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quarta-feira, maio 02, 2018

Whole Foods - O propósito através das pessoas



O Whole Foods é um dos melhores exemplos de negócios que coloca seu Propósito em prática principalmente através das pessoas. Conheçam a história da Tina, colaboradora do Whole Foods há 16 anos que tem uma história de vida diretamente ligada à empresa.
A companhia a ajudou em um dos momentos mais difíceis de sua vida, quando estava com
câncer e foi declarada pelos médicos incapaz de seguir com seu trabalho como atendente de um banco, pois já não conseguia levantar bandejas.
Tina era cliente da rede, queria consumir alimentos mais saudáveis, sem pesticidas e antibióticos. Mas, aos poucos, ficou apaixonada pelo ambiente alegre e espontâneo da loja e resolveu tentar uma vaga de emprego. Foi logo contratada, começando a trabalhar com a demonstração de produtos, função que voltou a exercer hoje.
A funcionária contou sobre a paixão e admiração que sente pela rede. “Sou muito apaixonada por essa empresa, por como eles se importam com a qualidade da comida. Nosso CEO, John Mackey, é super comprometido com o meio ambiente, com as pessoas, temos nossa fundação Whole Planet, que ajuda a diminuir a fome no mundo e o sofrimento das pessoas”.
Uma lição que podemos aprender com a Whole Foods é a preocupação em ter e manter um time, pessoas que sejam apaixonadas pelo lugar que trabalham e pelo que fazem. Esse foco nas pessoas é um belo exemplo.

terça-feira, outubro 31, 2017

Sete lições do LATAM Retail Show


Quando participamos de um evento com a dimensão do LATAM Retail Show, temos a oportunidade de captar o sentimento de diferentes segmentos do mercado, do consumo e, em especial, do varejo.
Se fosse resumir em uma palavra o sentimento de quem participou do evento seria: confiança e trabalho duro. Como não é possível sintetizar o conteúdo, as inspirações, os debates e a energia positiva para a retomada do Brasil que todos nós sentimos ao participar do evento, fiz essa lista (incompleta) das sete lições que tiramos do evento. Confira:

1) Líderes empresariais e suas equipes devem estar dispostos e disponíveis para a transformação

Os líderes que passaram pelo evento deixaram uma mensagem clara de FORÇA e OBSTINAÇÃO pela retomada do Brasil e que, para isso acontecer, muita coisa tem que ser feita.

2) Fortalecer sua cultura empresarial

CULTURA é um capítulo a parte nessa história. Exemplos de novas empresas que já nascem com um posicionamento moderno e integrado, conseguem ter a agilidade, flexibilidade e rapidez que o mercado precisa hoje. O tempo e velocidade no varejo são fatores críticos de sucesso.
Grandes corporações que enxergam tardiamente essa necessidade de ajustes podem não conseguir se movimentar tão rapidamente em função dos seu tamanho, estrutura e, justamente, por resistências culturais. Porém, vimos exemplos de empresas como Magazine Luiza, Renner, Riachuelo e Vivo, entre outras gigantes do varejo brasileiro, estão se movimentando para construir algo mais forte que uma relação puramente comercial com seus clientes.

3) Obsessão pelo Omniconsumidor

Em visita ao Uber Eats, durante as visitas técnicas, ouvimos essa expressão que sintetiza a postura de uma empresa responsável pela quebra de muitos paradigmas da nossa vida moderna.
A visão de negócio, seja ele qual for, quando moldada a partir do seu CONSUMIDOR, se mostra mais forte, consistente e proprietária. A análise de dados de comportamento é ferramenta fundamental das estratégias de empresas modernas.
Quando entende-se a real necessidade do cliente, desenvolve-se uma relação mais pessoal, próxima e personalizada.
Ao colocar o cliente no centro do desenvolvimento das estratégias, surgem ideias mais fortes, sem o receio de questionar o status quo. A real inovação é a centralidade no cliente.

