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sábado, outubro 12, 2019

A transformação do setor de material de construção



Feche os olhos e imagine um setor do varejo extremamente pulverizado, com baixa integração digital, margens apertadas, carentes de gestão, com pouca eficiência operacional, sofrendo com a fragilidade econômica e confiança do consumidor. Abra os olhos e você estará dentro de uma loja de material de construção.
No início do ano, fizemos um exercício com previsões de como alguns setores do varejo se comportarão nos próximos cinco anos.  Fusões e consolidação do mercado, novos formatos, marcas próprias, reformulação do papel dos principais agentes da cadeia de produção e distribuição foram listados como tendências e movimentações do setor de material de construção.
Com o passar dos meses, as previsões estão se consolidando e em ritmo acelerado.
Fim das lojas de materiais de construção?Calma! Ainda não.
Fato é que as 140 mil lojas de material de construção do Brasil são, em sua maioria (70%), pequenos negócios e especializados. Como características principais são negócios familiares, 50% com mais de 20 anos de existência, com baixíssima digitalização, sendo um negócio fundamentado na indicação e no relacionamento pessoal do dono da loja com seus clientes.
Dramatizando ainda mais este cenário, sofrem com capital de giro limitado e falta de espaço para estoque. A ineficiência no gerenciamento de estoque impacta nos resultados e manter o fluxo de caixa equilibrado é um desafio constante.
Com a transformação acelerada dos modelos e formas de consumo, fica cada vez mais claro que esse modelo de negócio, das lojinhas de material de construção, da forma como é hoje, está com os dias contados.
Porém, em todo cenário de transformação, existem oportunidades de negócio.
Neste caso, existem claras oportunidades para toda a cadeia da Construção Civil – para as indústrias, para os distribuidores, para os home centers e até para os próprios donos de negócio.
A expansão do home center além de suas grandes lojas
Os dois principais home centers em operação no país estão se movimentando rapidamente na diversificação de canais e formatos, buscando atender o cliente cada vez mais digitalizado e que busca conveniência e níveis de serviço cada vez maiores.
A Telhanorte Tumelero anunciou recentemente seu reposicionamento, incluindo a modernização de sua marca, a transformação visual das lojas, lançamento de serviços, ampliação dos canais digitais e a inauguração de unidades de bairro. Esse novo formato de loja, mais próximo de seus clientes, tem um papel estratégico importante para sua proposta de se tornar uma plataforma de soluções e serviços para atender esse cliente cada vez mais omnicanal.
Diferente do perfil das lojas de material de construção descritas acima, a loja de bairro da Telhanorte Tumelero tem a oportunidade de integrar toda oferta de um home center, com seu amplo portfólio de produtos (40 mil itens) e serviços, por meio de integração de sistemas e do suporte do digital, como prateleira infinita e aplicativo da marca. Que loja de bairro de material de construção hoje pode oferecer soluções como essas?
Já a Leroy Merlin ampliou sua atuação no mercado ao anunciar no final do ano passado a criação de seu marketplace. A plataforma digital amplia a oferta para cerca de 100 mil itens, sendo que a logística para entrega dos produtos fica sob responsabilidade dos sellers com a garantia Leroy Merlin. As lojas da rede francesa são um benchmark no mercado de construção.
As soluções digitais estão cada vez mais maduras em suas lojas, suportando seu amplo e diversificado sortimento, apoiando a oferta de serviços complementares que vão desde instalação de pisos à colocação de molduras de quadros, passando por bricolagem e até um drive thru de materiais básicos de construção civil.
Esses movimentos dos home centers ampliam sua área de influência, que antes era restrita à atuação de suas grandes lojas e amplia a concorrência com as tradicionais lojas de material de construção.
Novo papel da indústria de construçãoMovimentos recentes das indústrias do setor mostram que a distância entre quem produz e quem consome está cada vez menor e que o apoio da indústria ao varejo é uma grande oportunidade.
A Lafarge Holcim, multinacional do cimento, trouxe seu modelo de franquias para estruturar sua atuação no varejo. A Disensa faz parte do grupo Lafarge Holcim e possui mais de 1600 lojas em oito países. Atuando na oportunidade que existe no varejo do setor de construção, a empresa oferece ao franqueado consultoria e apoio na gestão do negócio, programa de capacitação para o time de loja, orientação e definição de mix de produtos, central de negociação com indústrias e fornecedores e digitalização da operação. Não por acaso são as principais dores dos donos de lojas material de construção.
A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, também enxerga o valor de estar próximo do cliente final e hoje já conta com lojas próprias e canais digitais que além de vender aço, trazem soluções para o cliente.
O ecommerce B2C, dentre os fabricantes de aço, foi iniciativa pioneira integrando seus canais e permitindo o desenvolvimento do “Store in Store” – uma solução de venda de aço dentro de lojas de material de construção, sem necessidade de ter o estoque do produto nas lojas.  O itens saem direto de uma das 70 unidades de sua rede de distribuição própria espalhadas pelo Brasil, uma das grandes fortalezas da mutinacional.
Já o Juntos Somos Mais consolida dentro de um programa de fidelidade grandes marcas de diferentes setores, com a proposta de fortalecer o varejo da construção levando qualificação e benefícios para lojistas, vendedores e profissionais da obra. Votorantim Cimentos, Gerdau, Tigre lideram a iniciativa que inclui ainda cerca de 18 empresas. O programa tem cadastrados cerca de 55 mil lojas e 150 mil profissionais de obras.
Distribuidores da construçãoAssim como algumas indústrias já enxergaram a oportunidade de estar mais próximas do cliente final, o mesmo deve acontecer com os distribuidores. O tempo em que a demanda era alta e escondia as ineficiências da operação já passou. Hoje, a oferta dos distribuidores deve ir além dos produtos. Neste momento que estamos saindo de um forte período recessivo, as operações devem rever seu papel. Saindo de operadores logísticos e distribuidores para provedores de soluções e gestão.
As lojas de materiais de construção não precisam de mais um distribuidor de produtos. Como descrito no início deste artigo, sua necessidade passa por um apoio na gestão e na operação do seu negócio. Esse papel pode e deve ser olhado pelos distribuidores como uma grande oportunidade de fortalecer sua atuação na cadeia e gerar valor tanto para a indústria como para o varejo.
Os grandes players da cadeia da construção civil, composta por indústrias nacionais e multinacionais do cimento, aço, tintas, tubos, ferramentas, entre outros e de importantes players do varejo, tem a oportunidade de repensar seus papéis e ambições e se tornarem protagonistas da transformação de todo o setor de material de construção do país.
NOTA: A GS&Consult está imersa em projetos do setor de construção civil desde a revisão de estratégia de canais, logística até novos formatos. Apoiamos a Telhanorte Tumelero no desenvolvimento de suas lojas de bairro, anos atrás desenvolvemos o projeto de varejo da Tramontina e atualmente apoiamos indústrias do setor de construção a repensar sua distribuição e sua atuação até o varejo.
* Imagem reprodução

