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segunda-feira, fevereiro 26, 2018

Big Bang do Varejo - O Varejo Pós Canal

Depois de passar por mais essa edição da NRF Big Show, fica claro que o varejo está num ponto de inflexão. A operação atual de varejo está estruturado para atender um modelo formatado na década de 70 onde, se pensarmos de uma maneira simples, o varejo era apenas um ponto de encontro entre a demanda e a oferta.

Naquela época, os hábitos de consumo não eram alterados tão rapidamente e o ”primeiro momento da verdade” estava claro e acontecia dentro da loja. Isso se manteve “estável” durante décadas. No entanto o consumidor continuava a exigir novas demandas.

O consumidor sempre empurra o negócio do varejo para frente. A pressão sobre o papel que o varejo desempenha até então começa a aumentar, exigindo por customização, personalização, transparência e conveniência.
Até que a tecnologia fez uma grande bagunça em todo esse modelo, permitindo uma incrível fragmentação da demanda, quebrando a jornada de consumo tradicional, desenvolvendo novos momentos de consumo, exigindo uma atuação do varejo se adaptando ao meio em que está.

O novo papel do varejo, é desenvolver uma atuação com muita agilidade e conhecimento sobre o consumidor, ampliando sua atuação diferente do que foi até hoje. Uma estratégia tão ampla quanto fragmentada, sem pensar em um canal e sim, em um negócio do varejo Pós Canal.

Três “big players” do varejo global, estão dando claro sinais para o novo caminho que o varejo está seguindo. O caminho de integração total do físico com o digital, incluindo operação e inteligência de dados.

WALMART
Chega um momento que o maior varejista do mundo tem que se movimentar. Com faturamento de US$485,8 bilhões em 2017, o Walmart acabou de unir suas operações digitais com o físico e está desenvolvendo novos modelos como o pick up in store, hoje presente em mais de 500 lojas nos EUA e com previsão de mais 600 nos próximos meses. “As aquisições mais recentes de Walmart, incluindo o operador pure player com e, posteriormente, de Bonobos ou ShoeBuy, nos Estados Unidos, mostram que esse será um dos caminhos a ser considerado para ampliar sua participação de mercado e incorporar melhores práticas no digital.”, citando uma parte do artigo de Marcos Gouvêa de Souza. Um gigante do varejo físico se integrando ao digital, ao mesmo tempo que um gigante digital está indo para o físico.

AMAZON
A Amazon tem uma muito bem sucediada experiência com Amazon Books. Um livraria física (quanta ironia) onde toda a loja é baseada em dados coletados pela operação digital, desde o sortimento em exposição, o visual merchandising, até o preço dinâmico e os benefícios para seus clientes fiéis (Prime). Essa talvez seja um dos melhores exemplos na América na utilização da análise de dados digitais aplicada no varejo físico. A Amazon ainda está com apetite de novas aquisições pós Whole Foods, e abriu a Amazon Go para o “grande público” ontem (22 de janeiro), que até então estava restrita a seus funcionários. Com operações físicas, além de aplicar seus conhecimentos do mundo digital, aprende como gerir seu negócio através da pessoas no ponto de venda.

ALIBABA
Apesar do valor de mercado da Amazon superar a soma dos principais varejistas tradicionais, ela não está só. Durante a NRF, a apresentação do Alibaba nos trouxe números impressionantes, inclusive sua atuação no varejo físico. Só para ter uma referencia do tamanho de sua operação, somente no dia 11/11, o Dia dos Solteiros que eles inventaram, foi vendido US$25.3 bilhões. Isso é mais que todo o volume transacionado no ecommerce brasileiro em todo 2017. O Hema Market, um supermercado que marca a entrada do Alibaba no varejo físico desconstruiu a jornada de compra tradicional. Todo o processo de compra é apoiado pelo aplicativo do Alibaba, estando você na loja (facilitando o processo de checkout), ou a caminho da loja (pick up) ou em casa (delivery de comida pronta).

Qual é o seu nível de “Pós Canalidade”?
Neste cenário, fica evidente a fragmentação da demanda e o novo papel que o varejo deve desempenhar. Valorizando as experiências nas lojas físicas e provendo facilidade e conveniência no meio digital. É tempo para uma nova abordagem e de pensarmos o varejo como um modelo mais dinâmico e adaptável, sem distinções de canais.

Muitos que passam por grandes eventos como a NRF, onde fica mais evidente as tendências e melhores práticas globais, podem sair do evento com o sentimento que suas operações estão atrasadas em relação ao mercado ou que toda aquele conteúdo apresentado está distante da sua realidade.


O primeiro passo a ser dado é olhar para sua história, sua cultura e sua estratégia. Mapear qual o movimento inicial que faz sentido para seu negócio e quais são os próximos passos a serem dados. Identificar a realidade do seu negócio e onde se quer chegar é fundamental para acalmar essa ansiedade e colocar as iniciativas alinhadas com toda a empresa. A partir do momento que o cenário é mapeado fica mais fácil entender qual é o “pós canal” da sua empresa.

sexta-feira, março 11, 2016

Especial Estratégia de Canais - Farmácias

Este é o último post sobre estratégia de canais. Veja todos aqui.