4) Propósito

Na era da informação abundante, transmitir os atributos racionais de uma marca é o que menos importa. Os consumidores precisam entender a razão de existir da marca e buscam por mais significado na relação com as marcas. O PROPÓSITO é o principal motivador de escolha das pessoas pois, definitivamente, produtos não estão sendo suficientes. As empresas devem estabelecer a conexão emocional na vida das pessoas.

5) As nossas pessoas

As pessoas se sentem pior em relação a seus empregos hoje do que em qualquer outro momento da história e a força de trabalho é a força vital de qualquer organização. Todos nós queremos trabalhar em um lugar construído por algo mais elevado, e os funcionários estão passando a valorizar empresas que trazem seu propósito como a força por trás de tudo e que reflita de maneira transparente e consistente seus VALORES.

6) Globalização

A VELOCIDADE de aprendizado e adaptação que o consumidor moderno tem hoje, nos faz sentir que o mundo encolheu de tamanho. “Para ser disruptivo, acompanhe outra indústria”. Não olhe somente para seu umbigo. Utilizar benchmarks nacionais ou até internacionais funciona como uma forma eficiente de abrir a cabeça e tentar diminuir a resistência cultural de inovação da sua empresa. “Olhe para fora e copie o que existe de melhor”, como bem disse Abílio Diniz.

7) Olhar para dentro sem deixar de olhar pra fora

Ajustar suas operações para a DIMENSÃO correta do seu negócio. Isso pode significar fechar lojas deficitárias, remodelar lojas que não performam bem ou rever processos para melhoria de eficiência operacional. Se você ainda não se mexeu, está atrasado. Como disse Abílio Diniz, “Ou se ajustou ou ficou pelo caminho.”

BÔNUS! Não poderia deixar de fora da lista dois pontos importantes:

Integração entre canais
As marcas cada vez mais próximas do consumidor, promovendo o acesso do consumidor diretamente com as marcas, desintermediando processos, etapas e estreitando as relações.
Novos formatos e soluções de produtos e serviços
Ao incorporar serviços nas suas ofertas, aumenta sua diferenciação e quanto mais maduro um mercado, maior a participação do setor de serviços na sua oferta.
Publicado Originalmente na Mercado e Consumo http://www.mercadoeconsumo.com.br/2017/09/19/sete-licoes-do-latam-retail-show/

segunda-feira, agosto 28, 2017

O propósito da marca e a conexão com os nativos digitais.