segunda-feira, agosto 13, 2018

Insights - Lojas que Inspiram [Beleza na Web]

Por que o case da Beleza na Web é importante para o varejo brasileiro? 

Muitas operações de varejo estão caminhando para transformar suas lojas físicas, em operações integradas com o digital. A Beleza na Web é um player que iniciou com sucesso no digital e fez sua estreia no varejo físico com esta loja em Moema. 

Com este movimento, é importante analisar qual o papel que a loja desempenha dentro da estratégia da empresa. Aqueles que olham a loja de fora podem entender que é mais uma loja de cosméticos.  Aliás, esse é o pensamento de muitos ainda: pensar a loja apenas como um ponto de vendas. 

A loja da beleza na web é um ponto de experiências com parcerias com salão de beleza, com a indústria e espaço para gravação vídeos para youtubers.  Isto é, ajuda a construir a marca e desenvolver novos serviços. 

A loja é quase uma tela da web. O projeto coloca o consumidor dentro da loja virtual, onde ele pode realizar suas compras como se estivesse no site, escolhendo por marca, produto, necessidades, categorias e itens desejados. O aplicativo Beleza na Web é mais uma ferramenta de compra. 
A venda é feita com uma plataforma única integrando o virtual com o físico. Todas as interações dentro da loja são digitais e para finalizar sua compra você tem que estar logado. Resultado disso: captação de dados e conhecimento sobre preferências de consumo. 

Por fim, a loja é um mini hub de distribuição, de onde saem produtos para serem entregues com mais agilidade para as clientes dos canais digitais. Sendo possível comprar na loja física e receber os produtos em casa, ou comprar online e retirar na loja.  

Enfim, você já parou para repensar a sua atuação no varejo? A Beleza na Web é um belo case para você conhecer. (e nós da GS&Consult podemos apoia-los no desenvolvimento da estratégia até a operação de um negócio integrado).  


segunda-feira, julho 30, 2018

A importância dos Mini Centros de Distribuição no varejo moderno

Como você encara os desafios no seu negócio?
Enquanto muitos reclamam da crise e que os negócios estão complicados, outros buscam por soluções nos seus modelos. Independente do tamanho de sua operação, é importante pensar, identificar e desenvolver alternativas. O GPA é um bom exemplo deste movimento. Entenda neste vídeo, as razões que levaram a companhia a desenvolver Minis Centros de Distribuição dentro de lojas do Extra. 

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