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terça-feira, outubro 15, 2019

Por que toda empresa deveria investir em Eficiência Operacional?



A corrida pela inovação e transformação dos negócios se tornou assunto prioritário em qualquer negócio. A agenda da disrupção toma conta da cabeça dos líderes e gestores das empresas, independente do porte ou segmento. Em inúmeros casos, esta ânsia de transformação se materializa em muita pirotecnia e pouco resultado.
Quando nos aprofundamos em diferentes negócios em projetos de consultoria, podemos perceber que uma verdadeira transformação está passando atrás do balcão. Essa transformação não aparece “a olho nu”, não se torna pirotecnia e a maioria dos clientes só percebe quando se dão conta de que tiveram uma boa experiência de compra e a empresa consegue obter um bom resultado operacional a partir dessas práticas.
Chamo isso de Eficiência Operacional. Por que toda empresa deveria investir nela?
Eficiência Operacional é uma das variáveis fundamentais para a competitividade do negócio. Uma empresa pouco eficiente é pouco competitiva. Vivemos numa Era da Competitividade Global. Seu concorrente pode estar na loja ao lado ou do outro lado do oceano. Os custos dos seus produtos ou serviços são comparados rapidamente.
As distâncias entre quem produz e quem consome estão cada vez mais  curtas e os intermediários que não tem uma proposta de valor estão sendo extintos. Estamos presenciando a morte de gigantes, até então soberanos. Estão sucumbindo  por causa dos pequenos ágeis e rápidos, sedentos por oferecer solução para quem precisa.
Sem Eficiência Operacional, sem competitividade.
Eficiência Operacional significa fazer MAIS ______ com MENOS ______.
Você pode preencher essas lacunas com diferentes iniciativas, contanto que esteja dentro dos padrões de qualidade exigido pelo seu negócio e previsto no seu planejamento.
Eficiência Operacional não é uma opção. É uma regra básica em qualquer negócio.
Em um mercado cada vez mais commoditizado, o planejamento, controle e tomada de decisão são etapas fundamentais para a Eficiência Operacional.
PlanejamentoTodo o planejamento visando a Eficiência Operacional deve ser alinhado com a cultura da empresa, com os objetivos e metas traçadas por toda a organização. Parece óbvio. Porém, esta é uma das falhas mais comuns que encontramos.
Iniciativas que são colocadas em prática sem questionamentos do para que se aplica determinada tecnologia ou se a ferramenta utilizada funciona para tal atividade. O que acontece quando seus planos de ação não dão certo? Não dá pra pensar em eficiência sem ser sustentada por um bom planejamento.
ProcessosOs processos são chave para suportar o planejamento. A definição de qual o papel de cada um, em cada etapa, é fundamental para estabelecer a disciplina e evitar desgastes na operação. Quando se têm muito bem desenhados seus processos, sua eficiência salta!
Ferramentas e sistemasAs ferramentas estão cada vez mais acessíveis. Podendo ser compradas ou desenvolvidas internamente para ter seus processos adequados.
Definição de IndicadoresDesenvolver indicadores para o acompanhamento da performance e assim tomar as decisões corretas no tempo certo. O que não é medido não é gerenciado. Portanto, acompanhe e monitore seu tempo de fila, a ruptura de estoque, o de tempo de resposta ao cliente, níveis de atendimento, engajamento do colaborador e o nível de satisfação do cliente (NPS) – e ganhe Eficiência na tomada de decisão.
IntegraçãoIntegração, alinhamento e comprometimento das diferentes áreas evolvidas. A desconexão entre as áreas é uma grande barreira da Eficiência Operacional. As áreas de atendimento e logística devem estar alinhadas com o comercial, por exemplo. É básico. E por que não é feito? Porque saber o que deve ser feito é bem diferente de colocar em prática e, muitas das vezes, a cultura é a maior barreira.
PessoasNo final de tudo isso listado acima, teremos sempre PESSOAS envolvidas. Desenvolver o planejamento coerente, com os processos e ferramentas adequadas, assim como ter os indicadores corretos para medir os resultados, não funciona se as pessoas não se engajarem e assumirem o controle das suas funções.
A cultura da empresa deve estimular esse pensamento e exigir mais produtividade e inteligência nos processos. Ao mesmo tempo em que o reconhecimento é importante. Ninguém é recompensado por fazer algo fácil. Com o reconhecimento, todos os envolvidos aprendem a acreditar que são capazes de fazer.
Eficiência Operacional na práticaNo dia 27 de agosto, durante o LATAM Retail Show e, não por acaso, conduzi um painel sobre Eficiência Operacional: “A transformação do varejo atrás do balcão.”
Como muitos de nós estamos sempre buscando bons exemplos de negócios para nos inspirar, convidei o Rodrigo Patuzzo, diretor da Shell Select, Sergio Sampaio, diretor de Operações do Grupo Boticário e Rogério Klass, diretor Administrativo das Lojas MM e Carlos Capps diretor da IBM.
Nós da GS&Consult somos experts em varejo e relações de consumo. Estamos comprometidos em ajudar as empresas a planejarem e colocar em prática iniciativas que transformam seus negócios e melhoraram sua Eficiência Operacional.
* Imagem reprodução

