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segunda-feira, agosto 28, 2017

O propósito da marca e a conexão com os nativos digitais.

“Não me venha falar de propósito em um momento que, antes de qualquer coisa, meu negócio precisa de soluções em produtividade, rentabilidade e atendimento. Buscar o propósito do negócio é extremamente teórico e intangível. É mais uma palavra da moda!”
Se você pensou assim, é melhor ler este artigo!
Facilidade de acesso e abundância de informações, tecnologia integrada nas nossas rotinas e uma nova geração inteiramente nativa digitalmente, são alguns dos vetores que caracterizam o momento de enorme transição de comportamento e hábitos que estamos vivendo. Vetores estes que impactam tanto nas nossas atitudes com o próximo, alterando como e de que forma desejamos consumir, e nas nossas relações com marcas e produtos.
O consumidor quer mais significado na relação com as marcas. Por que sua marca existe? Qual a diferença que seu negócio está fazendo no mundo? Temos que dar um motivo para o consumidor considerar sua marca ou, mais, por que o consumidor deve comprar de você?
A resposta correta não inclui apenas benefícios funcionais. Definitivamente, produtos não estão sendo suficientes. Qual conexão emocional sua marca ou seu negócio tem na vida das pessoas? A resposta para essas perguntas é somente uma: propósito.
O propósito é atemporal, não deve ser alterado com o tempo. Diferente da estratégia, que pode e deve mudar para adaptar-se ao mercado. Quando desenhamos uma estratégia, pensamos no “quem”, “o que”, “onde”, “como” e o “por que”.
Pense no seu negócio e reflita. Todos esses pontos se transformam, exceto o “por que”. O “por que” é o propósito. Não faz sentido falar sobre estratégia quando ainda não foi identificado o seu propósito.
O propósito é a sua razão de ser que vai além do lucro. E, por incrível que pareça, o resultado é quase sempre fazer mais dinheiro que o planejado.
O Google é a segunda marca mais valiosa do planeta (US$ 101.8 Bi) e tem como propósito “organizar as informações do mundo todo e torná-las universalmente acessíveis e úteis”. O Whole Foods, rede de supermercados de comidas naturais e orgânicas, cujos principais fornecedores são pequenos produtores e fornecedores locais, tem como propósito “melhorar a saúde das pessoas, do ecossistema e do planeta”. Muita balela? Não me parece que a Amazon despejou US$ 13,7 Bi para comprar o Whole Foods por acreditar em balelas.
Estamos todos nos tornando mais céticos às mensagens publicitárias e as empresas devem buscar por novos modos de pensar e trabalhar para criar marcas mais próximas, sinceras e com significado real para quem as consome. Tornando assim o negócio mais flexível, sustentável e duradouro.
Muitas marcas tentam, a todo custo, criar conversas com seus consumidores em assuntos em que elas não construíram credibilidade para isso. Recentemente, executivos da Diageo (detentora das marcas Guinness, Johnny Walker, Smirnoff, entre outras) apresentaram no Festival Publicitário de Cannes, como aprenderam com fracassos ao tentar uma abordagem que se distanciava das suas raízes e sem conexão emocional com seus consumidores. Para aprender, olharam para a essência de suas marcas, buscaram o propósito e criaram campanhas vencedoras. 
Propósito, liderança e os funcionários
Sempre que encontro uma amiga, diretora de contas de uma das maiores agências de publicidade do país, e pergunto “como estão as coisas no trabalho”, ela nitidamente murcha e fala de forma pouco convincente: “tudo bem”.
As pessoas se sentem piores em relação a seus empregos hoje do que em qualquer outro momento da história e a força de trabalho é a força vital de qualquer organização. Todos nós queremos trabalhar em um lugar construído por algo mais elevado e os funcionários estão passando a valorizar empresas que trazem o propósito como a força por trás de tudo e que reflita seus valores.
O propósito entusiasma por ter um significado mais forte. Temos todos que buscar uma versão mais verdadeira e moderna de nós mesmos e dos nossos negócios.
As lideranças empresariais devem ser o exemplo ao colocar o Propósito em prática, sendo os principais disseminadores da cultura. O termo “walk the talk” nunca foi tão pertinente. Exemplo pelas ações e não somente pelo discurso. Estamos todos cansados de discursos vazios.
A comunicação e o diálogo transparente, de maneira consciente e intencional com todos os stakeholders, cumpre um papel fundamental na disseminação e fortalecimento do propósito.
Propósito Pessoal
Cito em minhas palestras a passagem do livro Thrive, da Arianna Huffington, co-fundadora do site de notícias The Huffington Post: “Coloque a máscara de oxigênio primeiro em você. Quanto melhor as pessoas cuidarem de si mesmas, mais efetivo será o cuidado com os outros, incluindo suas famílias, seus colegas de trabalho, sua comunidade e seus cidadãos”.
Nesse turbilhão de notícias e acontecimentos nada éticos que estamos passando no Brasil, temas como Propósito, Cultura e Valores veem na minha cabeça com mais força e me fazem questionar e refletir qual o meu papel nisso tudo e o qual será o meu legado?
Meu propósito profissional é ajudar pessoas, empresas e negócios a se perpetuarem através do pensamento, de estratégias e de ações inovadoras. Quero transformar ideias em ações. Quero ganhar a vida pensando, trabalhando com paixão e autorrealização.
E o seu? Qual seu propósito?
(*) Alexandre van Beeck é sócio-diretor da GS&Consult, consultoria especializada em varejo, relações de consumo, marketing e canais de distribuição do Grupo GS& Gouvêa de Souza.
Publicado originalmente no Proxxima
http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2017/07/10/o-proposito-da-marca-e-a-conexao-com-os-nativos-digitais.html

terça-feira, abril 26, 2016

As marcas em tempos turbulentos

Todos nós envolvidos com marcas e relações de consumo vibramos quando vivenciamos
momentos de transição que impactam o status quo. Analiso duas fotografias de movimentos distintos e simultâneos responsáveis por influenciar o pensamento estratégico daqueles que se envolvem na construção, na reputação e nos valores das marcas para um novo produto ou serviço.