“Não me venha falar de propósito em um momento que, antes de qualquer coisa, meu negócio precisa de soluções em produtividade, rentabilidade e atendimento. Buscar o propósito do negócio é extremamente teórico e intangível. É mais uma palavra da moda!”
Se você pensou assim, é melhor ler este artigo!
Facilidade de acesso e abundância de informações, tecnologia integrada nas nossas rotinas e uma nova geração inteiramente nativa digitalmente, são alguns dos vetores que caracterizam o momento de enorme transição de comportamento e hábitos que estamos vivendo. Vetores estes que impactam tanto nas nossas atitudes com o próximo, alterando como e de que forma desejamos consumir, e nas nossas relações com marcas e produtos.
O consumidor quer mais significado na relação com as marcas. Por que sua marca existe? Qual a diferença que seu negócio está fazendo no mundo? Temos que dar um motivo para o consumidor considerar sua marca ou, mais, por que o consumidor deve comprar de você?
A resposta correta não inclui apenas benefícios funcionais. Definitivamente, produtos não estão sendo suficientes. Qual conexão emocional sua marca ou seu negócio tem na vida das pessoas? A resposta para essas perguntas é somente uma: propósito.
O propósito é atemporal, não deve ser alterado com o tempo. Diferente da estratégia, que pode e deve mudar para adaptar-se ao mercado. Quando desenhamos uma estratégia, pensamos no “quem”, “o que”, “onde”, “como” e o “por que”.
Pense no seu negócio e reflita. Todos esses pontos se transformam, exceto o “por que”. O “por que” é o propósito. Não faz sentido falar sobre estratégia quando ainda não foi identificado o seu propósito.
O propósito é a sua razão de ser que vai além do lucro. E, por incrível que pareça, o resultado é quase sempre fazer mais dinheiro que o planejado.
O Google é a segunda marca mais valiosa do planeta (US$ 101.8 Bi) e tem como propósito “organizar as informações do mundo todo e torná-las universalmente acessíveis e úteis”. O Whole Foods, rede de supermercados de comidas naturais e orgânicas, cujos principais fornecedores são pequenos produtores e fornecedores locais, tem como propósito “melhorar a saúde das pessoas, do ecossistema e do planeta”. Muita balela? Não me parece que a Amazon despejou US$ 13,7 Bi para comprar o Whole Foods por acreditar em balelas.
Estamos todos nos tornando mais céticos às mensagens publicitárias e as empresas devem buscar por novos modos de pensar e trabalhar para criar marcas mais próximas, sinceras e com significado real para quem as consome. Tornando assim o negócio mais flexível, sustentável e duradouro.
Muitas marcas tentam, a todo custo, criar conversas com seus consumidores em assuntos em que elas não construíram credibilidade para isso. Recentemente, executivos da Diageo (detentora das marcas Guinness, Johnny Walker, Smirnoff, entre outras) apresentaram no Festival Publicitário de Cannes, como aprenderam com fracassos ao tentar uma abordagem que se distanciava das suas raízes e sem conexão emocional com seus consumidores. Para aprender, olharam para a essência de suas marcas, buscaram o propósito e criaram campanhas vencedoras. 
Propósito, liderança e os funcionários
Sempre que encontro uma amiga, diretora de contas de uma das maiores agências de publicidade do país, e pergunto “como estão as coisas no trabalho”, ela nitidamente murcha e fala de forma pouco convincente: “tudo bem”.
As pessoas se sentem piores em relação a seus empregos hoje do que em qualquer outro momento da história e a força de trabalho é a força vital de qualquer organização. Todos nós queremos trabalhar em um lugar construído por algo mais elevado e os funcionários estão passando a valorizar empresas que trazem o propósito como a força por trás de tudo e que reflita seus valores.
O propósito entusiasma por ter um significado mais forte. Temos todos que buscar uma versão mais verdadeira e moderna de nós mesmos e dos nossos negócios.
As lideranças empresariais devem ser o exemplo ao colocar o Propósito em prática, sendo os principais disseminadores da cultura. O termo “walk the talk” nunca foi tão pertinente. Exemplo pelas ações e não somente pelo discurso. Estamos todos cansados de discursos vazios.
A comunicação e o diálogo transparente, de maneira consciente e intencional com todos os stakeholders, cumpre um papel fundamental na disseminação e fortalecimento do propósito.
Propósito Pessoal
Cito em minhas palestras a passagem do livro Thrive, da Arianna Huffington, co-fundadora do site de notícias The Huffington Post: “Coloque a máscara de oxigênio primeiro em você. Quanto melhor as pessoas cuidarem de si mesmas, mais efetivo será o cuidado com os outros, incluindo suas famílias, seus colegas de trabalho, sua comunidade e seus cidadãos”.
Nesse turbilhão de notícias e acontecimentos nada éticos que estamos passando no Brasil, temas como Propósito, Cultura e Valores veem na minha cabeça com mais força e me fazem questionar e refletir qual o meu papel nisso tudo e o qual será o meu legado?
Meu propósito profissional é ajudar pessoas, empresas e negócios a se perpetuarem através do pensamento, de estratégias e de ações inovadoras. Quero transformar ideias em ações. Quero ganhar a vida pensando, trabalhando com paixão e autorrealização.
E o seu? Qual seu propósito?
(*) Alexandre van Beeck é sócio-diretor da GS&Consult, consultoria especializada em varejo, relações de consumo, marketing e canais de distribuição do Grupo GS& Gouvêa de Souza.
Publicado originalmente no Proxxima
http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2017/07/10/o-proposito-da-marca-e-a-conexao-com-os-nativos-digitais.html

segunda-feira, maio 15, 2017

De dentro para fora. De cima para baixo.