domingo, março 10, 2019

As oportunidades e desafios operacionais do Novo Varejo

Com as rápidas mudanças no varejo moderno promovidas pelos consumidores hiper conectados, abrem-se novas oportunidades e desafios para melhorar a eficiência operacional e rentabilidade do negócio do varejo.
Importante ressaltar a “eficiência do negócio do varejo” e não só “a eficiência da loja”. O Novo Varejo se caracteriza por integrar de maneira definitiva e eficiente todo o processo envolvido nas relações de consumo – passando ou não pela loja física.
Dentro deste novo momento destaco, sem a pretensão de ser uma lista completa e definitiva, as principais oportunidades e desafios do Novo Varejo:

Repensar a Loja – um Hub Logístico
Oportunidade:
Empresas que tem um amplo sortimento e que já atuam nos canais físico e digital têm a oportunidade de ampliar a conveniência para seus clientes, desenvolvendo novos serviços.
O “click&collect” ou “compra no site e retira na loja” vem se popularizando graças ao benefício tanto para o cliente como para a operação.
Desafios:
Integração de sistemas entre o digital e o físico, controle único de estoques, otimização da logística, processos e treinamento das pessoas são os grandes desafios dessa importante iniciativa.
Desafio da última milha
Oportunidade:
Um dos objetivos de repensar o papel da loja é solucionar um dos maiores entraves das operações digitais: viabilizar de maneira rentável a sua “última milha” até seu consumidor.
Desafio:
Como é possível fazer com que o produto saia de seu estoque e chegue até o cliente da maneira mais rápida, segura e rentável?
O GPA conta com uma iniciativa para os Supermercados Extra: criar mini Centros de Distribuição como parte de suas grandes lojas. O canal de hiper e supermercados vem sofrendo horrores com a preferência do consumidor por formatos mais próximos, convenientes – como as lojas de proximidade – ou com uma proposta de valor de preços mais acessíveis – como os atacados. Os mini CDs são uma boa iniciativa para rentabilizar o metro quadrado da loja, ganhar agilidade na entrega do on line e melhorar o desempenho operacional das suas operações.
Integração de dados + ferramentas de CRM + ofertas direcionadas
O consumidor moderno tem rapidamente usado o smartphone como primeira opção de tela para pesquisar e comprar. Porém, como toda interação digital, deixa um grande rastro de toda movimentação – uma verdadeira impressão digital por onde passa.
Oportunidade:
Hoje em dia, por meio de sistemas e diferentes softwares o varejo tem a facilidade de captar dados de todos os momentos de contato com seus clientes.
Desafio:
Conseguir consolidar de maneira eficiente as diferentes fontes de entrada de dados – loja, mobile, site, SAC, mídias sociais, treinar e capacitar equipes para analisarem e transformarem dados em soluções para o cliente e para operação.
Definição de sortimento a partir da inteligência de dados
Oportunidade:
Com o avanço e a maturidade da análise de dados, as operações de varejo têm a oportunidade de definir a melhor oferta de sortimento a partir das preferências de compra digitais realizadas na área de influência da loja.
Algo que a Amazon Books já faz hoje em suas operações (captando dados do digital ao entorno de suas lojas), assim como a Nike House of Innovation em Nova Iorque – que tem um piso da loja somente com os produtos mais buscados e comprados pelos nova-iorquinos nos canais digitais da marca esportiva.
Desafio:
Fazer as áreas se conversarem de maneira rápida e eficiente. E, depois disso, a operação da loja agir na mesma velocidade que o digital exige. Para isso, ter uma inteligência logística é fundamental.
Inteligência Logística
Com o avanço da automação de centros de distribuição, toda a cadeia logística é impactada.
Oportunidade:
Um CD automatizado força a melhoria de performance de quem produz e impacta diretamente a forma de abastecimento das lojas. Mudando de maneira definitiva a gestão operação da loja, a gestão de sortimento e até alterando a rotina dos gestores de cada loja abastecida.
Desafio:
Conseguir alinhar toda a cadeia produtiva, do fornecedor até a operação de loja. Um caso recente de sucesso é a Riachuelo que modernizou seu CD, inaugurou seu e-commerce cerca de apenas dois anos atrás e agora parte para um novo modelo de loja digitalizada. Um bom case para acompanhar.
Claro que ainda existem dezenas de outras oportunidades não listadas. Cada negócio de varejo tem suas “dores” e é capaz de desenvolver novas oportunidades, na mesma proporção que crescem os desafios.
Quais são as oportunidades e desafios do seu negócio no Novo Varejo?
Provoco a cada um de vocês a pensar quais oportunidades de melhoria do seu negócio surgem com o Novo Varejo e a compartilhar nos seus comentários.


Nota:
A GS&Consult é a consultoria de negócios do varejo do Grupo GS& Gouvêa de Souza. Nós apoiamos indústria e varejo para desenvolver novas oportunidades para tornar seu negócio mais eficiente e produtivo, assim com superar todas os desafios destas novas iniciativas.
*Imagem reprodução
fonte: mercado e consumo https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/02/19/as-oportunidades-e-desafios-operacionais-do-novo-varejo/

domingo, fevereiro 10, 2019

NRF 2019 - O Novo Varejo: O jogo agora é outro.