Farmácias
A legislação brasileira talvez seja o maior entrave para que este canal se torne uma solução completa para o varejo. Segundo uma pesquisa desenvolvida pelo mercado farmacêutico (IQTC), 31% dos consumidores pesquisados enxergam as farmácias como um minimercado, 25% como uma loja de conveniência e 28% como uma loja de cosméticos. 
Existe uma grande oportunidade de desenvolvimento deste canal,  hoje liderado pela busca natural por medicamentos e produtos de higiene e beleza. Algumas redes, de forma pontual, estão experimentando a inclusão de produtos alimentares que atendem a exigência da regulamentação vigente.
O benchmarking americano, onde não existe essa barreira, com lojas de um sortimento e nível de serviço muito próximos de uma loja de conveniência,  a capilaridade que já possuem e a força que esse canal já tem no digital são a fortaleza para seu crescimento.

Entender o perfil e os caminhos de transformação que cada canal está seguindo é fundamental para a estratégia de qualquer indústria que atua no varejo. Assim como ser ágil (entenda o Conceito de Varejo Ágil) em adequar o formato das lojas, melhorar seus processos, rever o sortimento e a estratégia de preço é fundamental para o varejo permanecer competitivo e atender melhor seu shopper.


quinta-feira, março 10, 2016

Especial Estratégia de Canais - Lojas de Conveniência

Esta é uma séria de artigos que desenvolvi envolvendo as mudanças de comportamento do consumidor que impactam na estratégia de canais. 
Separei cada post por canal. Este é sobre Lojas de Conveniência. 
Amanhã será sobre Farmácias.
Veja todos aqui.
A busca pela conveniência, aliada ao equilíbrio do preço cobrado, está impactando diretamente as características dos canais tradicionais do varejo. Você conhece o novo atacado? Como os hipermercados estão reagindo a esse movimento? O que são as lojas de proximidade? As lojas de conveniência não são mais as mesmas e você precisa entender no que elas se transformaram. Quais as oportunidades das farmácias no novo varejo?

Lojas de Conveniência
Ir ao posto para abastecer e aproveitar para comprar bebida e cigarro. Esse era o perfil das lojas de conveniência até pouco tempo atrás. Hoje talvez seja o período de maior transformação desse canal. Apesar dos preços mais altos, as lojas de conveniência estão se tornando a principal solução como um facilitador de compra, com um bom nível de serviço.
No final do ano passado, quando participei da última NAC’s Show (maior feira de lojas de conveniência e postos de combustíveis do mundo) essa tendência ficou clara. Não só no exterior, mas também no mercado brasileiro, as lojas mais modernas ampliaram os serviços oferecidos e contam com padarias, área de produtos frescos e saudáveis (FLV), refeições feitas na hora, farmácias e o shopper pode até abastecer o carro.
A ampla capilaridade e o hábito de ir até o posto de combustível complementam as fortalezas desse canal aqui no Brasil. Um posto de combustível que tem uma loja de conveniência junto do seu negócio, fatura em média de 20% a mais de combustível. Em países onde o varejo é mais desenvolvido, as lojas de conveniência conseguem atuar independente do posto de combustível, se aproximando das características de uma loja de proximidade.



quarta-feira, março 09, 2016

Especial Estratégia de Canais - Lojas de Proximidade

Esta é uma séria de artigos que desenvolvi envolvendo as mudanças de comportamento do consumidor que impactam na estratégia de canais. 
Separei cada post por canal. Este é sobre Lojas de Proximidade.
Amanhã será sobre Lojas de Conveniência.
 Veja todos aqui.
A busca pela conveniência, aliada ao equilíbrio do preço cobrado, está impactando diretamente as características dos canais tradicionais do varejo. Você conhece o novo atacado? Como os hipermercados estão reagindo a esse movimento? O que são as lojas de proximidade? As lojas de conveniência não são mais as mesmas e você precisa entender no que elas se transformaram. Quais as oportunidades das farmácias no novo varejo?
Lojas de Proximidade (ou de vizinhança)
As grandes empresas proprietárias de redes de hipermercado não estão paradas. Sabendo da dificuldade de mobilidade urbana, aliada à busca pela conveniência, redes como Carrefour e CBD estão investindo pesado no desenvolvimento das lojas de proximidade, ou as chamadas lojas de vizinhança. São lojas menores que um supermercado, que concorrem diretamente com a lojinha de bairro, com a vantagem de ter suas compras centralizadas e com todo o know how do grande varejo. 
Atenta a esse movimento, a rede Dia% anunciou a expansão de mais de 250 lojas e a inclusão de novos serviços como açougue, frios fatiados e pão fresco.
As lojas de proximidade têm um sortimento adequado à área de influência da loja e uma quantidade restrita de funcionários por loja, o que facilita o treinamento, melhorando o nível de serviço oferecido.
Como fica mais conveniente para o shopper encontrar o que procura, como o nível de atendimento, é melhor que um auto-serviço: o cliente se permite pagar mais por esse serviço.

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