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terça-feira, outubro 22, 2019

Entre cliques e gôndolas, a transformação do seu negócio é imediata



A contínua evolução do varejo e a transformação do relacionamento dos consumidores com as marcas exigem uma contínua atualização das estratégias, já que os próprios fundamentos do varejo estão em constante mudança.
Se os desejos de consumo ainda permanecem como características fundamentais na relação de compra com as marcas, o famoso funil de vendas já não tem suas etapas tão bem delimitadas. A tecnologia fez uma grande bagunça em todo esse processo, promovendo uma incrível fragmentação da demanda, quebrando a jornada de consumo tradicional, desenvolvendo novos momentos de consumo e exigindo uma atuação mais flexível do varejo. Desde que o digital entrou de forma decisiva como um amplificador de soluções e de compartilhamento de experiências, houve uma explosão de oportunidades tanto para engajar uma compra como para perdê-la imediatamente.
Novas atitudes, nova proposta de loja
Neste cenário surgem novos papéis que as lojas devem desempenhar. Em poucos cliques os clientes viram experts naquilo que buscam e as visitas às lojas são cada vez mais direcionadas, práticas e rápidas. Os consumidores querem produtos e serviços disponíveis 24 horas por dia e o mais próximo possível. O tempo é um fator cada vez mais crítico e a conveniência surge como uma premissa fundamental na decisão de compra. Isso ocorre em qualquer segmento de varejo, seja no farmacêutico, material de construção, foodservice ou moda. O varejo alimentar, por exemplo, já está transformando não só seus formatos de lojas, ampliando a quantidade de pequenas unidades de bairro, como também revendo seu mix, sortimento e oferta em cada uma de suas operações.
A oportunidade digital está batendo na porta dos supermercados, porém ainda existe um grande gap e as estatísticas mostram que as lojas ainda exercem papel fundamental nas decisões de compra.
Essa nova dinâmica exige um alinhamento do digital e lojas físicas em três principais pontos:
  • Transferência de valor: quando a conveniência se torna um fator que o cliente valoriza mais do que o preço pago pelo produto. Segundo o Google, as buscas por “Entrega hoje” e “Entrega rápida” aumentaram 175% nos últimos dois anos. Dados que só reforçam que os clientes buscam por soluções rápidas, convenientes e próximas. O consumidor enxerga valor na conveniência? Se a resposta for sim, ele paga por isso!
  • Simplificação da rotina: soluções como “clique e retire” no varejo alimentar estão em amplo crescimento, assim como delivery realizado por startups de entrega associados a grandes varejistas, que transformam o varejo alimentar. O Carrefour já conta com 13 lojas operando com o “Retire de Carro” e mais que acelerar as vendas online, a modalidade de clique e retire também impulsiona as vendas das lojas físicas. Cerca de 32% das entregas resultam em uma compra adicional. Já a parceria com o Rappi, firmada no início deste ano, tem a expectativa de responder por 30% das suas vendas online até o fim de 2019*.
  • Oferta direcionada: quando a análise do “comportamento dos clientes permite tomar decisões assertivas onde concentrar seus esforços de investimento. No caso do GPA, foi possível identificar, por exemplo, que 34% dos clientes fidelizados compram alimentos de “indulgência”, como salgadinhos e sobremesas, 21% têm hábitos saudáveis e 18% têm o costume de realizar churrasco”. “E que 77% dos seus clientes utilizam o smartphone enquanto estão fazendo compras nas suas lojas. Destes, 67% acessam os aplicativos Pão de Açúcar Mais e Clube Extra para ativar ofertas personalizadas**”.
Nesse ambiente de consumo complexo e mutante, a verdade pura e simples é que a transformação de seu negócio passa por uma nova abordagem, onde pensamos o varejo como um modelo mais holístico, dinâmico e adaptável, sem atritos nos pontos de contato. O futuro do seu negócio depende de um perfeito mix de cliques e gôndolas, onde os dados do digital auxiliam na experiência das lojas numa combinação de atuação consistente, independente do canal.
(*) Fonte: Exame.com, 25/06/19
(**) Fonte: O Estado de São Paulo, 12/07/19
* Imagem reprodução

domingo, março 10, 2019

As oportunidades e desafios operacionais do Novo Varejo

Com as rápidas mudanças no varejo moderno promovidas pelos consumidores hiper conectados, abrem-se novas oportunidades e desafios para melhorar a eficiência operacional e rentabilidade do negócio do varejo.
Importante ressaltar a “eficiência do negócio do varejo” e não só “a eficiência da loja”. O Novo Varejo se caracteriza por integrar de maneira definitiva e eficiente todo o processo envolvido nas relações de consumo – passando ou não pela loja física.
Dentro deste novo momento destaco, sem a pretensão de ser uma lista completa e definitiva, as principais oportunidades e desafios do Novo Varejo:

Repensar a Loja – um Hub Logístico
Oportunidade:
Empresas que tem um amplo sortimento e que já atuam nos canais físico e digital têm a oportunidade de ampliar a conveniência para seus clientes, desenvolvendo novos serviços.
O “click&collect” ou “compra no site e retira na loja” vem se popularizando graças ao benefício tanto para o cliente como para a operação.
Desafios:
Integração de sistemas entre o digital e o físico, controle único de estoques, otimização da logística, processos e treinamento das pessoas são os grandes desafios dessa importante iniciativa.
Desafio da última milha
Oportunidade:
Um dos objetivos de repensar o papel da loja é solucionar um dos maiores entraves das operações digitais: viabilizar de maneira rentável a sua “última milha” até seu consumidor.
Desafio:
Como é possível fazer com que o produto saia de seu estoque e chegue até o cliente da maneira mais rápida, segura e rentável?
O GPA conta com uma iniciativa para os Supermercados Extra: criar mini Centros de Distribuição como parte de suas grandes lojas. O canal de hiper e supermercados vem sofrendo horrores com a preferência do consumidor por formatos mais próximos, convenientes – como as lojas de proximidade – ou com uma proposta de valor de preços mais acessíveis – como os atacados. Os mini CDs são uma boa iniciativa para rentabilizar o metro quadrado da loja, ganhar agilidade na entrega do on line e melhorar o desempenho operacional das suas operações.
Integração de dados + ferramentas de CRM + ofertas direcionadas
O consumidor moderno tem rapidamente usado o smartphone como primeira opção de tela para pesquisar e comprar. Porém, como toda interação digital, deixa um grande rastro de toda movimentação – uma verdadeira impressão digital por onde passa.
Oportunidade:
Hoje em dia, por meio de sistemas e diferentes softwares o varejo tem a facilidade de captar dados de todos os momentos de contato com seus clientes.
Desafio:
Conseguir consolidar de maneira eficiente as diferentes fontes de entrada de dados – loja, mobile, site, SAC, mídias sociais, treinar e capacitar equipes para analisarem e transformarem dados em soluções para o cliente e para operação.
Definição de sortimento a partir da inteligência de dados
Oportunidade:
Com o avanço e a maturidade da análise de dados, as operações de varejo têm a oportunidade de definir a melhor oferta de sortimento a partir das preferências de compra digitais realizadas na área de influência da loja.
Algo que a Amazon Books já faz hoje em suas operações (captando dados do digital ao entorno de suas lojas), assim como a Nike House of Innovation em Nova Iorque – que tem um piso da loja somente com os produtos mais buscados e comprados pelos nova-iorquinos nos canais digitais da marca esportiva.
Desafio:
Fazer as áreas se conversarem de maneira rápida e eficiente. E, depois disso, a operação da loja agir na mesma velocidade que o digital exige. Para isso, ter uma inteligência logística é fundamental.
Inteligência Logística
Com o avanço da automação de centros de distribuição, toda a cadeia logística é impactada.
Oportunidade:
Um CD automatizado força a melhoria de performance de quem produz e impacta diretamente a forma de abastecimento das lojas. Mudando de maneira definitiva a gestão operação da loja, a gestão de sortimento e até alterando a rotina dos gestores de cada loja abastecida.
Desafio:
Conseguir alinhar toda a cadeia produtiva, do fornecedor até a operação de loja. Um caso recente de sucesso é a Riachuelo que modernizou seu CD, inaugurou seu e-commerce cerca de apenas dois anos atrás e agora parte para um novo modelo de loja digitalizada. Um bom case para acompanhar.
Claro que ainda existem dezenas de outras oportunidades não listadas. Cada negócio de varejo tem suas “dores” e é capaz de desenvolver novas oportunidades, na mesma proporção que crescem os desafios.
Quais são as oportunidades e desafios do seu negócio no Novo Varejo?
Provoco a cada um de vocês a pensar quais oportunidades de melhoria do seu negócio surgem com o Novo Varejo e a compartilhar nos seus comentários.


Nota:
A GS&Consult é a consultoria de negócios do varejo do Grupo GS& Gouvêa de Souza. Nós apoiamos indústria e varejo para desenvolver novas oportunidades para tornar seu negócio mais eficiente e produtivo, assim com superar todas os desafios destas novas iniciativas.
*Imagem reprodução
fonte: mercado e consumo https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/02/19/as-oportunidades-e-desafios-operacionais-do-novo-varejo/

segunda-feira, julho 30, 2018

A importância dos Mini Centros de Distribuição no varejo moderno

Como você encara os desafios no seu negócio?
Enquanto muitos reclamam da crise e que os negócios estão complicados, outros buscam por soluções nos seus modelos. Independente do tamanho de sua operação, é importante pensar, identificar e desenvolver alternativas. O GPA é um bom exemplo deste movimento. Entenda neste vídeo, as razões que levaram a companhia a desenvolver Minis Centros de Distribuição dentro de lojas do Extra. 

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