Nos últimos cinco anos, durante a NRF Retail’s Big Show assistimos a morte do varejo físico, a ameaça do digital, a busca pela atenção dos Millenials, a ressurreição do varejo físico e, neste último ano, nos foi apresentado de maneira clara que estamos vivendo um Novo Varejo, recriado pela Amazon, Alibaba, JD.com & Cia, que redefinem de maneira definitiva o papel das marcas, o relacionamento com o consumidor e o negócio do varejo.
Obviamente o varejo físico não renasceu até porque nunca morreu. O que sucumbiu foram modelos de negócio que não se adaptaram às novas exigências do consumidor, não conseguiram reagir na velocidade de seus novos competidores ou não desenvolveram um novo mindset de gestão.
Em diversos exemplos apresentados nas palestras da NRF Retail’s Big Show, nos stands da feira ou visitando operações de varejo em Nova York, ficou claro que a tecnologia e o digital funcionam como pilares fundamentais deste Novo Varejo. Nunca se falou tanto em produtividade e eficiência operacional nos negócios como neste ano. Aliás, não ficou somente no discurso. Pudemos vivenciar na prática os benefícios desta integração. Hoje em dia não existe varejo moderno e eficiente sem análise de dados. De definição de sortimento à facilidade de pagamento, tudo passa pela combinação de inteligência do digital com o físico. A nova loja da Nike em NY, House of Innovation, é um perfeito exemplo deste Novo Varejo.
Toda a jornada de consumo pode ser realizada pelo aplicativo da loja. De reserva de produtos, passando por escolha de cores e tamanhos, até a marcação de um atendimento exclusivo por um dos experts da loja, toda interação cria facilidade para o cliente e gera uma enormidade de dados para a marca conhecer os hábitos de quem interage com a loja e poder oferecer o melhor serviço, oferta e produto para seus clientes. Assim como vimos ano passado na Amazon Books, a loja Nike tem em seu subsolo um andar somente com o sortimento definido de acordo com as preferências de compra digitais dos clientes ao redor da loja. O espaço funciona para quem tem pressa ou para quem quer curtir a proposta da marca.
Após suas ações despencarem com o anúncio da compra do Whole Foods pela Amazon, o CEO do Kroger, 3º maior varejista em faturamento no mundo, afirmou que o papel de suas lojas mudou e busca “redefinir a experiência do varejo alimentar”. Segundo Rodney McMullen, suas operações devem resolver o problema de seus clientes, tendo que estar pronta para atender um pick up in store (compra e retira na loja) ou entregar seus produtos onde o cliente quiser com o delivery. Para ganhar agilidade de desenvolvimento, a empresa buscou parcerias e realiza testes com a rede de farmácias Walgreens, criando novos pontos de distribuição de seus produtos. Assim como desenvolveu uma joint venturecom a Ocado para agilizar seu processo logístico de alimentos frescos. Tudo para tirar o “elefante, chamado Amazon, da sala”.
Tornar a operação mais competitiva, mais eficiente e inteligente, a automação e otimização logística também foram temas recorrentes nesta edição do evento. Em 2017 a Target investiu US$7 bilhões para repensar suas 1.800 lojas, transformando-as em centros de serviços, showroom de experiências e hub logístico. Os resultados dessa transformação são evidentes. Nestas últimas vendas de final de ano, três de cada quatro compras digitais saíram de uma das lojas da Target, ganhando agilidade na “última milha” de entrega, na gestão de estoque e inteligência logística.
Aliás, a diferença de tempo de entrega entre Amazon e os demais varejistas vem caindo ao longo do tempo, muito em função da aplicação da tecnologia, inteligência artificial, algoritmos e o repensar do papel da lojas no negócio do varejo.

Independente do tamanho da operação do seu negócio, o jogo agora é outro. Aqueles que ainda consideram suas lojas como um simples ponto de contato entre demanda do consumidor e acesso a seus produtos, estão com os dias contados. A tecnologia está cada vez mais acessível e os casos de sucesso estão mais próximos da nossa realidade. Apesar de neste artigo terem sido citados somente grandes empresas internacionais que vimos durante o período em Nova York, existem bons exemplos nacionais, de diferentes tamanhos e segmentos que estão conseguindo tornar a operação mais leve, ágil e moderna.
Como reflexão, em muitos casos, a maior barreira está na gestão do negócio, nas pessoas e na cultura da empresa. O primeiro passo da transformação para o Novo Varejo está dentro de casa, no desenvolvimento de um “mindset de crescimento” e na definição do que é o SEU NOVO VAREJO.
Palavras chave desta NRF: Tecnologia, Eficiência Operacional, Logística, Experiência do Consumidor, Pessoas e Propósito.
fonte: Mercado e Consumo https://www.mercadoeconsumo.com.br/2019/01/22/nrf-2019-o-novo-varejo-o-jogo-agora-e-outro/

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