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quinta-feira, maio 03, 2018

Pilot Flying J - um dos melhores Postos de Rodovia dos Estados Unidos



Há pouco tempo eu escrevi sobre a transformação que os postos de combustíveis estão passando para se tornarem cada vez mais centros de conveniência – e você pode reler este artigo AQUI.
Agora, apresento a você a Pilot Flying J, uma empresa norte-americana, líder do mercado, com uma rede de 750 postos nos Estados Unidos e um faturamento de 20 bilhões de dólares.
A rede emprega 27 mil pessoas e é exemplo de solução e serviços, atendendo desde consumidores-finais, como eu e você que precisam fazer uma parada no posto durante uma viagem, até os caminhoneiros – estes, sim, público-alvo da rede -, com serviços, manutenção e abastecimento específicos para eles.
Recentemente, eu tive a oportunidade de visitar um dos postos da rede, na Flórida (EUA) e conhecer todos os bastidores da loja, que vai além do modelo de loja de conveniência que conhecemos por aqui.
Para você ter uma ideia, este único posto vende 6 milhões de litros de combustíveis por mês, gerando uma receita mensal em torno de  4,5 milhões de dólares. E só a loja de conveniência fatura estimados 1 milhão de dólares por mês.
Eles também possuem um programa de relacionamento muito forte, com benefícios para os caminhoneiros, oferecendo comodidades como uma área de vestiário com chuveiros, lavanderia e estacionamento, enfim, conveniências que o caminhoneiro, que praticamente mora na estrada, precisa. Para isso, a empresa investiu 49 milhões de dólares para reformar suas instalações.
Esse modelo é um excelente exemplo para os negócios aqui no Brasil, de que não é só  da venda de combustíveis, um produto comoditizado e que está cada vez mais com a margem apertada, que se mantém um posto. A conveniência ajuda a trazer faturamento para a loja, além de diferenciar e criar um serviço adicional.
Ou seja, uma excelente forma de repensar o seu negócio.
Nota: esta análise faz parte do Glimpse Retail, metodologia de análise de varejo da GS&Consult. A partir da análise de benchmarks internacionais e tendências de consumo, buscamos por inspirações para repensar o seu negócio e implementamos inovações que fortalecem o seu negócio.

terça-feira, outubro 31, 2017

Sete lições do LATAM Retail Show


Quando participamos de um evento com a dimensão do LATAM Retail Show, temos a oportunidade de captar o sentimento de diferentes segmentos do mercado, do consumo e, em especial, do varejo.
Se fosse resumir em uma palavra o sentimento de quem participou do evento seria: confiança e trabalho duro. Como não é possível sintetizar o conteúdo, as inspirações, os debates e a energia positiva para a retomada do Brasil que todos nós sentimos ao participar do evento, fiz essa lista (incompleta) das sete lições que tiramos do evento. Confira:

1) Líderes empresariais e suas equipes devem estar dispostos e disponíveis para a transformação

Os líderes que passaram pelo evento deixaram uma mensagem clara de FORÇA e OBSTINAÇÃO pela retomada do Brasil e que, para isso acontecer, muita coisa tem que ser feita.

2) Fortalecer sua cultura empresarial

CULTURA é um capítulo a parte nessa história. Exemplos de novas empresas que já nascem com um posicionamento moderno e integrado, conseguem ter a agilidade, flexibilidade e rapidez que o mercado precisa hoje. O tempo e velocidade no varejo são fatores críticos de sucesso.
Grandes corporações que enxergam tardiamente essa necessidade de ajustes podem não conseguir se movimentar tão rapidamente em função dos seu tamanho, estrutura e, justamente, por resistências culturais. Porém, vimos exemplos de empresas como Magazine Luiza, Renner, Riachuelo e Vivo, entre outras gigantes do varejo brasileiro, estão se movimentando para construir algo mais forte que uma relação puramente comercial com seus clientes.

3) Obsessão pelo Omniconsumidor

Em visita ao Uber Eats, durante as visitas técnicas, ouvimos essa expressão que sintetiza a postura de uma empresa responsável pela quebra de muitos paradigmas da nossa vida moderna.
A visão de negócio, seja ele qual for, quando moldada a partir do seu CONSUMIDOR, se mostra mais forte, consistente e proprietária. A análise de dados de comportamento é ferramenta fundamental das estratégias de empresas modernas.
Quando entende-se a real necessidade do cliente, desenvolve-se uma relação mais pessoal, próxima e personalizada.
Ao colocar o cliente no centro do desenvolvimento das estratégias, surgem ideias mais fortes, sem o receio de questionar o status quo. A real inovação é a centralidade no cliente.

4) Propósito

Na era da informação abundante, transmitir os atributos racionais de uma marca é o que menos importa. Os consumidores precisam entender a razão de existir da marca e buscam por mais significado na relação com as marcas. O PROPÓSITO é o principal motivador de escolha das pessoas pois, definitivamente, produtos não estão sendo suficientes. As empresas devem estabelecer a conexão emocional na vida das pessoas.

5) As nossas pessoas

As pessoas se sentem pior em relação a seus empregos hoje do que em qualquer outro momento da história e a força de trabalho é a força vital de qualquer organização. Todos nós queremos trabalhar em um lugar construído por algo mais elevado, e os funcionários estão passando a valorizar empresas que trazem seu propósito como a força por trás de tudo e que reflita de maneira transparente e consistente seus VALORES.

6) Globalização

A VELOCIDADE de aprendizado e adaptação que o consumidor moderno tem hoje, nos faz sentir que o mundo encolheu de tamanho. “Para ser disruptivo, acompanhe outra indústria”. Não olhe somente para seu umbigo. Utilizar benchmarks nacionais ou até internacionais funciona como uma forma eficiente de abrir a cabeça e tentar diminuir a resistência cultural de inovação da sua empresa. “Olhe para fora e copie o que existe de melhor”, como bem disse Abílio Diniz.

7) Olhar para dentro sem deixar de olhar pra fora

Ajustar suas operações para a DIMENSÃO correta do seu negócio. Isso pode significar fechar lojas deficitárias, remodelar lojas que não performam bem ou rever processos para melhoria de eficiência operacional. Se você ainda não se mexeu, está atrasado. Como disse Abílio Diniz, “Ou se ajustou ou ficou pelo caminho.”

BÔNUS! Não poderia deixar de fora da lista dois pontos importantes:

Integração entre canais
As marcas cada vez mais próximas do consumidor, promovendo o acesso do consumidor diretamente com as marcas, desintermediando processos, etapas e estreitando as relações.
Novos formatos e soluções de produtos e serviços
Ao incorporar serviços nas suas ofertas, aumenta sua diferenciação e quanto mais maduro um mercado, maior a participação do setor de serviços na sua oferta.
Publicado Originalmente na Mercado e Consumo http://www.mercadoeconsumo.com.br/2017/09/19/sete-licoes-do-latam-retail-show/

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