma experiência consistente em todos os pontos de contato.

Tony Bartel, presidente da Game Stop Corporation, contou a história da loja e como eles se reinventaram em um mercado altamente inovador – o mercado de games. Lembrando que este mercado sofre a influência direta da tecnologia e do perfil de consumidores da geração denominada Millenials.
Um dos aspectos mais interessantes de sua apresentação foi a afirmação de que o epicentro estratégico da Game Stop é a sua loja física. A partir do relacionamento pessoal, é estimulado o engajamento digital envolvendo um poderoso e robusto programa de relacionamento com mais de 40 milhões de participantes.

terça-feira, janeiro 20, 2015

Inovação e omniretail na loja Rebecca Minkoff em Nova Iorque

A loja da Rebecca Minkoff abusa da tecnologia na interação com seus clientes, assim como sua criadora faz com sucesso nas redes sociais e entre as blogueiras de moda reforçando sua presença no ecommerce.
A grande inovação na loja são seus espelhos inteligentes que auxiliam o cliente na hora da compra e facilitam o suporte de vendas de seus vendedores. Em uma pequena loja, são expostas suas peças e em um grande espelho logo na entrada os clientes escolhem as peças e em qual cabine irão receber fazer a prova – tudo com muita interatividade e facilidade.

Quando o cliente recebe a peça de roupa, sua etiqueta com RFID aciona o espelho inteligente da cabine. Sem sair do provador, o cliente pode solicitar pelo espelho, outro modelo ou tamanho da peça, ver outras sugestões para compor o look, mudar a cor da luz da cabine para simular outros ambientes, entre outras interatividades.
O pagamento pode ser feito com dinheiro, cartão ou via Paypal utilizando a facilidade do meio de pagamento digital. Este é mais um exemplo de como o mundo digital está entrando no físico.
*Atualmente a marca é distribuída em mais de 900 lojas em todo o mundo e tem lojas próprias em Los Angeles, Nova York, Giza e Nagoya (ambas no Japão) e em Seoul, Coréia do Sul.

Informações
Rebecca Minkoff Flagship
Endereço e Horário
96 Greene Street (Entre Prince Street e Spring Street)
NY 10012

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