Fotografia 1:

Estamos passando por um dos momentos mais tensos e complicados da economia e na política brasileria dos últimos anos. Um país marcado por escândalos de corrupção, queda do poder de consumo, aumento de desemprego e perda de confiança dos consumidores.
Neste contexto, o eterno desafio das marcas pela busca de novas formas de convencer seus consumidores a comprarem seus produtos e de encantá-los com suas propostas, passa a ser fundamental para a sobrevivência no mercado. Não existem dúvidas que é necessário desenvolver ações de curto prazo. No entanto, algumas empresas se mostram mais poderosas frente às diversidades: Aquelas que, consistentemente, edificaram suas reputações ao longo dos anos.
Disney, IBM, Harley Davidson, Coca-Cola, Nestlé são exemplos de poderosas marcas que conseguiram passar por guerras e diversas crises internacionais sem abalarem sua fortaleza. Estas marcas participaram, ao longo dos anos, da vida de seus consumidores e souberam adaptar-se às mudanças mantendo, entretanto, a sua essência. Consistência foi a palavra chave.

Fotografia 2:

Os gestores de marcas estão enfrentando um nova dinâmica nas relações de consumo com seus consumidores, independente do momento pontual da situação brasileira. Há vinte anos, não existam marcas como Google ou Facebook e não vivíamos grudados em nossos smartphones. O mundo digital tornou o mundo real mais próximo, mais acessível, mais instantâneo. As reputações de marcas duradouras enfrentam o risco de serem abaladas por um clique, uma postagem ou um vídeo descuidado – passível de ocorrer inclusive com as marcas citadas na fotografia anterior. Seja na Rússia, na Síria, em Washington ou em Jacarepaguá, com a facilidade de acesso à informação, o consumidor pode formar e mudar sua opinião instantaneamente. O que durante anos era restrito à uma logomarca bem elaborada ou à uma campanha publicitária construída com profundo entendimento do seu posicionamento, o papel das marcas na vida das pessoas passa a mudar de significado. As pessoas estão mais conectadas, mais inteligentes, mais educadas e conscientes. O propósito de cada marca e a clareza de suas propostas são fundamentais para a proteção e fortalecimento de sua integridade e para a relação de fidelidade com seus consumidores.


Afinal, o que essas duas fotografias significam para as marcas?
Neste cenário de transição, as regras de ouro do marketing estão sendo postas em cheque ao mesmo tempo que são reconstruídas. A escolha de uma marca para um novo produto ou serviço, deve levar em conta os novos pilares: Propósito, Autenticidade, Transparência e Integridade. Estes são valores mais complexos de serem copiados pela concorrência, que fortalecem sua diferenciação e unicidade e, ao mesmo tempo, exigem de seus executivos uma visão mais ampla da sua atuação, indo além das gôndolas e lojas de varejo. Isso vale tanto para marcas globais como para uma nova marca com atuação mais restrita.
O sucesso das marcas no mundo moderno será medido pela forma com que elas tocam a vida das pessoas. As que alcançarem esse patarmar, se tornarão marcas mais resilientes.

Escrevi este artigo originalmente como prefácio do Livro “O uso da marca e sua integridade”, do advogado Alexandre Fragoso Machado.


segunda-feira, dezembro 22, 2014

O que procuramos em 2014

O Google divulgou muito mais do que este vídeo sobre os itens mais procurados em 2014.



Desenvolveu um site com análise de várias categorias mais pesquisadas.

A partir da análise destes dados podemos ter a certeza que o acesso à internet está tão democratizada quanto qualquer outro meio de comunicação, que a TV continua influenciando de forma decisiva os nossos interesses e que quem souber perceber as sutilezas desses dados, terá a oportunidade de pensar de maneira diferenciada a atuação de seus negócios.


A partir desses dados, ficou evidente que o brasileiro quer saber como ganhar dinheiro e perder barriga mas também a paciência no Facebook já deve ter acabado e a busca de como excluir seu "amigo" mala está entre os destaques.



Mostra que "Lepo Lepo" e "Beijinho no Ombro" dominaram não só as rádios, mas para nosso desespero também as buscas por músicas nacionais no Google:



A força da TV Globo também no mundo digital colocando a banda vencedora do reality Superstar em primeiro lugar como a banda mais buscada na internet brasileira.



quinta-feira, outubro 20, 2011

FutureCast#2: Resumo do 2º dia

No segundo dia de palestras foram abordados os temas:

- Mudança da rotina dos consumidores
- Google e Procter&Gamble - Zero Moment of Truth
- Planejamento integrando digital e ponto de vendas


quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Doodle 4 Google

Todos nós já vimos que o Google adora brincar com seu logo em datas especiais ou eventos. Esse logo especial foi batizado de Doodle e a empresa incentivou crianças a desenharem um novo Doodle em um concurso.
Em sua primeira iniciativa no Brasil, dirigido à crianças de 6 à 15 anos, Google pediu que as crianças redesenhassem seu logo a partir do tema sustentabilidade e meio ambiente.

A vencedora do concurso foi uma carioca de 9 anos e seu desenho foi exibido ontem na home page do Google Brasil.



sexta-feira, maio 21, 2010

Use o Google para arrumar um emprego

Todo marketeiro quer ter uma idéia simples, rápida, barata e eficiente para seu produto. Alec Brownstein teve uma dessas grandes idéias para conseguir um emprego em uma grande agência de publicidade dos EUA.

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