Nos últimos anos, ouvimos muito sobre o impacto que os novos hábitos de consumo poderiam gerar no varejo e nas relações de consumo. Pois bem, a mudança é radical, está acontecendo agora e rapidamente. O ambiente já é diferente do que era há 10 ou 5 anos atrás e o resultado dos negócios depende totalmente da habilidade de combinar suas iniciativas com o que é exigido pelas particularidades do momento atual. Você e sua empresa estão preparados para isso?
A grande questão é que nenhum indivíduo, ou empresa, por mais bem sucedido que seja, consegue se ajustar facilmente a mudanças radicais. Ao alcançarmos sucesso durante um período, nos agarramos ao modelo e o passado transforma-se em uma “regra de ouro”, cegando e ofuscando as necessidades de transformação do presente. A mudança motivada pelo consumidor, iniciou fora das corporações, através de novas formas e desejo de consumo e hoje impacta diretamente as estratégias das empresas. Faz-se necessário que as empresas mudem sua forma de atuar com um movimento de dentro para fora e de cima para baixo.
“Quanto menos você se apegar a fórmulas fixas, maior será sua capacidade de adaptar o pensamento às circunstâncias do momento e mais eficaz e realista serão suas respostas a essas circunstâncias.“ – trecho do livro Poder e Manipulação, Jacob Petry.
O modelo focado exclusivamente em resultados financeiros de curto prazo transforma não só o ambiente interno das empresas extremamente competitivo (e improdutivo) e o mercado passa a ser nivelado por baixo, com pouca diferenciação de oferta. Neste cenário, o Propósito de cada empresa e as Pessoas que fazem parte desta história, são fundamentais para um novo momento de consumo que estamos passando. Um momento onde a relação comercial passa a ter outro significado e a conexão emocional com o cliente é mais poderoso que apenas conectar-se com ele em um nível racional.
Muitos céticos podem acreditar que, ao estabelecer uma relação baseada nos valores e propósito, não terão resultados financeiros sustentáveis. Porém, quando um consumidor sente-se emocionalmente ligado a um serviço ou marca, ele tende a compra mais, pagar mais caro, voltar com mais frequência, recomendar para os amigos e como consequência, melhora a margem de lucro da empresa.  
Disney, Harley Davidson, Apple, Patagônia são exemplos de diferentes segmentos de negócio que buscam a diferenciação em uma relação mais profunda com seus consumidores.
A arquitetura de serviços desenvolvida pela Disney é concebida sobre “um Propósito Comum e estruturada para garantir uma prestação de serviços excepcional em todos os pontos de contato.” Sem abrir mão de uma cultura de inovação contínua, com líderes intencionalmente alinhados em torno dos valores da empresa. Esses líderes constroem a promessa de marca e a cultura da empresa é formada a partir de como as pessoas se comportam. Isto é, um círculo virtuoso em busca da excelência.
O melhor caminho para enfrentarmos essas mudanças é criarmos “a habilidade de nos adaptarmos ao imprevisível assim que ele se manifestar”, sem perder o foco da sua essência, seu propósito e valorizando, de fato, os indivíduos que fazem parte de todo este processo.
Este artigo foi inspirado em diferentes leituras de livros como Poder e Manipulação de Jacob Petry com lições extraídas de O Príncipe de Maquiavel, Thrive de Arianna Huffington, palestras e treinamentos sobre Liderança e Engajamento que assisti e participei nos últimos meses.
Entre em contato se você quiser conversar mais sobre esse assunto, o artigo é apenas o começo desta conversa. 

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